quarta-feira, 15 de julho de 2009

"Nome sujo" não pode barrar emprego

O Ministério Público do Trabalho considera discriminação a prática de empresas que consultam serviços de proteção ao crédito antes de decidir sobre a contratação de futuros empregados, segundo informou a procuradora Valdirene Silva de Assis, vice-coordenadora nacional de combate à discriminação do órgão.

"O empregador não pode interferir na esfera privada no empregado. Quando faz isso e contrata em razão de eventual certidão que seja apresentada, temos uma questão de discriminação. É uma situação irregular, em que a honra é afetada e dá direito a indenização por danos morais", avalia Valdirene.
Não há regra expressa na Constituição e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) sobre a contratação de funcionários que tenham o chamado "nome sujo". Somente para os bancários há previsão legal de demissão por justa causa em caso de inadimplência.
O promotor e supervisor de vendas Alfredo Francisco Lopes, de 42 anos, está há um mês desempregado e acha que não consegue emprego por causa da inadimplência.

"Um amigo que é subgerente de uma empresa viu meu currículo, achou minha qualificação boa, mas disse que o fato de eu estar devendo pode me prejudicar."

O promotor diz que entrega em média 20 currículos por dia em supermercados, estabelecimentos comerciais e para representantes comerciais no Rio de Janeiro. "O departamento de recursos humanos costuma puxar o CPF e aí vê que está endividado", diz. Ele conta que a empresa onde seu cunhado trabalha não quis empregá-lo porque constatou que ele estava "com o nome sujo".
"As empresas poderiam contratar a pessoa endividada e dar um período para ela limpar o nome", sugere. “Sem conseguir emprego, como fazer para pagar?”, questiona. Lopes disse que ficou inadimplente após emprestar dinheiro a um terceiro.
A situação narrada ao site G1 por Alfredo Francisco Lopes é comum, de acordo com a procuradora do MPT, Valdirene Silva de Assis. Atualmente, segundo ela, há diversos casos sendo investigados no país.

Êxito da ação

Ela afirmou que, para uma ação protocolada na Justiça do Trabalho ter êxito, é preciso que o empregado junte o maior número possível de provas. "Não precisa de prova para ingressar com a ação, mas precisa para ganhar", afirmou a procuradora.

Valdirene disse ainda que testemunhas ou uma ligação, mesmo que não gravada, pode servir como prova. "Se alguém da empresa tiver dito isso por telefone, pode-se pedir que quebre o sigilo telefônico."
A procuradora atua no MPT do Amazonas e disse que recentemente denunciou uma empresa que fazia verificação da situação de crédito dos candidatos. "A empresa mudou atuação, assumiu o compromisso de que não faria mais. Assinou um termo de ajuste de conduta."
O trabalhador que se sentir vítima de discriminação em razão da verificação dos dados cadastrais deve buscar a procuradoria regional do trabalho de seu estado - clique aqui para ver - e fazer a denúncia. O ideal é que sejam apresentadas provas. Mesmo se não houver, segundo Valdirene de Assis, os procuradores investigam as denúncias.
A Serasa informou que, no contrato com as empresas parceiras, há cláusula que proíbe a verificação dos cidadãos para finalidades que não sejam as da relação de consumo. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, a Serasa já cancelou contratos ao verificar que os dados foram usados em processos seletivos das empresas.

Quem souber que uma empresa cometeu o ato, pode procurar a Serasa e denunciar.

Juízes

Os juízes, no entanto, divergem sobre o tema. Para o juiz do trabalho da 1ª Vara de Trabalho de Taguatinga (DF), Rogerio Neiva Pinheiro, as empresas têm atualmente liberdade para contratar.

"A Constituição proíbe a discriminação por sexo, raça, cor, idade. Mas não dispõe sobre a inadimplência. Entra a discussão: não contratar porque tem o nome negativado é discriminação?"
Na avaliação de Neiva Pinheiro, a empresa pode interpretar que o candidato não honrou um compromisso financeiro.

"Honrar uma dívida é de natureza obrigacional e moral. Você quer contratar alguém que não honra seus compromissos?"
Segundo ele, porém, há a questão de que não contratar alguém com nome "negativado" é atentar contra a liberdade do trabalho. "Tudo depende da situação concreta, qual é a atividade que exerce e em que situação ficou inadimplente."

O juiz paulista Manoel Antonio Ariano, que há seis anos atua como substituto no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, disse que nunca julgou um caso sobre o tema e avalia que a maioria das negociações fica na esfera do Ministério Público.
"É preciso visualizar cada caso, ver se há dano de fato. Suponhamos que faça o teste e é aprovado, perde tempo em exames, deixa de ir para outro emprego. Daí a empresa diz que não pode contratar porque tem o nome sujo. Pode pedir danos morais, mas depende de cada caso."

Titular da 21ª Vara de Trabalho de Belo Horizonte, o juiz José Eduardo de Resende Chaves Júnior considera que avaliar o crédito do candidato é discriminatório.
"Parte do princípio de que não pode haver discriminação e também de que a forma de a pessoa sair da dificuldade é estando empregado. Isso não vale, porém, para os bancários."

Bancários

A única menção a restrição de empregados com nome sujo na CLT é no caso dos bancários. O artigo 508 diz que, "considera-se justa causa, para efeito de rescisão de contrato de trabalho do empregado bancário, a falta contumaz de pagamento de dívidas legalmente exigíveis".

Para a procuradora do trabalho Valdirene Silva de Assis, mesmo com a previsão em lei, deve-se considerar cada caso isoladamente.
"A situação concreta vai dizer se exigência é razoavel ou se é sem propósito. Não obstante ele estar dentro do quadro, mas se não tiver nenhuma atuação que possa colocar em risco a situação do patrimônio deve ser avaliado."
A secretária de finanças do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), diz que a entidade atua para reverter as demissões por justa causa de bancários.

"São muitos os casos do tipo, mas a demissão não ocorre de uma vez. O empregado é advertido antes."
Segundo ela, em algumas situações é possível reverter a demissão. "Nós alegamos que a inadimplência ocorreu por questões específicas. O empregado não foi no shopping e comprou tudo que viu na frente. São casos de doença na família, por exemplo." Ivone disse que, nesses casos, o banco tem linhas de financiamento específicas.
Ela afirmou que o sindicato tenta "há anos" obter a revogação do artigo 508 da CLT. Ivone disse que já há projeto na Câmara dos Deputados com essa finalidade desde 2007. "Mas não foi analisado nem em comissão. Não é prioridade para eles. Mas continuamos tentando."

Fonte: G1

terça-feira, 14 de julho de 2009

Office gratuito pela Web

Microsoft lançará versão gratuita do Office pela web

Pacote vai incluir editor de texto, planilha e software de apresentação.
Objetivo é concorrer com aplicativos on-line do Google.

A Microsoft lançará uma versão gratuita do pacote de aplicativos Office que os usuários poderão acessar por meio da internet, competindo com produtos da concorrente Google.

A maior fabricante mundial de software oferecerá editor de texto, planilha, software de apresentação e um programa de notas com a mesma aparência e percepção do conjunto Office que vende para computadores pessoais.

É a última iniciativa em uma intensa disputa entre as duas gigantes do segmento de tecnologia.

O Google anunciou na semana passada planos de desafiar o sistema operacional Windows com um software gratuito. Já a Microsoft lançou uma nova ferramenta de busca, chamada Bing, no mês passado, que tomou uma pequena parte da fatia de mercado da concorrente.
Uma versão gratuita do pacote Office, contudo, pode prejudicar as vendas da mais lucrativa unidade de negócios da Microsoft.
"A Microsoft está em uma posição difícil", disse Sheri McLeish, analista da Forrester Research.

Lucros com o Office

A divisão do Office registrou lucro operacional de US$ 9,3 bilhões sobre vendas de US$ 14,3 bilhões nos três primeiros trimestres do atual ano fiscal da Microsoft.
McLeish espera que a Microsoft supere o Google no mercado, já que as centenas de milhões de pessoas que utilizam o pacote Office no mundo deverão testar a versão disponível pela internet.

A companhia lançará a oferta gratuita quando começar a vender o Office 2010, seu próximo principal lançamento do produto, em algum momento na primeira metade do ano que vem. A atual versão foi lançada em janeiro de 2007.

A porta-voz da Microsoft Janice Kapner afirmou que a versão gratuita fornecerá uma "experiência muito rica" e provavelmente terá mais funcionalidade que os aplicativos do Google.

Fonte: G1

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Informações úteis para a semana

Poços secos no pré-sal

A Petrobras finalizou a semana passada afirmando que é improvável encontrar poços secos nos blocos localizados na Bacia de Santos. No comunicado, a estatal afirma que "Os seis blocos operados na Bacia de Santos apresentam um índice de êxito de 100%". A polêmica começou quando a americana Hess enviou comunicado informando que havia encontrado um poço seco no bloco BM-S-22. A estatal afirma que há riscos de se encontrar poços com uma quantidade inadequada de hidrocarbonetos para comercialização, levando ao termo "poço seco".

Agenda do investidor para esta segunda-feira

O investidor começará a semana enfrentando no Brasil o indicador inflacionário IPC (Índice de Preços ao Consumidor) calculado pela FIPE com referência a primeira semana de julho e os itens semanais Relatório Focus e Balança Comercial. Ainda no Brasil, encerra-se hoje o período de reservas da oferta realizada pela Hypermarcas. Nos Estados Unidos, conhecerá o Treasury Budget, responsável por trazer informações sobre o orçamento do governo norte-americano.

China quer realizar maior IPO do ano

A China State Construction Engineering Corp. deseja superar os US$ 3,7 bilhões captados pela VisaNet Brasil e emplacar a maior IPO do ano, com pretensão de embolsar até US$ 6,23 bilhões em sua abertura de capital. Com o processo para a abertura correndo, a companhia deseja emitir 12 bilhões de ações no mercado.

Fonte: ADVFN

IPO Hypermarcas 2009



Bom dia,

Aos interessados em participar do IPO fiquem atentos, termina hoje o prazo para solicitação.

A Hypermarcas S.A. , o Private Equity Partners C, LLC, o GPCP4 - Fundo de Investimento em Participações e demais acionistas vendedores identificados no Prospecto Preliminar de Distribuição Pública Primária e Secundária de Ações Ordinárias de Emissão da Companhia, o Citigroup Global Markets Brasil, Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários S.A. (“Citi” ou “Coordenador Líder”) e o Banco de Investimentos Credit Suisse (Brasil) S.A, anunciam a oferta.

A Oferta será direcionada, na Oferta de Varejo, aos Investidores Não-Institucionais (conforme definido abaixo) e, na Oferta Institucional, aos Investidores
Institucionais (conforme definido abaixo).
A Oferta de Varejo será destinada a investidores residentes e domiciliadas no Brasil que realizarem pedidos de investimento mediante o preenchimento de
formulário específico (“Pedido de Reserva”), para a subscrição e/ou aquisição de Ações no âmbito da Oferta, observado o valor mínimo de investimento
de R$3.000,00 e o valor máximo de investimento de R$300.000,00 por Investidor Não-Institucional (“Investidor Não-Institucional” e “Oferta de Varejo”,
respectivamente).

Cronograma:



Abraços e boa sorte!

Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina

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