sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Petrobrás projeta investimentos de US$ 174 bi

Petrobrás projeto investimentos de US$ 174 bi até 2013

Mesmo em meio à crise financeira e a economia mundial em retração, a Petrobras anunciou nesta sexta-feira a ampliação de seus investimentos. A estatal prevê aplicar US$ 174,4 bilhões entre 2009 e 2013, conforme o Plano de Negócios para o período. O planejamento anterior, entre 2008 e 2012, indicava investimentos de US$ 112,4 bilhões.

De acordo com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, os valores podem ser revistos no futuro, contando com a redução de alguns valores.

"O plano de negócios não incorporou possíveis reduções de custos, no entanto, a companhia reconhece que o cenário é de queda nos preços e vai trabalhar fortemente para reduzir os custos dos bens, produtos e serviços usados em seus investimentos", informou a empresa.
O plano foi aprovado na tarde de hoje pelo Conselho de Administração da companhia, que se reuniu em Brasília. O planejamento da companhia foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Inicialmente, a estatal iria divulgar o plano em setembro, mas o agravamento da crise obrigou a companhia a rever os planos. O fechamento da estratégia da Petrobras ainda foi adiado outras vezes.
A estatal manteve os principais projetos no plano, entre os quais a exploração no pré-sal.

Valores

Segundo a Petrobras, o investimento representa uma média de US$ 34,9 bilhões por ano, sendo 90% (US$ 157,3 bilhões) no Brasil e 10% (US$ 16,8 bilhões) no exterior. Este montante representa um aumento de 55% em relação ao plano anterior.
Dentro do montante anunciado, os valores projetados para novos projetos de exploração e produção somam US$ 47,9 bilhões até 2013, sendo US$ 28 bilhões na área do pré-sal. Todo o plano de exploração e produção soma US$ 104,6 bilhões no período.

Para 2009, os investimentos previstos somam US$ 28,6 bilhões, sendo necessária captação de US$ 18,1 bilhões. Segundo Gabrielli, já estão assegurados US$ 16,9 bilhões, sendo US$ 11,9 bilhões do BNDES e US$ 5 bilhões de outros bancos. O recurso utilizado do BNDES está previsto nos R$ 100 bilhões extras para empréstimos pela instituição, com foco em infraestrutura, em petróleo e gás e energia elétrica.

"Necessitamos apenas de US$ 3 bilhões para 2009. O plano apresenta viabilidade financeira no curto prazo, capacidade de realização no médio prazo e nos leva a ser uma das maiores empresas do setor no longo prazo", afirmou.

Participaram da reunião que aprovou o plano a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), presidente do conselho, o ministro Guido Mantega (Fazenda), o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, o comandante do Exército, ex-comandante do Exército general Francisco Albuquerque, o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, o presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Fábio Barbosa, e o empresário Jorge Gerdau.

Produção

A Petrobras informou que a meta de produção para óleo e gás é de 3,6 milhões de barris por dia em 2013, contra os 2,4 milhões de barris produzidos atualmente. Para 2020, a estatal quer alcançar o volume de 5,7 milhões. A projeção inclui as atividades no Brasil e no exterior.
Apenas nas áreas do pré-sal, a Petrobras planeja produzir 219 mil barris por dia de petróleo em 2013 e 1,815 milhão de barris/dia em 2020. As mesmas áreas deves produzir 7 milhões de metros cúbicos de gás por dia em 2013 e 40 milhões em 2020.

Fonte: Folha online - Matéria de CIRILO JUNIOR (RIO)

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Testaram o Windows 7

Boa tarde,

A equipe do UOL Tecnologia testou o Windows Seven (7) e fez uma matéria interessante e bem humorada sobre o resultado. Acompanhe:



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Recuperação do Real

O real e as principais moedas emergentes deverão recuperar a recente desvalorização ante o dólar em até dois anos, período em que os mercados ainda poderão continuar instáveis. E a principal razão para isso é que os Estados Unidos passarão por um período longo de crescimento pífio, que poderá levar a maior economia do mundo a uma década perdida, segundo o economista Kenneth Rogoff, professor da Universidade Harvard.
Ex-economista-chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional), Rogoff afirmou ontem a uma plateia de mais de 500 pessoas, reunidas no congresso anual da seguradora de crédito Coface, que os EUA passarão por dois anos de recessão -ou estagnação- para depois entrar em um período de até sete anos de crescimento entre 1% e 2% ao ano. "Não há motivo para pânico, mas há uma possibilidade pequena de depressão", disse.
O economista falou em uma escalada no desemprego americano pelos próximos quatro anos, queda nos preços dos imóveis por cinco anos, redução de 70% para 60% da participação do consumo na economia americana, além de forte aumento da divida pública dos EUA.

Com trânsito entre os democratas, Rogoff afirma que o presidente Barack Obama deve iniciar o governo com uma "grande surpresa" para dar um choque nas expectativas dos mercados. Ele disse não saber quais seriam essas medidas, mas afirmou que o novo presidente americano terá uma trégua maior do que os habituais cem dias de governo para conquistar a credibilidade na economia.
"Há muito otimismo com a administração Obama. Todos depositaram suas esperanças e sonhos nele. Até o presidente Hugo Chávez fala que ele será melhor para a Venezuela. Obama vai ter uma lua-de-mel maior [com os mercados], até porque ele precisa de mais tempo. Um ano, talvez", disse.
O economista coloca em dúvida a capacidade de países emergentes, como China e Brasil, de resistirem aos efeitos da desaceleração mundial. Segundo suas previsões, a China terá crescimento entre 5% e 6% neste ano; já o Brasil deve ter expansão de cerca de 2%.

Recuperação em 2010
O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, afirmou que espera uma recuperação da economia a partir de 2010. Para Trichet, este ano ainda deverá ser "muito difícil" para o mundo.
"O sistema financeiro mundial revelou uma fragilidade excessiva, que é inaceitável. [...] Precisamos de um conjunto de reformas ambiciosas para não deixar que as atuais regras permitam ampliar crises como a atual", disse.
Entre os motivos para acreditar na recuperação, Trichet citou a rapidez com que os bancos centrais e os governos de diversos países tomaram medidas para evitar o aprofundamento da crise, a continuidade de crescimento nos países emergentes, a capacidade das novas tecnologias de acelerar a recuperação, além dos preços baixos do petróleo.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Dividendos de ouro

Dois mil e nove promete ser outro ano de estrelato para as ações de companhias reconhecidas como boas pagadoras de dividendos. Com a crise financeira mostrando os seus reflexos mais perversos na atividade global, a percepção é de que o percentual de renda fixa garantido pela distribuição de proventos manterá o seu apelo defensivo nesses tempos difíceis. E, como há uma procura natural por proteção, os papéis com tal característica podem, de quebra, proporcionar ganhos de capital. Para completar, a queda da Selic, esperada para esta semana, torna essa fatia de remuneração distribuída periodicamente aos acionistas ainda mais atraente.
Nas indicações da Carteira Valor de Dividendos para o primeiro trimestre, as chamadas "utilities", representadas pelas concessionárias de serviços públicos, são maioria. As preferenciais (PN, sem voto) da AES Tietê estão no topo, com 7 votos, seguidas por Telesp PN (6), e as ordinárias (ON, com voto) da CPFL Energia (4). No portfólio "top 5" também entraram Souza Cruz ON e Redecard ON, com 3 menções cada.
A queda generalizadas das ações na Bovespa do segundo semestre de 2008 para cá tornou papéis que não costumavam proporcionar retornos atraentes com dividendos (o "dividend yield") em opções interessantes. Só que na seleção da Fator Corretora predominou não só a rentabilidade mais generosa, mas também ações que não costumam ter grandes oscilações na bolsa, o que tornaria o "yield" igualmente volátil, explica a estrategista da casa, Lika Takahashi. "Assim, se preserva a característica de renda fixa do dividendo", diz. "Mas há 'yields' altos em ações que caíram bastante, que têm resultados previsíveis e boas políticas de distribuição de lucros." É o caso de Contax ON, que tem um retorno em dividendos estimado em 9% para este ano ou mesmo Redecard, com 7%, exemplifica.

Na lista da Fator, o maior "dividend yield" projetado é de 12% para Telesp PN, seguido por Souza Cruz, com 11%. "E mais interessante serão esses retornos à medida que os juros caiam", completa Lika. A casa projeta uma redução de 2 pontos percentuais para a Selic ao longo de 2009, o que resultaria numa taxa de 11,75% ao ano em dezembro. Como não há retenção de imposto de renda no dividendo, o investidor tem chances de obter retornos mais atraentes que o CDI.
Nas listas das corretoras participantes também aparecem papéis que estavam fora do radar no quesito dividendos. Cia. Siderúrgica Nacional (CSN) ON é um desses exemplos, que passou a integrar as recomendações da Link Investimentos. Conforme justifica o analista Andres Kikushi há um efeito-calendário na escolha. Cerca de R$ 3 bilhões foram pagos à siderúrgica brasileira pela venda de 40% dos ativos da Namisa. Em meio à crise financeira mundial, a avaliação é de que os planos de internacionalização da CSN podem ser adiados e uma alternativa seria aumentar a fatia de distribuição de resultados neste trimestre. Pelas simulações da casa, se a CSN usar 45% do dinheiro da Namisa, o retorno em dividendos salta de 5% para 10,41%.
As outras recomendações da Link privilegiaram empresas com previsibilidade de fluxo de caixa, baixo endividamento e sem necessidades de investimentos expressivos. É o papel que promete ser cumprido por AES Tietê, que costuma distribuir 100% dos resultados, além de CPFL Energia, Transmissão Paulista e Telesp.

Fonte: Jornal Valor Econômico

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