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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

IPO Marfrig - Início Reservas

Boa tarde,



Iniciou hoje o período para reserva da Oferta Pública de Distribuição de Ações da MARFRIG ALIMENTOS S.A. sob o código “MRFG3”.
O Banco Bradesco BBI S.A. (Coordenador Líder), o BB Banco de Investimento S.A., o Banco de Investimentos Credit Suisse (Brasil) S.A., o Banco Itaú BBA S.A. e o Banco Santander (Brasil) S.A. (Coordenadores) coordenarão a distribuição pública primária de ações ordinárias de emissão da Marfrig Alimentos S.A. (Companhia).

Tínhamos algumas datas que foram divulgadas antes porém agora é definitivo.

Cronograma da Oferta:

* 06/11 - Início e término do Período de Reserva para Oferta Prioritária
* 09/11 - Início de Reserva para Oferta de Varejo
* 10/11 - Encerramento do Período de Reserva
* 11/11 - Encerramento do Procedimento de Bookbuilding
* 13/11 - Início de Negociação na BM&FBOVESPA
* 17/11 - Data de Liquidação

Abraços e sorte!!!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

IPO Santander 2009

Olá,

Como eu já havia previamente mencionado em outro post o IPO do Santander, estou agora postando mais detalhes, acompanhe:


O diretor executivo do banco espanhol Santander, Alfredo Saenz, disse que será realizada uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de 15% em novas ações de sua unidade brasileira. O banco já havia anunciado a intenção de realizar um IPO de sua unidade brasileira em comunicado divulgado para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e também ao órgão regulador do mercado de Madri. Ontem, o jornal inglês Financial Times havia informado, citando fontes próximas à operação, que o lançamento ocorreria em três meses.

Saenz ainda disse que o processo de integração das unidades brasileiras do banco está adiantado e, por isso, a instituição elevou suas projeções de contribuição com sinergia no Brasil para R$ 1,3 bilhão este ano. Durante uma conferência com analistas, Saenz disse que o banco originalmente previa uma contribuição com sinergia de R$ 800 milhões no primeiro ano após a aquisição do Banco Real e deu inicio ao processo de integração de outros ativos brasileiros do Santander. O banco investiu pesado no Brasil na última década e pretende competir com os outros dois maiores bancos privados brasileiros, o Itaú Unibanco e o Bradesco. As informações são da Dow Jones.

Em sua oferta primária, o Santander colocará inicialmente 525 milhões de units, representativas cada uma de 55 ações ordinárias e 50 ações preferenciais de emissão da instituição. A distribuição será realizada no Brasil e no exterior, através de mecanismos de investimento regulamentados pela legislação brasileira ou por ADRs (American Depositary Receipts).

Enquanto as ações ordinárias e preferenciais do banco são negociadas no mercado brasileiro sob os códigos SANB3 e SANB4, as units ofertadas serão listadas no Nível 2 da BM&F Bovespa, sob o código SANB11.

Captação pode chegar a R$ 15,6 bilhões
A fixação do preço será feita após a efetivação dos pedidos de reservas e a conclusão do procedimento de bookbuilding. Porém, os coordenadores da oferta estimam que o preço de subscrição por unit ficará entre R$ 22,00 e R$ 25,00.

Cronograma:



Abraços e sorte,

Fonte: Portal Exame

domingo, 6 de setembro de 2009

Saiba Mais - Sobre Ações

COMO ESCOLHER AS AÇÕES
Comprar na baixa e vender na alta. Todos buscam seguir essa máxima de mercado, mas não é tão simples assim: o momento exato de comprar e de vender é difícil de ser descoberto até mesmo pelos especialistas. Diversos fatores devem ser considerados para a escolha da ação e do momento exato de comprar ou vender.

SUA PERSPECTIVA
O primeiro ponto que se deve levar em conta é o objetivo do investimento - a compra de uma casa, aposentadoria, casamento, troca de carro. Conforme a orientação, você ora se preocupará mais com prazo, ora com liquidez; poderá arriscar mais, visando maior retorno, ou ser mais conservador, mesmo com menor retorno. Por outro lado, se seu objetivo é uma rentabilidade periódica, uma boa alternativa são ações como asdos bancos Itaú e Bradesco, que habitualmente pagam dividendos.

LIQUIDEZ À BRASILEIRA
No Brasil temos poucas ações com muita liquidez. São aproximadamente 50 que compõem o índice Bovespa. Esteja atento, pois baixa liquidez significa maior risco.

EXPECTATIVA
Quem compra uma ação compra expectativa, não um desempenho passado. Ganha-se ou perde-se com o desempenho futuro da ação. O queocorreu com ela em seu histórico pode não voltar a se repetir.

FORMAS DE ANÁLISE
Existem duas formas distintas de análise do potencial das ações, chamadas de escolas dos fundamentalistas e dos grafistas.

Fundamentalistas- Os analistas fundamentalistas procuram os fundamentos do valor dos títulos. Esse valor depende das futuras condições macroeconômicas, setoriais e da própria empresa. São tais condições que devem ser previstas pelo analista para a correta avaliação do título.
Grafistas - Pela análise de gráficos do desempenho anterior das ações, os grafistas avaliam qual sua expectativa futura e determinam assim se é hora de vender ou comprar. Os seguidores da análise gráfica acreditam que o futuro é, em parte, uma repetição do passado.

INVESTIR EM AÇÕES
Investir diretamente nas ações ou procurar um fundo de ações? O investimento direto depende de conhecimento, disponibilidade de tempo para acompanhá-lo e grau de riqueza.

GROWTH x VALUE
Você pode escolher entre dois perfis de ações. As chamadas de "crescimento" (growth) ou de "valor" (value). Há muito debate sobre quaisdão melhor resultado. As de "valor" têm valor baixo e devem crescer. Já as de "crescimento" têm tido aumento constante de receitas elucros e devem manter esse desempenho.

CUSTOS
Há custos nas transações com ações:

Corretagem. Taxa cobrada pelas corretoras para realizar a compra ou venda de ações. Seu valor é livre. Segundo dados da Bovespa, o máximo gira em torno de 4%, mas na internet tem sido bem menor.

Custódia. Serviço de guarda de títulos e do exercício de direitos, tais como dividendos, bonificações, subscrições etc. A taxa de custódia é estabelecida pelo Agente de Custódia. O valor médio cobrado é de R$ 10 por mês, independentemente do volume financeiro.

Outros emolumentos. Valores cobrados pela Bovespa para a realização de negócios em seu ambiente. No mercado à vista de ações, a taxa é de 0,035% do volume financeiro.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ranking de Corretoras 2009

A avaliação das instituições, realizada junto a clientes de todas as sociedades corretoras presentes na Bovespa, foi dividida em seis categorias distintas: desempenho geral, home broker, atendimento, conteúdo e ferramentas, operacional e custo benefício. Vale destacar que a avaliação não se resumiu aos serviços de home broker, mas sim aos serviços gerais oferecidos pelas corretoras.

Ao visitar cada quesito, conheça as visões estratégicas dadas em entrevista com as vencedoras. Os resultados totais da pesquisa, incluindo a lista completa de premiados, estão na edição atual da Revista InfoMoney - Ações & Mercados. Conheça as premiadas:

Atendimento

Conquistando o primeiro lugar de forma consecutiva no quesito Atendimento, após o sucesso em 2008, a Geração Futuro atribui o sucesso à união de formas tradicionais de atendimento (e-mail, telefone) a visitas programadas aos escritórios, onde há salas para conversar com os profissionais. Porém, se o investidor não aparecer, o sócio-diretor Wagner Salaverry garante que os próprios consultores vão atrás. "Percebemos que isso é um diferencial que conseguimos manter em relação aos nossos concorrentes".

Como vice-campeã, a Um Investimentos adota estratégia parecida, enxergando no bom relacionamento com o cliente um ponto enfático de suas operações. "A corretora recentemente aumentou a equipe do 0800 e criou canais de atendimento online, por meio do home broker, e também do telefone", conta Marcello Giancoli, um dos sócios. A lista das três melhores neste quesito foi completada pela Spinelli.

Conteúdo & Ferramentas

Importante no processo de tomada de decisão do investidor, o critério Conteúdo & Ferramentas também teve a mesma vencedora da edição passada, a Ágora. O diretor-presidente da corretora ressalta a preocupação com a área de tecnologia, tentando oferecer uma ampla gama de produtos e informações que facilitem a decisão. "Procuramos disponibilizar novos instrumentos que obedeçam à conjuntura e à estratégia mercadológica da empresa, sempre buscando antecipar tendências", comenta Aníbal César dos Santos.

Subindo uma posição em relação ao ano passado, a vice afirma estar atenta ao que as outras estão oferecendo. Para Wagner Salaverry, da Geração Futuro, além dos cuidados tomados na hora de se comunicar com o usuário, a boa performance obtida no ranking pode ser explicada pela funcionalidade do site. Neste quesito, o terceiro lugar ficou a Alpes Corretora.

Custo-Benefício

Nenhum serviço prestado é bom se o preço for inadequado. Sem presença de destaque no ranking do ano passado, a Tov conquistou o primeiro lugar na relação custo-benefício na edição atual. Em entrevista comentando a premiação, a equipe ressalta a boa reentrada no mercado, depois de larga estruturação no ano passado. Nesse sentido, ganha ênfase a preocupação em oferecer produtos que sejam baratos e, ao mesmo tempo, despertem o interesse do usuário. "Nós queremos cobrar não só a menor tarifa do mercado, mas disponibilizar também boas ferramentas", explica Carlos Fraga, um dos diretores da Tov.

Vice-campeã, a Título enxerga a relação custo-benefício com uma ótica semelhante, destacando a importância de prestar um serviço de qualidade e, ao mesmo tempo, cobrar "preço justo". "Achamos que esse critério é muito importante na hora em que o investidor decide abrir sua conta e, sem dúvida, permite um número maior de operações", afirma Márcio Cardoso, diretor da Título. Completando o quadro das três primeiras colocadas neste quesito ficou a Banif.

Home Broker

Quando o assunto foi operar diretamente via internet, a Spinelli, campeã na categoria Home Broker, levou a melhor. Para Rodrigo Puga, diretor responsável pelo home broker da corretora, a conquista da primeira posição deve-se à reformulação do sistema virtual, que recebeu ferramentas de análise técnica e uma sala de chat direto com os analistas. "Nós jogamos fora o que tínhamos e começamos tudo novo, com foco maior no investidor de curto prazo", explicou.

"Estamos honrados com essa boa colocação e vemos isso como incentivo para continuar melhorando a plataforma", comentou Roberto Lee, diretor de Marketing e Produtos da Alpes. A segunda colocada no quesito concentra-se na interface que de fato interessa ao investidor pessoa física, seu grande foco. Neste quesito, o terceiro lugar ficou também para a Banif.

Operacional

Também em forte ascensão frente ao ano passado, a Alpes foi a campeã da categoria Operacional, privilegiando caminhos que tornem as operações óbvias ao usuário, sem tantas etapas. Essa linguagem direta é posta em prática principalmente através do home broker WinTrade. "Todo mundo quer qualidade e tranquilidade para operar", afirma Roberto Lee.

Ocupando o vice, a Ágora enxerga seu status diretamente associado à preocupação com tecnologia. De acordo com Aníbal Cesar dos Santos, "robustos investimentos na infraestrutura tecnológica" garantem a qualidade da área. "Hoje, cerca de 90% das operações são processadas em menos de 1,5 segundo", explica o diretor-presidente. A lista das três melhores neste quesito foi completada pela Geração Futuro.

Desempenho Geral

Questões particulares são sempre importantes, mas adiantam pouco se o agregado não é bom. Daí a necessidade da avaliação do Desempenho Geral, na qual a Alpes subiu ao lugar mais alto do pódio pela segunda vez em sequência. Para a corretora, o foco em pequenos investidores explica a liderança no ranking. "Nossos profissionais são especialistas no trato com pessoa física. O pessoal é antenado, é dinâmico, com um perfil assim em todas as áreas, seja web design, controladoria ou tecnologia da informação", conta Roberto Lee.

No segundo lugar geral, a Spinelli persegue crescimento. "Nos últimos dois anos, saímos do Centro e viemos para a Faria Lima. Praticamente dobramos a equipe nesse intervalo, chegando a 120 colaboradores. Fizemos investimentos pesados, montamos uma área de research, aprimoramos nosso departamento comercial; ou seja, estamos em movimento", diz o diretor Manuel Lois. Já a terceira colocação foi novamente ocupada pela Banif.

Fonte: Infomoney

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Oferta pública Multiplan - IPO



Seguindo o movimento de outras empresas, como GOL e GVT, a Multiplan (MULT3) protocolou o pedido de registro de oferta pública primária de ações na Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento) na última quarta-feira (26).

Conforme nota da Multiplan, a distribuição será feita no Brasil, contando com esforços de colocação no exterior apenas para investidores institucionais estrangeiros. Esta é a sexta companhia que solicita a análise de distribuição de ações no segundo semestre de 2009.

Sem anunciar estimativas de preço das ações, a Multiplan informou ainda a expectativa de que a captação da oferta atinja R$ 650 milhões. Contudo, a empresa ressalta que "o efetivo valor da Oferta poderá ficar fora dessa faixa e será fixado de acordo com as condições de mercado à época da precificação".

BANCO UBS PACTUAL S.A. ("Coordenador Líder"), BANCO DE INVESTIMENTOS CREDIT SUISSE (BRASIL) S.A. ("Credit Suisse") e BANCO MORGAN STANLEY S.A., na qualidade de instituições intermediárias e ("Morgan Stanley" e, em conjunto com o Coordenador Líder e o Credit Suisse são os Coordenadores da oferta.

Segue cronograma da oferta:



Saiba mais sobre a Multiplan
A Multiplan é uma das maiores empreendedoras de shopping centers do Brasil, com mais de 30 anos de experiência no setor. A companhia fez parte do boom de IPOs (Initial Public Offer) que marcou 2007, tendo estreado na BM&F Bovespa em 27 de julho daquele ano.

Fonte: Infomoney / CVM

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Personagens do mercado: Joseph Kennedy e as lições de um engraxate

Pessoal,

Estou postando uma matéria muito interessante sobre personagens do mercado.
Vale muito a pena ler estas histórias.

"Muitas vezes, as lições mais valiosas de investimento são extraídas dos conceitos mais simples. Além de seus resultados como investidor, Warren Buffett é famoso nos mercados pela simplicidade característica de suas frases, que guardam grande conteúdo. Personagens do mercado desta vez conta outra história simples, valiosa e muito famosa nos mercados, mas não de Buffett.


Tal como o megainvestidor citado, o personagem desta matéria fez fortuna no mercado acionário. Ainda assim, é mais conhecido pela linhagem de sua família: Joseph Kennedy, pai do ex-presidente norte- americano John F. Kennedy, assassinado em 1963, e dos senadores Robert e Edward Kennedy. Mas para o caso em questão, o que interessa são as facetas do investidor Joseph Kennedy.

Irônico
A trajetória de J. Kennedy revela algumas curiosidades. Ironicamente, era conhecido como um investidor agressivo, extremamente ganancioso. Relatos apontam que ele chegou a comercializar bebidas alcoólicas durante o período de Lei Seca nos Estados Unidos, entre outras coisas.

Apesar deste perfil, Kennedy se tornou presidente da SEC (Securities and Exchange Commission), o órgão regulador do mercado norte-americano, entre 1934 e 1935, cargo geralmente associado a um perfil mais conservador. O que não era seu caso.

A origem da fortuna de Kennedy é associada a práticas especulativas com ações e contratos de commodities. No posto de chairman da SEC, entretanto, desenvolveu mecanismos de controle das atividades especuladoras e voltou esforços contra possibilidades de manipulação do mercado acionário e o uso de informação privilegiada.

Insider
Seu primeiro emprego após a graduação em Harvard foi como analista de um banco estatal. O perfil arrojado de Kennedy começou a aparecer quando o banco que seu pai possuía participação, o Columbia Trust Bank, se deparou com a possibilidade de concordata. Kennedy emprestou cerca de US$ 45 mil de familiares e amigos e assumiu o controle da instituição, se tornando presidente do banco aos 25 anos.

Além do setor financeiro, os negócios de Kennedy também circulavam pelo segmento imobiliário, com a aquisição de companhias que apresentavam problemas para se manter. Mas seu contato com o setor bancário que lhe rendeu o contato com Wall Street.

Naquela época, o mercado passava por fase de grande desenvolvimento, e enfrentava um prolongado bull market que acabaria por culminar na crise de 1929. As atividades eram pouco regulamentadas e Kennedy é reconhecido praticante de estratégias que depois seriam rotuladas de manipulação de ativos e insider trading - utilização de informações privilegiadas -, e seriam combatidas quando o próprio Kennedy assumiu a SEC.

O engraxate
Neste bull market, Kennedy operou contratos de commodities e ativos principalmente ligados ao setor imobiliário. Mas suas grandes tacadas sempre partiam dos períodos de adversidade. Aí aparece sua tão famosa lição.

A lenda conta que, já dono de uma vasta carteira de ações, Kennedy parou para engraxar seus sapatos numa quarta-feira e ficou surpreso ao receber conselhos de investimento de seu engraxate. Como o mercado de ações era ambiente de investidores ricos e pessoas de renome na época, Kennedy julgou que algo estava errado.

Após ouvir conselhos do engraxate, resolveu vender todas as ações que possuía no mesmo dia. Por timing ou ironia do destino, a quinta-feira seguinte ficou marcada na história como a "Black Thursday", a quebra da bolsa de Nova York e um dos marcos iniciais da Grande Depressão. O valor das ações derreteu, mas Kennedy estava fora.

O caso de Joseph Kennedy encobre um período de bolha nos preços dos ativos, de supervalorização dos papéis. Talvez pela tamanha popularidade que o mercado de ações havia atingido, pelas proporções surreais que os preços haviam tomado. Para a história, fica uma das mais famosas lições de investimento: quando até seu engraxate lhe dá conselhos sobre o mercado, talvez seja hora de sair dele. Sem desmerecer a profissão."

Fonte: Infomoney

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Negociação por Telefone e Home broker - Diferenças "Saiba Mais"

Olá pessoal,

Entenda as diferenças entre operar pelo HomeBroker e Telefone (Mesa de operações/Plataforma).

Apesar da crescente popularidade da Bolsa no Brasil, muitas pessoas que pretendem migrar à renda variável ainda não têm clara a idéia de como se investir em ações, principalmente por desconhecerem os meios utilizados para se operar.

Por mais complicado que possa parecer, o procedimento é simples. Basta ao futuro investidor efetuar o cadastro em uma corretora de valores habilitada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e pelo Banco Central a negociar os papéis e ele estará pronto para sair comprando e vendendo no mercado. Muitas destas corretoras são independentes, enquanto uma minoria faz parte de grandes conglomerados financeiros.

Contudo, é justamente neste ponto que aparece uma dúvida bastante comum aos novatos: como funciona o processo de compra e venda de ações na bolsa?

Escolha como operar
De acordo com a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), cerca de um quarto do volume financeiro negociado em junho deste ano no mercado brasileiro saiu da carteira de pessoas físicas. São cerca de 520 mil contas de pessoas comuns, muitas delas com pouco conhecimento sobre a bolsa.

Os mais experientes no mercado garantem que operar, no mercado financeiro não é difícil, embora o processo de compra e venda de ativos possua suas próprias regras, e linguagem, além de um conjunto de pessoas envolvidas para fazê-lo funcionar.

Desta forma, para que o investidor seja bem-sucedido nos seus negócios, é necessário que ele avalie as formas disponíveis de se operar e escolha a que melhor satisfaça suas necessidades. Excluindo o investimento indireto, ou seja, através de fundos ou clubes de investimento, existem duas formas mais populares de se atuar diretamente no mercado de ações.

Nos dois caminhos, a realização de negócios sempre requer a intermediação de uma corretora. A diferença é que no primeiro caso a corretora poderá executar a ordem de seu cliente por meio de um de seus operadores, enquanto a alternativa seria a corretora autorizar seu cliente a registrar suas ordens no Sistema Eletrônico de Negociação, utilizando para isso um Home Broker, - que permite ao investidor operar pela internet.

Via Plataforma
Na negociação de ações via plataforma - muitas vezes a mais recomendada para os recém-chegados à Bolsa -, as ordens de compra e venda são transmitidas por telefone à corretora e executadas por operadores habilitados pela Bovespa. Esta modalidade de negociação permite um acesso direto a um assessor, mas na maioria das vezes está associada a um custo mais elevado de corretagem.

Dentro deste procedimento, a execução das ordens evolui da seguinte forma:

* O cliente conversa por telefone com o operador da corretora e determina a operação que deseja fazer. Neste momento, são estabelecidas as condições de compra ou venda das ações;

* O operador executa a ordem do cliente através de um terminal ou repassa o pedido ao operador de pregão;

* O operador confirma a execução para o cliente e registra a operação em seu sistema. Vale ressaltar que nem sempre a ordem é executada, uma vez que os valores de mercado dos ativos podem oscilar bastante;

* Por fim, a corretora recebe a confirmação e providencia a liquidação da operação (transferência das ações mediante pagamento ou recebimento dos fundos).

Via Home Broker
Criado em 1999, o Home Broker é uma ferramenta que permite a negociação de ações via internet. Ele está interligado ao sistema de negociação da Bovespa - MegaBolsa - e permite que o investidor envie ordens de compra e venda através do site de sua corretora.

Segundo dados da própria Bovespa, em julho existiam 58 corretoras que oferecem o serviço, sendo que, no mês anterior, mais de 230 mil investidores movimentaram cerca de R$ 28 bilhões através da rede mundial de computadores.

Na operação via Home Broker, são feitos os seguintes procedimentos:

* Através da plataforma eletrônica da corretora, o investidor verifica o valor da cotação da ação naquele momento e especifica sob que condições sua compra ou venda deve ser executada;

* Em seguida, a ordem é colocada em um sistema eletrônico da Bovespa que procura casar as ordens de compra com as ordens de venda: o MegaBolsa. Quando a ordem é executada, o investidor recebe uma confirmação.

Como pode ser visto, o Home Broker torna mais ágil e simples as negociações no mercado acionário, o que explica a forte expansão no número de usuários do sistema nos últimos anos.

Além disso, essa plataforma pode oferecer informações sobre andamento do pregão, gráficos e análises do mercado. Tudo em busca de minimizar riscos e ampliar ganhos do investidor.

Seja qual for a escolhida, não esqueça dos riscos
Contudo, a despeito da discussão sobre qual plataforma é mais viável, o investidor deve ter claro que a aplicação em ações envolve riscos, independente da forma escolhida para se operar.

Deste modo, é sempre recomendável aos novatos que tenham cautela e mantenham-se sempre atualizados, buscando basear seus investimentos em informações sólidas e contando com a possibilidade de retorno no longo prazo.

Para aqueles que querem se precaver, a diversificação entre renda variável e renda fixa é bastante aconselhável na medida em que eventuais perdas em determinada aplicação podem ser recompensadas, parcialmente ou integralmente, com outros investimentos.

Fonte: Infomoney

sábado, 8 de agosto de 2009

Títulos de Capitalização - Tire suas dúvidas

Título de capitalização é bom investimento para o seu dinheiro?

A resposta é não, pois, a rigor, o título de capitalização nem mesmo é um investimento, mas uma forma de acumular capital concorrendo a sorteios. E é isso o que atrai tanto as pessoas que compram os títulos de capitalização, mercado que, a cada ano, cresce sem parar.

Segundo dados da Fenacap (Federação Nacional de Capitalização), a receita obtida pelo setor passou de R$ 6,4 bilhões em 2004 para R$ 9 bilhões em 2008, um avanço de 40,6%. Até junho deste ano, a receita já havia atingido R$ 4,65 bilhões, 8% superior ao mesmo período de 2008.

Segundo o diretor executivo da Fenacap Hélio Portocarrero, apesar de os títulos de capitalização não serem considerados investimentos por pagarem muito pouca remuneração, o principal objetivo de quem compra esses títulos é participar dos sorteios.

Fezinha
"Título de capitalização é para quem gosta de fazer uma fezinha", resume o consultor financeiro Marcos Crivelaro. "Não é opção para quem quer rentabilidade, mas não se pode dizer que é ruim para todo mundo. Se a pessoa é do tipo que gosta de jogar, pode ser uma ótima alternativa, pois ela pode estipular o valor do gasto na aposta", explica o consultor. "Quem aposta na Megasena, se não ganha, perde tudo. No título, lá na frente, quem apostou ainda recebe uma parte do que gastou".

Como se vê, o tratamento dado aos títulos de capitalização é bem diferente de quando se fala em aplicar o dinheiro na caderneta de poupança, tradicional reduto das economias da população.

Rendimento
Para começar, a remuneração do título é bem inferior à caderneta de poupança. Enquanto a caderneta remunera o investimento pela TR mais 6% ao ano, os títulos pagam quase sempre apenas a TR.

Segundo a Susep (Superintendência de Seguros Privados), que regulamenta o setor, o capital de resgate do título será sempre inferior ao capital constituído por aplicações idênticas na caderneta de poupança, já que, dos pagamentos efetuados num título, desconta-se uma parte para custear as despesas administrativas das empresas que negociam o título, chamadas sociedades de capitalização e, quando há sorteios, desconta-se uma parcela para custear estas premiações. Ou seja, apenas a parte destinada à capitalização recebe a remuneração da TR.

Não vale empurrar
Estamos num país livre, cada um gasta o dinheiro como bem entender, mas uma coisa é certa: quem compra títulos de capitalização tem que saber que não está aplicando seu dinheiro para ser bem remunerado.

Dessa forma, é condenável a prática de certos gerentes de banco que empurram os títulos para os clientes como uma boa aplicação. O que muitos querem é apenas bater as metas de vendas do mês.

O consultor Crivelaro diz que não aplica nesses títulos e fica ofendido quando o gerente oferece essa modalidade. "Quem entende um pouco de finanças sabe que título de capitalização é mais jogo do que aplicação".

O professor de Mercado Financeiro da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite, concorda e também não aplica. "Título de capitalização só dá dinheiro para quem ganha o prêmio", diz.

Fonte: UOL Economia (Sophia Camargo)

sábado, 1 de agosto de 2009

Bovespa - Incentivo para pequenos investidores

Bom dia,

Levar o complexo mercado acionário da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ao maior número de pequenos investidores possível. Essa é a missão que está nas mãos de Patrícia Quadros, gerente do Programa de Popularização da BMFBovespa. Para atingir o objetivo, Patrícia coordena uma série de projetos, o mais novo - e pioneiro - deles, um programa em TV aberta, que estreia no próximo dia 8 de agosto.

“No primeiro momento, são previstos 20 programas até o final do ano. No ano que vem a gente vê (a renovação do contrato com a TV Cultura), mas a idéia é ter continuidade”, diz Patrícia, em entrevista ao Último Segundo.

A atração na TV é apenas uma das diversas frentes coordenadas por Patrícia. Sua equipe já estuda a criação de novos projetos, voltados para a internet. A proposta é mesclar os cursos presenciais – que já atenderam mais de 104 mil pessoas desde 2002 – com iniciativas com maior poder de abrangência, por televisão e internet.

Apesar de não falar em metas e investimentos, a gerente da BMFBovespa tem um grande desafio pela frente. Durante o lançamento do programa de TV, o presidente da bolsa paulista, Edemir Pinto, revelou que o objetivo da empresa é elevar o número de pequenos investidores dos atuais 500 mil a 5 milhões, em um prazo de cinco anos. Para tanto, a bolsa deverá investir R$ 20 milhões em ações de popularização do mercado de capitais neste ano, o dobro do aplicado em 2008.

Nesta entrevista ao Último Segundo, Patrícia Quadros fala sobre o lançamento do programa, o comportamento do pequeno investidor na Bovespa e projetos futuros para atrair novas pessoas ao mercado de capitais.

Confira a íntegra da entrevista:



Quais são os principais medos das pessoas com relação ao mercado de capitais?

Não diria que exista um 'medo' por parte das pessoas que se interessam pelo tema mercado de capitais. Na verdade, as pessoas que participam dos programas de popularização da BM&FBOVESPA chegam até nós com diversas dúvidas, principalmente, no que diz respeito ao investimento em ações.

E como os programas de popularização ajudam a resolver isso?

O que passamos nos cursos do Educar são conceitos básicos de planejamento financeiro e cuidados importantes na hora de investir como, por exemplo, a importância de pensar sempre no longo prazo, diversificação da carteira de ações, conhecimento das empresas nas quais a pessoa deseja investir, planejamento orçamentário pessoal e familiar, entre outros.

Atualmente, quais são as estratégias adotas pela Bovespa para popularizar o mercado de capitais no País?


Esse programa existe desde 2002. Começou com o Bovespa Vai Até Você, que era um módulo que leva a Bolsa a diversos lugares, como praias, universidades, metrôs, teatros com o stand da bolsa para explicar o que é a BMFBovespa e como ela funciona. Além desse programa, temos o Mulheres em Ação, os simuladores de investimento, o Desafio BMFBovespa, o programa Educação Financeira. Percebemos que as pessoas tinham dificuldades para administrar suas finanças pessoas. Com isso, a gente criou esse programa para ajudar as pessoas a se organizarem financeiramente.

Qual o número de investidores que o Programa de Popularização da BMFBovespa pretende atingir?


Quanto mais melhor. Obviamente, a gente quer atingir o maior numero de pessoas. Mas não tem um numero estabelecido.

No último trimestre de 2008, a Bovespa teve um período bastante difícil por conta da crise. Como foi o comportamento do investidor pessoa física?

Cada vez mais a gente percebe que as pessoas físicas compreendem o que é o mercado de ações e como formar patrimônio com esse mercado. No momento da crise, houve um comportamento extremamente consciente das pessoas físicas em entender que é um mercado de longo prazo. Para quem ficar no longo prazo, o risco é muito menor do que aqueles que trabalham no curto prazo. Tanto é que a gente teve um comportamento muito claro da pessoa física na crise. Normalmente seria de exercer posições (vender as ações antes que caiam mais), o que não aconteceu.

Em agosto, a Bovespa inicia um programa de TV voltado a pequenos investidores. Há notícias de iniciativas como essa em outros lugares do mundo?

Acho que não, é um programa pioneiro. Nossa idéia é fazer com que nossos programas tenham uma abrangência ainda maior. Temos cursos presenciais e queremos ampliar isso. A ideia é fazer com que cada vez mais pessoas tenham acesso a informações voltadas à organização orçamentária. O programa tem esse foco principal. Fazer com que as pessoas aprendam a organizar suas finanças.

E como vai ser a estrutura do programa?

É um programa de 12 minutos, curto, mas que passa as informações de forma tranqüila para que as pessoas consigam entender. Tem conceitos econômicos, mas de forma bem lúdica para que todos entendam.

Então, o programa não falará somente sobre investimento em ações?

Não adianta falar para investir em ações se as pessoas não conseguem administrar as finanças. A primeira ideia é ajudar as pessoas a se organizar, para depois mostrar as opções de investimento. Obviamente, vamos falar de todas as opções, mas com foco no mercado de ações.

O contrato firmado com a TV Cultura tem qual duração?

No primeiro momento, são previstos 20 programas até o final do ano. De 8 de agosto até dezembro, e o ano que vem a gente vê, mas a idéia é ter continuidade.

Quais são os outros projetos que estão em estudos hoje pela BMFBovespa?

Existem diversas iniciativas que estamos desenvolvendo voltadas para web com esse objetivo. Além de continuar com programas presenciais, vamos com alguns projetos também para a Internet. Mas não posso revelar mais detalhes ainda.

Fonte: Ultimo Segundo

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Últimas notícias

Bom dia,

Ações da Positivo disparam 78,85%, mas empresa nega boato

Após as ações ordinárias da Positivo Informática (POSI3) saírem de R$ 5,20 para R$ 9,30 (com máxima de R$ 9,95) em apenas um dia de pregão, a empresa negou todos os boatos relacionados a um aumento na oferta de compra pela Lenovo. Segundo boatos, a oferta de compra teria sido aumentada de R$ 18,00 para R$ 31,00 por ação. Na noite de ontem (16/02), a Positivo enviou um comunicado oficial ao mercado considerando as especulações como "sem fundamento".

Resultados corporativos em destaque

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou uma queda de 27,4% em seu lucro líquido anual. A LOreal registrou um lucro de US$ 2,48 bilhões em 2008, queda de 26,6% em relação a 2007. Fora isto, o grupo de cassinos de Donald Trump está à beira da falência e irá apresentar um pedido de concordata e irá recorrer à proteção da lei de falências dos Estados Unidos. Segundo agências internacionais, esta é a terceira vez em que o grupo dá as caras no tribunal de falências.

Bolsa de SP se recupera no final do dia e sobe 0,4%

Uma virada perto do encerramento permitiu que a Bolsa de Valores de São Paulo terminasse o primeiro pregão da semana com alta de 0,40%, aos 41.841 pontos.
O dia não foi melhor devido ao mau desempenho das ações de bancos, que encerraram no vermelho. No setor, os papéis preferenciais do Itaú foram os mais negociados. Atrás apenas de Vale e Petrobras, a ação PN do Itaú movimentou R$ 212,7 milhões e fechou com queda de 0,39%. Para a ação ordinária do Banco do Brasil, a baixa ontem foi de 0,63%. E Bradesco PN terminou com recuo de 0,53%.
A recuperação dos papéis de Vale e Petrobras ajudou a Bovespa a se distanciar de seu pior momento de ontem -no início da tarde, a Bolsa chegou a marcar perdas de 1,55%.
Apesar do recuo de 2,53% registrado na semana passada, a Bovespa computa valorização de 6,47% no mês. O resultado do ano é ainda melhor, com alta acumulada de 11,43%.

Renault reconvoca metade de trabalhadores afastados

A Renault deve convocar de volta ao trabalho em março pelo menos metade dos metalúrgicos que tiveram os contratos suspensos por cinco meses a partir do mês passado.
A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, que disse ter recebido ontem comunicado da montadora solicitando a reconvocação dos funcionários da unidade de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba.
O vice-presidente do sindicato, Cláudio Gramm, afirmou que a recuperação nas vendas no início deste ano foi "decisiva" para garantir o emprego dos trabalhadores.
Ele disse que a mudança de planos da montadora em relação aos trabalhadores foi reflexo das vendas, que cresceram em razão da queda do IPI dos modelos com motores mais potentes e da isenção do tributo nos veículos da faixa 1.0. Segundo a direção do sindicato, pelo menos 420 trabalhadores devem retornar ao trabalho entre os dias 5 e 23 de março para o segundo turno, que vai das 14h40 às 22h40. A reportagem não conseguiu falar com a direção da Renault.

Fonte: Internet, Portais, ADVFN

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Home broker cresce com ações

Bom dia,

O Homebroker (plataforma de negociações domestica) usada na grande maioria por Pessoas Fisicas vem crescendo no inicio deste ano, isso significa que o investidor PF está aos poucos retomando sua entrada no mercado de ações.

Abaixo uma publicação do Jornal Valor Econômico sobre o assunto:

Deixando para trás o pior ano desde 1972 para a bolsa, o investidor pessoa física deu um voto de confiança para as ações no começo de 2009 e aumentou sua participação no mercado, conforme balanço mensal da BMF&Bovespa. As operações realizadas através do home broker, o sistema de compra e venda de ações pela internet que virou símbolo da participação do pequeno investidor na bolsa, responderam por 17,8% do volume total negociado em janeiro, acima dos 15,8% do último mês de 2008.
Os negócios via home broker movimentaram R$ 26,81 bilhões, alta de 10% ante dezembro. Com isso, o volume médio diário subiu de R$ 1,21 bilhão para R$ 1,27 bilhão. O número de negócios chegou a 3,2 milhões, ante 2,9 milhões de dezembro, com média diária de 156,8 mil, acima dos 146,8 mil do mês anterior. O número de investidores com ofertas colocadas apresentou leve baixa, de 156.618 para 155.618. Já o valor médio por negócio cresceu 3,3%, para R$ 9,2 mil.
Em janeiro, os mercados de renda variável e fixa movimentaram R$ 75,5 bilhões, abaixo dos R$ 76,9 bilhões do mês anterior. Só o mercado à vista respondeu por 92,8% do volume, com R$ 70 bilhões. Na avaliação da participação dos investidores, chama atenção o crescimento das pessoas físicas, que ampliaram sua fatia de 29,5% em dezembro de 2008 para 33,46% no volume em janeiro.

Os investidores estrangeiros reduziram a participação, mas continuaram à frente na movimentação na bolsa em janeiro, com 34,10%, ante 36,15% em dezembro. As instituições financeiras responderam por 6,33%, as empresas, por 2,18% e o grupo outros, 0,09%.
A base de investidores pessoas físicas manteve a tendência de crescimento observada ao longo do ano passado. Os CPFs cadastrados subiram de 536.483 em dezembro para 537.863 em janeiro. Os clubes de investimento, outra forma de participação do pequeno investidor, também aumentaram. Em janeiro, foram abertos 30 novos clubes, elevando para 2.778 o número total. Segundo os últimos dados disponíveis, relativos a dezembro, o patrimônio líquido dos clubes somava R$ 8,3 bilhões e o número de cotistas, 148,6 mil.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Bovespa - Tarifas alteradas

Em meio à crise, a BM&FBovespa decidiu alterar sua política de preços e tarifas para estimular os negócios, melhorar a receita e fazer frente à concorrência da Bolsa de Nova York, que tem custos menores.
Os negócios da antiga BM&F, com futuros e commodities, terão descontos progressivos, que beneficiarão o investidor que gira grandes volumes, já partir do dia 16. Mas punirá os que fazem pequenas operações de hedge [proteção].
Na antiga Bovespa, enquanto o percentual dos emolumentos [comissão da Bolsa] terá redução, aumentará o custo de serviços, como custódia de ações, transmissão de dados, licença de softwares, entre outros. Considerando as taxas de negociação e liquidação, haverá redução de 0,0350% para 0,0335% no percentual cobrado sobre as operações. A mudança vigora apenas a partir de 6 de abril.
A novidade causou polêmica no mercado e motivou protesto de algumas corretoras. Os dois maiores beneficiados serão os estrangeiros e o investidor pessoa física com volume de até R$ 300 mil. Para ambos, não sobe o valor de custódia. "Eles ainda terão o benefício da redução do emolumento", diz Carlos Kawall, diretor de relação com investidores da Bolsa.
Kawall admite que a diminuição no volume negociado levou à queda na receita da Bolsa e das corretoras. "Infelizmente [a queda nos volumes], tem impactado diretamente na receita [da Bolsa]", disse.

A crise derrubou o preço das ações e fez com que o volume financeiro caísse na Bovespa. No mês passado, foram movimentados R$ 75,5 bilhões, cifra 40% inferior à registrada em janeiro de 2008. O número de negócios cresceu 27,8% no período.
Como os preços vão demorar para subir e reaquecer o volume movimentado, a BM&FBovespa quer estimular o número de operações feitas em pregão, como forma de compensar o mau momento do mercado.
Kawall afirma que a Bolsa procura migrar seu mix de receita para um menor peso nos emolumentos e um maior na receita de serviços como custódia, transmissão de dados etc.
Com a saída contínua, desde junho do ano passado, dos estrangeiros do pregão da Bovespa, a participação do investidor pessoa física passou a ganhar mais relevância para os negócios do mercado doméstico.
"Por mais que haja uma barateamento de custo na terceira casa [decimal], a instituição de tarifas e a mudança de política de cobrança aumentam nossos custos", diz Marcus Eduardo de Rosa, da Planner. "Para a corretora, não tem impacto nenhum porque é repassado tudo ao cliente", disse Robson Queiroz, da corretora SLW.
Ex-presidente da Bovespa e fundador da BM&F, Eduardo Rocha Azevedo, da Convenção, diz que sempre há "chiadeira" nos períodos de crise. "A Bolsa podia melhorar o atendimento ao corretor, mas tem de dar lucro para pagar ao acionista."

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Dicas de Investimentos para 2009

Boa tarde,

Para quem pretende fazer algum investimento não tão alto com mais segurança em 2009, a Você S/A fez uma matéria sobre onde e como investir entre R$ 500 a R$ 10000 reais.
Veja as informações e escolha a sua, boa sorte!

500 REAIS
Onde investir: Poupança
Por quê: Quem investe na poupança não deixa o dinheiro parado na conta corrente e fica livre da cobrança do Imposto de Renda (IR). O dinheiro pode ser sacado sem perder a rentabilidade. “Se o investidor não usar o dinheiro da poupança em um ano, ele pode transferir uma parte para a renda fixa, onde a rentabilidade é maior”, diz o consultor financeiro Augusto Sabóia, da Sabóia Advisors, de São Paulo.
Rentabilidade: A poupança rende cerca de 0,5% ao mês mais a variação da Taxa Referencial (TR).

1 000 REAIS
Onde investir: Tesouro Direto
Por quê: Esses papéis são usados para financiar a dívida do governo e pagam ao investidor uma taxa de juro. Há vários tipos de títulos — os prefixados, os pós-fixados e os indexados a índices de inflação são os mais comuns. Você só consegue comprar títulos do Tesouro por meio de uma corretora, que cobra taxas que podem chegar a 5%. Há também a cobrança de 0,4% ao ano sobre o valor do título, feita pela Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia. “No Tesouro Direto os títulos de longo prazo são vantajosos, mas no curto prazo é necessário que o investidor entenda um pouco mais sobre o que está comprando”, diz o consultor José Taboada Estevez, da Fabiano Calil Consultoria, de São Paulo. O Tesouro Direto vende pela internet www.tesourodireto.gov.br
Rentabilidade: Um título Nota do Tesouro Nacional série B (NTN-B) com vencimento em 2013 vai garantir ao investidor juros de 9% ao ano mais a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice oficial da inflação.

2 500 REAIS
Onde investir: Certificado de Depósito Bancário (CDB) pós-fixado e fundos DI
Por quê: As taxas de juro dos CDBs subiram bastante desde o começo da crise financeira internacional e se tornaram uma boa alternativa de investimento. Já os tradicionais fundos DI seguem a variação da taxa básica de juros da economia, a Selic, que está em 13,75% ao ano, e continuam um porto seguro para os investidores tradicionais. “Esses investimentos são boas opções para quem não quer volatilidade e tem baixa tolerância a risco”, diz Eduardo Jucervic, superintendente de investimentos do Banco Real, em São Paulo.
Rentabilidade: Variam de banco para banco. Em média, os CDBs pós-fixados ficam em 1,07% ao mês. E os ganhos dos fundos DI ficam em 1,04% ao mês.

5 000 REAIS
Onde investir: Previdência privada
Por quê: Você pode escolher entre os planos Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). O que vai definir a sua escolha é o sistema de tributação. No PGBL você pode abater até 12% das contribuições anuais no Imposto de Renda. Quem tem 40 anos vai precisar fazer mensalmente depósitos de 1 500 reais para chegar aos 65 anos com uma aposentadoria mensal de 15 000 reais.“O indicado é conversar com o gerente do banco para saber qual o valor ideal que você deve investir para realizar seus sonhos no futuro”, diz José Roberto Ferreira Savóia, professor de fi nanças da Faculdade de Economia e Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo.
Rentabilidade: Planos de previdência arrojados, que investem em ações, podem ter rendimento mensal de 2,5%. Já as aplicações mais conservadoras podem render até 1,20% ao mês.

10 000 REAIS
Onde investir: Ações
Por quê: A crise financeira derrubou o preço das ações da maior parte das companhias. A pechincha pode ser uma boa hora para os investidores que têm sangue frio. Os especialistas financeiros dão algumas dicas. A primeira é investir em ações de empresas que pagam bons dividendos. Bons exemplos são as companhias dos setores de energia elétrica, que têm receita certa com as tarifas, e também nos papéis dos bancos. Outra dica é sempre diversificar as aplicações e investir em ações de companhias consideradas sólidas, como Vale e Petrobras.
Rentabilidade: Com a volatilidade do mercado financeiro, o preço das ações pode variar muito de um dia para o outro. “Neste momento, não há como prever um cenário de rentabilidade para as ações”, diz Augusto.

Fonte: Você S/A

Obama reacende esperança

Mais de uma semana após sua posse, o novo presidente dos EUA, Barack Obama, continua mostrando que não foram em vão as esperanças que pessoas do mundo inteiro depositaram em seu mandato. Ontem, a expectativa de que um novo pacote de resgate ao sistema bancário esteja prestes a sair do forno animou muito os mercados. O Índice Bovespa chegou a subir mais de 4% e fechou em alta de 3,95%, aos 40.227 pontos. É a primeira vez desde o dia 9 que o índice fecha acima dos 40 mil pontos.
Mesmo ainda sendo muito cedo para cantar vitória, a sensação que se tem é de que o mercado caminha vagarosamente para uma recuperação. O pano de fundo é a idéia de que o novo governo americano está com todo gás possível para debelar a profunda crise em que o mundo se encontra. Os primeiros sinais também são de que as medidas da nova equipe parecem bem mais coerentes do que as do governo de George Bush. "Os ativos já colocaram nos preços a desaceleração global; a partir de agora, há muito mais chances de refletirem toda a 'mão na massa' que o presidente Obama está mostrando", diz o economista-chefe da corretora Ágora, Álvaro Bandeira.
Ele faz a ressalva, no entanto, de que esta ainda não é uma flagrante tendência de alta, já que a economia continua bastante fragilizada. "O mais provável é que a bolsa fique estagnada, com um leve tom de recuperação." Dessa forma, os preços irão aos poucos galgando níveis mais altos, mas sem nenhuma mudança drástica, até porque não há clima para isso.
"O mercado está dando sinais de que pode estar voltando para um cenário de mais racionalidade, em que há uma separação entre as ações boas e as más", diz o sócio da Leblon Equities Pedro Rudge. Desde que a crise se agravou, em meados do segundo semestre de 2008, todos os ativos foram postos num mesmo saco, não importando seus fundamentos específicos.

Uma nova explicação para a Petrobras
As ações da Petrobras continuam firmes, à despeito de todos os comentários negativos sobre seu enorme plano de investimentos para os próximos anos. Ontem, as ordinárias (ON, com voto) subiram 7,40%. Em meio a tantas dúvidas, surge nova explicação para o fato de as ações não caírem. O plano de investimento ambicioso seria uma forma de o governo, por meio da companhia, sinalizar neste momento delicado que confia na rápida recuperação da economia. Após cumprir a missão de acalmar o psicológico dos investidores, a direção da companhia teria plena autonomia para colocar em prática apenas o que julga importante dentro do megaplano. "O mercado entendeu a estratégia e se acalmou", diz um analista.
As ações de construtoras lideraram as altas de ontem do Ibovespa. As ON da Gafisa subiram 13,51% e as ON da Cyrela, 10,78%. O banco Goldman Sachs divulgou relatório com perspectivas otimistas para o setor no Brasil.

Fonte: Jornal Valor Econômico

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Petrobrás, boas notícias

As ações da empresa subiram após anuncios de investimentos.

O plano estratégico da Petrobras prevendo investimentos de US$ 174,4 bilhões até 2013 foi recebido com espanto por analistas do mercado financeiro. Os valores foram mais audaciosos do que as expectativas mais otimistas. Contrariando a maioria das previsões, as ações ordinárias (ON, com direito a voto) da empresa subiram 0,89%, para R$ 23,80, enquanto as preferenciais (PN, sem voto) tiveram alta de 1,24%, cotadas a R$ 28,59.
Uma das mais críticas, Paula Korvasky, do Itaú, avalia que o plano estratégico é "um exercício acadêmico" que poderá ser mudado dependendo do cenário até o fim do ano. Já o Goldman Sachs admitiu uma certa dúvida sobre a reação do mercado ontem. Os analistas, no entanto, afirmam que o plano pode tornar a Petrobras a companhia "mais bem posicionada entre as maiores produtores de petróleo do mundo para o próximo ciclo de alta de preços".

Além dos investimentos a empresa anuncia mais descobertas.

A Petrobras parece estar num ritmo ótimo de descobertas, onde após enviar comunicado à ANP (Agência Nacional do Petróleo) no dia 16 de janeiro deste ano a respeito de uma descoberta de indícios de hidrocarbonetos no bloco POT-T-520, localizado na bacia de Potiguar, enviou outro comunicado em 23 de janeiro sobre novos indícios de gás e hidrocarbonetos em terra no bloco SEAL-T-412, situado no estado de Sergipe, e agora, notifica os mercados mais uma vez sobre uma descoberta de grande importância, segundo a empresa, de gás na Bacia de Santos. A Petrobras realizará estudos (em consórcio formado com a Repsol) para viabilização comercial da jazida.

Fonte: ADVFN / Jornal Valor Econômico

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Petrobrás projeta investimentos de US$ 174 bi

Petrobrás projeto investimentos de US$ 174 bi até 2013

Mesmo em meio à crise financeira e a economia mundial em retração, a Petrobras anunciou nesta sexta-feira a ampliação de seus investimentos. A estatal prevê aplicar US$ 174,4 bilhões entre 2009 e 2013, conforme o Plano de Negócios para o período. O planejamento anterior, entre 2008 e 2012, indicava investimentos de US$ 112,4 bilhões.

De acordo com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, os valores podem ser revistos no futuro, contando com a redução de alguns valores.

"O plano de negócios não incorporou possíveis reduções de custos, no entanto, a companhia reconhece que o cenário é de queda nos preços e vai trabalhar fortemente para reduzir os custos dos bens, produtos e serviços usados em seus investimentos", informou a empresa.
O plano foi aprovado na tarde de hoje pelo Conselho de Administração da companhia, que se reuniu em Brasília. O planejamento da companhia foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Inicialmente, a estatal iria divulgar o plano em setembro, mas o agravamento da crise obrigou a companhia a rever os planos. O fechamento da estratégia da Petrobras ainda foi adiado outras vezes.
A estatal manteve os principais projetos no plano, entre os quais a exploração no pré-sal.

Valores

Segundo a Petrobras, o investimento representa uma média de US$ 34,9 bilhões por ano, sendo 90% (US$ 157,3 bilhões) no Brasil e 10% (US$ 16,8 bilhões) no exterior. Este montante representa um aumento de 55% em relação ao plano anterior.
Dentro do montante anunciado, os valores projetados para novos projetos de exploração e produção somam US$ 47,9 bilhões até 2013, sendo US$ 28 bilhões na área do pré-sal. Todo o plano de exploração e produção soma US$ 104,6 bilhões no período.

Para 2009, os investimentos previstos somam US$ 28,6 bilhões, sendo necessária captação de US$ 18,1 bilhões. Segundo Gabrielli, já estão assegurados US$ 16,9 bilhões, sendo US$ 11,9 bilhões do BNDES e US$ 5 bilhões de outros bancos. O recurso utilizado do BNDES está previsto nos R$ 100 bilhões extras para empréstimos pela instituição, com foco em infraestrutura, em petróleo e gás e energia elétrica.

"Necessitamos apenas de US$ 3 bilhões para 2009. O plano apresenta viabilidade financeira no curto prazo, capacidade de realização no médio prazo e nos leva a ser uma das maiores empresas do setor no longo prazo", afirmou.

Participaram da reunião que aprovou o plano a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), presidente do conselho, o ministro Guido Mantega (Fazenda), o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, o comandante do Exército, ex-comandante do Exército general Francisco Albuquerque, o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, o presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Fábio Barbosa, e o empresário Jorge Gerdau.

Produção

A Petrobras informou que a meta de produção para óleo e gás é de 3,6 milhões de barris por dia em 2013, contra os 2,4 milhões de barris produzidos atualmente. Para 2020, a estatal quer alcançar o volume de 5,7 milhões. A projeção inclui as atividades no Brasil e no exterior.
Apenas nas áreas do pré-sal, a Petrobras planeja produzir 219 mil barris por dia de petróleo em 2013 e 1,815 milhão de barris/dia em 2020. As mesmas áreas deves produzir 7 milhões de metros cúbicos de gás por dia em 2013 e 40 milhões em 2020.

Fonte: Folha online - Matéria de CIRILO JUNIOR (RIO)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Avaliação: Petrobrás e Vale

A Petrobras (controladora) apurou um lucro líquido recorde de R$ 11,4 bilhões no 3T08, dobrando o lucro líquido obtido no 3T07, de R$ 5,7 bilhões. Por outro lado, na mesma base de comparação, a margem bruta reduziu 7 p.p., situando-se em 38%, e a margem EBITDA situou-se em 28%, abaixo da apurada no 3T07 (31%). Comportamento decorrente do aumento dos gastos com participações governamentais, dos custos com importações de petróleo e derivados, maiores gastos com afretamento de plataformas, maiores custos exploratórios, reajustes salariais e bônus equivalentes a 80% da folha, além de multas em termelétricas.

Contudo, as perspectivas para a empresa seguem positivas, pois muitos desses gastos devem cair. Seus custos com importações de diesel devem ser menores, pois além de o mesmo estar mais barato no mercado internacional, haverá mais produção doméstica. O custo de extração também deverá reduzir, pois este acompanha o preço do petróleo, que caiu vertiginosamente. Além disso, o preço dos principais derivados (gasolina e diesel) para mercado interno permanecem inalterados. Quanto à exploração do pré-sal, as receitas serão menores nas condições atuais, mas de acordo com a empresa ainda é viável nos atuais preços do barril e custo de capital. Entre o final de 2008 e início de 2009 deverão entrar em operação mais três plataformas que adicionarão uma capacidade de 460 mil barris por dia de óleo e 15,5 milhões m natural à capacidade atual.
Pontos positivos

* Expectativa de forte crescimento da produção de petróleo e gás natural nos próximos anos;
* descobertas de óleo leve nas camadas do pré-sal e investimentos no parque de refino favorecerão o desempenho nos próximos anos;
* estrutura de custos competitiva;
* potencial de aumento da geração de caixa nos próximos anos;
* forte plano de investimentos, de US$ 112,4 bilhões para o período de 2007 a 2012.

Pontos negativos

* Controle informal dos principais derivados no mercado interno (gasolina e óleo diesel) acirra as dúvidas sobre ingerência política na Petrobras;
* quedas constantes nos preços do barril de petróleo, colocando dúvidas em relação à viabilidade dos investimentos no pré-sal;
* dificuldades nas negociações impostas pelos governos da Bolívia e da Venezuela provocando morosidade e incertezas quanto a renovação de contratos e suprimento de gás natural;

Vale
Comentários por Paulo Ross Hegg - UM Investimentos - www.uminvestimentos.com.br

As perspectivas para a Companhia continuam favoráveis, mesmo dentro de um cenário de desaceleração da economia. Pode-se destacar o expressivo crescimento dos embarques de minério de ferro e pelotas no 3T08. No entanto, estima-se um crescimento mais moderado para os próximos trimestres.

Deve-se olhar com atenção para a forte desvalorização do real a partir do 3º trimestre de 2008, tendo efeito positivo sobre o lucro da Companhia.

Os investimentos totalizaram US$ 2,7 bilhões até 30.09.08, sendo 76% destinados para o financiamento da execução dos projetos da Companhia e P&D.

Outro ponto a se destacar é a qualidade do minério produzido pela companhia, com alto teor de ferro; a eficiente logística e a liderança do mercado transoceânico. Finalmente, atenta-se para as aquisições feitas em ativos estratégicos e os investimentos que vêm sendo realizados, que proporcionam menor dependência da participação do minério de ferro no faturamento da companhia e possibilitam a ampliação dos mercados.

Pontos positivos

* Liderança no mercado transoceânico de minério de ferro e segunda maior mineradora diversificada;
* expectativa de continuidade da demanda por minério de ferro;
* manutenção dos preços do minério de ferro para os próximos anos;
* sólida estrutura de capital e excelente geração de caixa.

Pontos negativos

* Crescimento da demanda de minério de ferro concentrado na China;
* desaquecimento da demanda externa, em especial no Hemisfério Norte;
* acréscimos dos preços das principais matérias-primas;
* demora na liberação de licenças ambientais para novos projetos;
* dificuldades na descoberta de reservas de classe mundial em lugares de fácil acesso.

Fonte: ADVFN

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Retomada na Bovespa

Após o tombo de 2008, a Bolsa de Valores iniciou 2009 em ritmo forte. Alguns setores que muito perderam recentemente têm se destacado nestes primeiros pregões do ano. Mas o que a Bovespa reserva para os próximos meses ainda é uma incógnita. Analistas aconselham aos investidores a não se empolgarem com a arrancada dos últimos pregões, pois nada mudou de forma radical no cenário internacional para promover uma inversão de tendência do mercado.
Ainda é prematuro para afirmar, por exemplo, que o petróleo e as commodities metálicas -muito importantes para a Bolsa de Valores local e que se depreciaram em 2008- irão se recuperar neste ano.
"O mercado está neste momento sem muitos parâmetros, rodeado de incertezas em relação ao que vai ocorrer com a economia mundial", afirmou Luiz Antonio Vaz das Neves, analista da KNA Consultores. "Com tantas dúvidas, o ideal é focar agora em ações de companhias e setores mais tradicionais. Não é a hora de pensar em ações de segunda linha", disse o especialista.
O índice Ibovespa (que reúne as 66 ações mais negociadas) registrou perdas de 41,2% em 2008, no que foi seu pior ano desde 1972. Neste ano, a Bolsa já conseguiu subir 10,74%.

O setor de siderurgia e mineração é um que tem forte dependência da economia internacional. Para esse segmento, o ritmo da economia chinesa será um ponto relevante para melhorar os preços das matérias- primas e ajudar a dar novo ânimo a papéis de companhias como Vale, CSN e Gerdau.
A Vale, a segunda maior companhia listada na Bovespa, reflete bem o atual cenário. Seu papel preferencial "A", que recuou 51,1% em 2008 na esteira da depreciação das commodities, registra alta de 18,2% neste ano. Mas ainda é cedo para saber até quando conseguirá manter esse atual ritmo forte.
As ações da Petrobras, que não registraram resultados animadores em 2008 com o enfraquecimento do preço do petróleo, também têm tido um bom começo de ano. A ação preferencial da companhia, a mais negociada no mercado doméstico, recuou 46,1% no ano passado. Neste ano, já subiu 11,2%.
O valor do petróleo, que chegou ao recorde de US$ 145 em julho passado, depende de diferentes fatores para se recuperar, como o desempenho da economia mundial e a consequente demanda pelo produto. Na sexta-feira, o barril encerrou a US$ 40,83 -ou 72% abaixo de sua máxima.

Dependência interna
Se esses segmentos vão depender do ânimo internacional para se recuperarem na Bolsa, outros setores vão estar mais ligados ao desempenho da economia doméstica. Como a expectativa é a de que a economia brasileira cresça a um ritmo menor neste ano, há setores que talvez tenham mais dificuldades para conquistar bons resultados que ajudem a impulsionar as suas ações.
A construção civil, por exemplo, já foi uma das decepções do ano passado. Os papéis de empresas do setor se depreciaram em 70,7% em 2008, segundo cálculo da Economática. A ação ON da Rossi Residencial foi o papel do Ibovespa que mais caiu no ano, com perdas de 83,2%. Mas, no embalo do atual ritmo de recuperação, a ação da Rossi Residencial disparou 27,2% na semana passada.

"As revisões negativas para o cenário econômico de 2009 continuam. Nem bem começamos o ano e já temos informações novas suficientes para revisarmos para baixo nossas estimativas para o crescimento de 2009", alerta Maristella Ansanelli, economista-chefe do banco Fibra. "O crescimento do PIB de 2009 deve ser inferior a 2%", afirma a economista.
Para 2008, a projeção do mercado é a de que a economia brasileira tenha crescido 5,6%.
"A economia vai crescer menos, e empresas que dependem apenas do mercado interno terão dificuldades. Talvez o setor de construção, um dos mais punidos em 2008, consiga algum impulso com um esperado incentivo do governo. Esse segmento é um importante gerador de emprego e o governo está atento a isso", afirma Neves.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Perdas da bolsa brasileira

Boa tarde,

Lula diz que crise não afetaria o Brasil, que será só uma morolinha, diz que Dilma é honesta, que não sabe da nada, que papai noel existe, que já viu guinomos . . .

Para quem ainda não sabe ou não leu algo a respeito e gostaria de saber o estrago que a crise já fez no Brasil, segue um reportagem sobre este assunto:

"Crise mundial gera perda de R$ 871 bilhões na Bolsa brasileira.

Entre o final de 2007 e o dia 26 de dezembro deste ano, a Bolsa brasileira perdeu R$ 871 bilhões em valor de mercado, segundo cálculo da consultoria Economática divulgado nesta segunda-feira. As 323 empresas de capital aberto valiam cerca de R$ 2,097 trilhões, se considerado o preço das ações em circulação em dezembro do ano passado. Com a crise mundial, essa cifra total caiu para R$ 1,225 trilhão.

A Petrobras foi responsável por boa parte dessa redução: o valor de mercado da gigante estatal reduziu R$ 209 bilhões entre dezembro de 2007 e o mesmo mês de 2008.

A perda representa 41,5% do valor de mercado da Bolsa brasileira ou, na comparação da Economática, corresponderia a duas empresas do porte da Petrobras, considerando seu "preço" no final de 2007. Ou ainda, mais de duas vezes todo o valor de mercado do setor bancário representado na Bovespa (27 instituições).

O setor mais "punido" foi o da construção: o valor de mercado das 29 empresas acompanhadas pela consultoria caiu 72,4% neste ano. Logo atrás, o segundo setor mais afetado foi o de papel e celulose, em que o valor de mercado das empresas encolheu 68,3%.

A maior perda nominal, no entanto, foi registrada para as empresas do setor de petróleo e gás. O valor de mercado reduziu R$ 210 bilhões entre 31 de dezembro de 2007 e 26 de dezembro de 2008. "

Fonte: Folha On Line.

A hora de ter ações para tempos difíceis

Bom dia,

Segue um reportagem com uma retrospectiva rápida sobre papéis que foram "equilibrados" e outros que não foram nada bons.


Contam-se nos dedos as ações que tiveram forças para subir num dos piores anos da história da bolsa. No ano, até sexta-feira, dos 66 papéis que fazem parte do Índice Bovespa, apenas 10 acumulavam alta. Tirando raras exceções de papéis que subiram bem e por motivos específicos, como as ações ordinárias (ON, com direito a voto) do banco Nossa Caixa, com alta de 199,75%, e as ON da Brasil Telecom Participações, subindo 28,82%, o restante desse grupo de 10 ações conseguiu no máximo fugir do campo negativo, o que já foi muito considerando o cenário de caos deste ano. A três dias do fim do ano, analistas e investidores começam a escolher quais as melhores ações para 2009, que também não será lá essas coisas.
Considerando que a economia irá desacelerar mais do que já está, as melhores oportunidades devem ser empresas dos setores de serviços essenciais, que sofrem menos com a queda do Produto Interno Bruto (PIB), ou de companhias com uma situação financeira o mais confortável possível recomenda o sócio da Fides Asset Management, Roque Sut Ribeiro. "Os investidores colocaram todas as ações no mesmo saco e privilegiaram apenas as mais líquidas, agora, passado o pior momento da crise, é hora de escolher as ações que menos devem perder, independentemente do seu nível de liquidez", diz Ribeiro. Um estudo feito por um banco estrangeiro revela que o nível de correlação entre todas as empresas da bolsa é o maior desde o Plano Real, em 1994.
Os setores de serviços, como saúde, educação, telefonia, energia e alimentos, devem sofrer menos que os setores industriais, como os de bens duráveis e semi-duráveis. A explicação disso está no comportamento das pessoas em momentos de economia mais magra. Elas deixam de comprar um carro ou adiam o plano de trocar de TV, em compensação não deixam de comer, de usar energia elétrica, telefone e fazem de tudo para não ter de cortar a assistência médica e os estudos. "As pessoas no máximo reduzem o consumo desse tipo de produto ou serviço", diz Ribeiro.

Ele lembra que em alguns casos, como saúde e educação, há também uma grande demanda reprimida, o que contribui para a continuidade do crescimento desses setores. "À medida que as pessoas migram da classe D para a C, elas passam a consumir produtos que antes não estavam ao seu alcance."
Agora, dentro dos setores, os investidores devem dar prioridade às empresas que possuem caixa líquido (o caixa é superior à dívida total), boa gestão, que dependem pouco de crédito para vender, que possuem pouca dívida, com prazos os mais longos possíveis e com juros baixos. "A situação financeira será algo decisivo em 2009, já que com a crise e a desaceleração econômica as companhias terão cada vez mais dificuldade em captar recursos, mesmo via dívida", afirma o sócio da Fides.
Considerando todos esses aspectos, Ribeiro recomenda as ações da Medial, no setor de saúde, da Estácio, em educação, e da Contax, de call center. Além dos papéis da Log-In, de logística e infra-estrutura, da Equatorial Energia e da Minerva, no segmento de frigoríficos.

Fonte: Jornal Valor Econômico
"A hora de ter ações para tempos bicudos"

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