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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Saiba Mais - Siglas

Bom dia Pessoal,

Conforme dito, começarei as postagens da série "Saiba Mais".
Vamos começar com as siglas, muito comuns e usadas no mercado financeiro.
Caso alguem se lembre de outras pode comentar que atualizo o post ok?

Siglas e termos mais comuns do Mercado Financeiro.

ANP - Agência Nacional de Petrôleo
BACEN - Banco Centrol do Brasil
BM&F - Bolsa de Mercadorias e Futuros
BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
CDB - Certificado de Depósito Bancário
CDC - Crédito Direto ao Consumidor
CDI - Certificado de Depósito Interbancário
CNBV - Comissão Nacional de Bolsas de Valores
Copom - Conselho de Política Monetária.
CP, MP, LP - Curto Prazo - Medio Prazo - Longo Prazo
CVM - Comissão de Valores Mobiliários.
DJ - Down Jones
DOC - Documento de Ordem de Crédito
FOMC - Federal Open Market Committee
FED - Federal Reserve Bank - Banco Central americano.
IBA - Índice Brasileiro de Ações
IBOV ou Ibovespa - Indice da bolsa de valores de São Paulo
IPCA - Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo
IbrX - Indice das 100 ações mais valorizadas da bolsa
IPO - Initial Public Offerings (Oferta Publica de Ações)
IR - Imposto de Renda
MSCI - Morgan Stanley Capital International
P/L - Preço/Lucro
PL - Participação no Lucro
RI - Relacionamento com o Investidor
SELIC - Sistema Especial de Liquidação e Custódia
TBAN - Taxa de Assistência do Banco Central
TBC - Taxa Básica do Banco Central
TBF - Taxa Básica Financeira
TDA - para Títulos da Dívida Agrária
TJLP - Taxa de Juros de Longo Prazo
TR - Taxa Referencial de Juros
VUA - Valor unitário da Ação

ON e PN - Ações Ordinarias e Preferenciais.
As ordinarias dão direito a voto no estatuto da empresa, alem de participações nos resultados.
As preferenciais dão prioridade na participação dos resultados, lucros.

abraços e até a proxima.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Bookbuilding: entenda como funciona a precificação de novas ofertas

Olá pessoal,

Em toda oferta publica de ações (IPO), é necessário estudar o valor em patrimônio da empresa que será dividido em ações e disponibilizadas para o mercado.
Muitas pessoas tem dúvidas sobre como precificam cada ação. Outro dia conversando com meu amigo Diego Dias que levantou esta questão: Como funciona este procedimento?!?!
Então estou postando uma matéria sobre o bookbuilding, ou seja, o procedimento de precificação nas ofertas de ações.


"O bom desempenho do mercado de ações nos últimos anos trouxe de volta, para muitas empresas, a possibilidade de abrir seu capital em Bolsa. E com novas ofertas de ações, alguns termos, a grande maioria dos quais técnicos ou específicos a este mercado, voltaram a ser usados de forma mais intensa. Um deles é o bookbuilding.

O bookbuilding, em poucas palavras, pode ser descrito como o processo no qual o coordenador da oferta avalia, junto aos investidores, a demanda pela operação. O nome vem do inglês e representa bem o processo, que é efetivamente montar o livro de ofertas da transação.

Exemplo prático
Um exemplo simples pode ilustrar o processo. Baseado na avaliação da empresa e das condições de mercado, o coordenador da oferta determina um intervalo inicial para o preço de lançamento entre R$ 10 e R$ 15 por ação. Resta agora saber se os investidores estão interessados e, mais importante, a qual preço.

Através de consultas a investidores institucionais, como gestores de recursos, fundos de pensão, seguradoras e outros, o coordenador pode obter esta informação. Vamos considerar como exemplo uma oferta de R$ 500 milhões, e uma consulta a 100 investidores institucionais.

Cada investidor indica, formal ou informalmente, quantas ações ele quer comprar e qual o preço que está disposto a pagar. O coordenador tabula estas informações por ordem crescente de preço, de forma a obter qual seria a quantidade acumulada a determinado preço. Por exemplo, se somente dez investidores colocaram ordens de 2 milhões de ações cada a R$ 15,00 por ação, este não deve ser o preço da oferta.

Isso ocorre pois o total de ordens seria de 20 milhões de ações, com um total de R$ 300 milhões - que fica abaixo dos R$ 500 milhões que estão sendo ofertados. A solução é baixar o preço, de forma que outros investidores participem da oferta. Assim, o coordenador analisa o livro de oferta e atinge o patamar de preço pelo qual R$ 500 milhões possam ser vendidos confortavelmente.

Etapas do processo
O processo passa por diversas etapas, começando pela definição de quais investidores institucionais serão contatados e do intervalo de preço da oferta. Em geral, esta fase é seguida de um roadshow, que consiste em uma série de apresentações para potenciais investidores. O passo seguinte é obter as indicações de preço e quantidade dos investidores.

Com a aproximação da data de precificação e início das negociações, o coordenador busca obter o número exato de ações que cada investidor institucional quer. Obtendo estas informações, o coordenador e a companhia, geralmente um dia antes do início das negociações, decidem qual será o preço por ação da oferta.

Procedimento vale para renda fixa e variável
Este procedimento é utilizado tanto para ofertas de ações como também para emissões de títulos de renda fixa, como debêntures, Eurobonds, bônus globais e outros. O ponto em comum é sempre o mesmo: identificar a que preço a quantidade de títulos oferecidos pode ser vendida de forma que a operação seja bem sucedida.

O processo, que antigamente era manual, com listas de papel no qual o interesse dos investidores era anotado a lápis, foi se sofisticando, passando pelo uso de planilhas eletrônicas e chegando a sistemas online, o que facilita o processo para todas as partes envolvidas.

No Brasil, por exemplo, a Bovespa disponibiliza e-Bookbuilding, ferramenta para a apuração de intenções de compra de ativos via Internet. Este sistema permite a realização de processos de bookbuilding de colocações primárias ou secundárias de ações, debêntures, notas promissórias e quotas de fundos."

Fonte: Infomoney

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Saiba Mais - Jargões

Esta matéria veio a calhar pra nossa sessão "Saiba Mais". Foi publicada pela equipe infomoney. Muito legal, acompanhem:

Quem acompanha diariamente o movimento das bolsas não vê surpresa alguma na frase: "forte volatilidade das blue chips derrubou o benchmark". Porém, parte dos investidores, em especial, os mais novatos pode encontrar grande dificuldade para interpretar os jargões de mercado.

Como um ambiente habituado a conversas e decisões rápidas, o mercado apresenta linguagem própria, objetiva. Assim, os eventos de um pregão são descritos por termos técnicos bastante úteis, mas que às vezes dificultam a vida dos leigos.

Grande parte das palavras utilizadas nos mercados deriva do inglês; já que muitas das expressões não têm na Língua Portuguesa um representante fiel para traduzir a essência de tal situação. E outro caso evidente é a criação de gírias para descrever determinada situação da bolsa.

Alguns termos - como blue chips, benchmark ou upside - podem ser considerados comuns para investidores que acompanham o dia-a-dia dos mercados. Já outros jargões - como galo, bola e pagão - são ainda menos conhecidos do grande público, por figurarem entre as gírias utilizadas pelos operadores.

Algumas expressões

ADR
Sigla de American Depositary Receipt. São títulos emitidos por algum banco depositário norte-americano para representar as ações de algum emissor estrangeiro. São cotados em dólares e negociados no mercado acionário dos Estados Unidos. Empresas como Vale, Petrobras, Ambev e Ultrapar, entre muitas outras, têm ADRs listados em Wall Street.

Arbitragem
Termo usado para definir operações que buscam tirar algum proveito de variações na diferença de preços entre dois ativos ou entre dois mercados, ou das expectativas dessa diferença. Como exemplos, podemos citar a compra de um ativo à vista e a venda desse mesmo ativo no mercado futuro.

Benchmark

Termo usado para designar a principal referência de uma aplicação. No caso dos fundos de ações, por exemplo, o benchmark em geral é o Ibovespa, enquanto nos fundos DI e de renda fixa o parâmetro mais usado é o CDI.

Blue chip

Relaciona as ações de maior liquidez e capitalização no mercado. De maneira geral, são os ativos mais procurados, como Petrobras e Vale, entre outras.

Bullish e Bearish
Termos utilizados para designar se um mercado apresenta tendência de alta ou de baixa, respectivamente. "Bullish" faz referência ao ataque do touro (bull, em inglês), feito de baixo para cima, ou seja, aposta em tendência ascendente. Já "bearish" é o contrário, e remete ao ataque do urso (bear), de cima para baixo; tendência de baixa.

Call
Significa uma opção de compra. Termo geralmente utilizado no mercado de derivativos. Também usado por analistas para recomendar a "compra" de determinado ativo aos investidores.

Candlestick
Tipo de gráfico de origem japonesa utilizado em análise técnica, que demonstra simultaneamente as cotações de abertura e fechamento de determinado ativo, bem como as máximas e mínimas do mesmo. Dependendo do formato de cada figura, analistas "enxergam" padrões para o mercado.

Chinese wall
Caracteriza a atuação independente entre setores diversos de uma mesma instituição. Por exemplo, a área de tesouraria de um banco não deve ter contato com a gestão de ativos da mesma instituição.

Day trade
Operação ou conjunto de operações realizadas por um investidor com determinado ativo em um mesmo dia.

Derreter
Jargão também utilizado para designar um movimento significativo de queda. Algum ativo está "derretendo" quando apresenta forte trajetória declinante.

Dividend yield
Indica o retorno de um dividendo. Razão entre os proventos pagos em dinheiro por uma empresa e a cotação das ações desta empresa no mercado de ações.

Espirro
Jargão usado nos mercados para designar uma variação brusca, para baixo ou para cima, de determinado ativo ou índice. O "Ibovespa deu um espirro" pela tarde quando apresenta comportamento agressivo em seu gráfico em intervalo curto de tempo.

Flippers
Investidores que participam de um processo de IPO (abertura de capital) adquirindo o ativo para vendê-lo em sua estréia, no primeiro dia negociação, a fim de obter lucro rápido. O termo ficou conhecido na abertura de capital da BM&F, que relacionou um "filtro anti-flippers", restringindo a participação de investidores que haviam "flipado" em ofertas anteriores.

Hedge
Termo utilizado para designar a atuação de um investidor em outra posição ou outro mercado (em geral, o mercado futuro) para proteger algum investimento, ou minimizar o risco de perdas em situação adversa.

Insolvente
Empresa que não consegue arcar com o pagamento das suas contas ou dívidas nos prazos determinados. Em grande parte dos casos, a insolvência de uma empresa sugere um processo de falência.

IPO
Initial Public Offering. Termo em inglês que significa oferta inicial de ações, que define o mecanismo através do qual uma empresa abre o seu capital e passa a ser listada na bolsa de valores.

Mico
Gíria muito utilizada nos fóruns de mercado para determinar um ativo que apresenta geralmente comportamento pior que a tendência de um mercado e de seus principais índices. Mostra uma perspectiva negativa em relação ao desempenho de tal título.

Posicionado
Investidor que mantém sua posição ou aplicação em determinado ativo financeiro. Por exemplo: alguém está posicionado no setor de consumo quando detém ativo do setor no momento em questão.

Pull back
Quando alguma ação que vem de período negativo apresenta trajetória de recuperação ou potencial de retomada em sua cotação.

Put
Significa uma opção de venda. Termo geralmente utilizado no mercado de derivativos. Contrário de "call", opção de compra.

Quilo
Termo utilizado para determinar milhão.

Resistência
Muito utilizado na análise técnica, indica um patamar difícil de ser rompido de acordo com as apostas do mercado em geral. Dado que as expectativas dos investidores mudam com o tempo, uma resistência pode ser rompida, com o ativo tentando romper, eventualmente, uma resistência mais acima.

Reversão
Ocasião em que algum papel é vendido à vista para compra no mercado de opções.

Small caps
Contrário de blue chips. São ativos de baixa liquidez e capitalização no mercado. Também chamados de "segunda linha".

Split
Caso em que uma ação passa por desdobramento. O número de ações emitidas é elevado, com a correspondente redução em seu valor nominal. Um "split" mantém o capital social da companhia inalterado.

Stop
Ferramenta que funciona como preço-limite estabelecido pelo investidor para liquidar sua posição. A partir daquele patamar, não se aceita mais o negócio. Um stop pode ser para realização de lucro (stop gain) ou para limitar uma perda (stop loss).

Suporte
Patamar que determina o nível de cotação de um papel no qual há uma parcela considerável de investidores dispostos a comprar o ativo àquele preço. O suporte, também muito usado na análise técnica, representa uma barreira para que a cotação não caia ainda mais.

Swap
Relaciona um contrato de troca de rentabilidades, que pode ser entre moedas, commodities ou outros ativos financeiros.

Tomar
Comprar pela quantidade e preço sugeridos.

Top pick
Ativo ou mercado considerado como melhor opção por algum analista ou instituição.

Trader
Termo norte-americano para designar quem opera no mercado financeiro.

Trigger
Motivo que desencadeou algum movimento de ação ou indicador, para baixo ou para cima.

Upside
É o potencial de valorização de determinado ativo. De maneira geral, é calculado a partir da relação entre a projeção de alguma instituição ou analista para o valor de tal ação em determinado período e sua atual cotação. Por exemplo, um papel que negocia a R$ 100,00 e tem um preço alvo a R$ 150,00 mostra um upside, ou potencial de valorização, de 50%.

Virar Pó
É quando um papel, e geralemente acontece com opções, simplesmente perde o valor, passa a valer "nada", "zero", vira pó.

Conversa de operador
Quem trabalha dentro da rotina das bolsas utiliza jargões para facilitar e abreviar a comunicação. Alguns termos utilizados pelos operadores são desconhecidos dos investidores em geral, mas muito utilizados no cotidiano dos traders.

Bater
Vender.

Desovando
Vendendo montante expressivo de determinado ativo.

Lixo
Sem liquidez, baixo volume de negócios.

Long-Short
Combinação entre posição comprada e posição vendida, respectivamente.

Nada na mão
Não existe nenhuma operação pendente.

Pagão
Comprador. Até certo preço que o investidor aceita pagar, é considerado pagão.

Posição zerada
Quando o investidor não está comprado ou vendido

Raspar
Comprar quantidade indeterminada de tal ativo, até um valor pré-estipulado

A numeração do mercado

Bola = zero
Galo = 50
Duque = 200
Terno = 300
Quadra = 400
Quina = 500

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
InfoMoney

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Aluguel de Ações - Saiba Mais!

Olá,

Vamos falar sobre o aluguel de ações.
O empréstimo de ações, ou aluguel, destina-se a investidores de longo prazo em títulos de empresas sólidas, rentáveis e com elevado índice de negócios. Ao "emprestar" seus papéis os aplicadores recebem, além dos proventos deliberados pelas empresas, uma taxa de remuneração pelo empréstimo, que, no último ano, oscilou entre 3 e 7% ao ano. É um nicho de operações que cresce, indiferente às oscilações do mercado à vista, atraindo detentores das ações, corretoras que intermedeiam os negócios, fundos especializados e aplicadores. O setor tem tudo para se expandir.

A vantagem de quem empresta as ações é obter retorno fixo adicional pelo patrimônio, sem abrir mão dos benefícios atribuídos às ações no período, como valorização, dividendos, bonificações, splits e subscrições. Quem empresta só tem o risco das oscilações das cotações no período do empréstimo, pois não podem se desfazer dos títulos. As corretoras ganham com o ingresso de novos clientes. Os tomadores, em geral administradores de carteiras, tomam ações emprestadas para dar lastro às operações de arbitragem (compra e venda simultânea de ações, em geral, com pequenas margens).



Como funciona para alugar, ex:


O investidor com PETR4 quer rentabilizar sua carteira além da variação normal do papel. Ele pode efetuar um aluguel de ações, o aluguel consiste em uma transferência de ações do doador (proprietário) para o tomador (arrendatário), mediante uma comissão (aluguel). Para disponibilizar suas ações para aluguel, o cliente pode entrar em contato com uma corretora e solicitar. São necessárias as seguintes informações para o cadastro do aluguel:

• Papel – código do papel. Ex.:PETR4
• Quantidade - quantidade desejada para doar. Ex.:1.000
• Taxa a.a. – taxa do aluguel (comissão). Ex.:1%a.a.
• Prazo – Prazo para o aluguel. Ex.: 30 dias
• Liquidação antecipada Doador – Doador pode tomar seus papéis antes do prazo. Ex.: Não
• Renovável – Renovação automática por parte do tomador. Ex.: Não

Segundo Francisco Carlos Gomes (diretor de controle da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC)), entre as operações mais comuns no mercado de empréstimo estão aquelas em que o tomador acredita que o valor de uma ação vai cair num determinado prazo. Tomar a ação emprestada e vendê-la "é uma forma eficiente de ficar vendido (a descoberto). Se a expectativa estiver correta, vende-se o ativo tomado emprestado e aplica-se o dinheiro, mais tarde, recompra-se o ativo vendido e devolve-se ao doador, e ainda se embolsa a diferença." Outra operação simples é arbitrar entre as diferenças de preços das ações ON (ordinárias) e PN (preferenciais)", explica.

O mercado de empréstimo tende a crescer com a estabilidade da Bolsa e com a tendência de investir a longo prazo, como nos mercados desenvolvidos. A concorrência entre os investidores pode fazer baixar a rentabilidade das operações, mas ainda assim os negócios tenderão a ser atrativos.

Fonte: Bovespa / InvestBolsa

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Bolsas de Valores no Brasil - Saiba Mais

Ola pessoal,

Acredito que muitas pessoas veem a bovespa (Bolsa de Valores de SP) como a única bolsa de valores no Brasil.


Para você entender entender mais, segundo o Widipedia, A Bolsa de Valores de São Paulo - Bovespa era a bolsa oficial do Brasil, até iniciar um processo de fusão com a BM&F que culminou na criação de uma nova instituição, denominada BM&FBovespa no dia 8 de maio de 2008. Sua sede localiza-se no centro da cidade de São Paulo e seu principal índice econômico é o IBOVESPA.

Pois bem, já sabemos que a BM&FBovespa é a bolsa de valores oficial do Brasil, mas temos no total 13 bolsas brasileiras (eram 14 mas contamos com a fusão BM&F e Bovespa tornando uma só). Abaixo estou postando todas com seus links, acessem e conheçam.

- Bolsa de Valores do Rio de Janeiro - BVRJ
- Bolsa de Valores de São Paulo
- Bolsa de Valores Regional
- Bolsa de Valores do Paraná
- Conversor de Valores de moedas
- Bolsa de Cereais e Mercadorias de Gurupi
- Bolsa de Cereais e Mercadorias de Maringá
- Bolsa de Cereais e Mercadorias do Tocantins
- Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro
- Bolsa de Mercadorias e Futuros
- Bolsa de Valores Minas-Espírito Santo-Brasília - BOVMESB
- Bolsa de Valores do Extremo Sul - BVES
- Bolsa Brasileira de Mercadorias - BBM
- Bolsa de Valores Bahia-Sergipe-Alagoas - BOVESBA

Espero que tenham gostado e aprendido mais! Abaixo um livro para iniciantes sobre a bolsa de valores, interessados clique na capa e veja mais.



abraços e sorte

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Saiba Mais - Origem do termo "Especulador"

A maioria das pessoas usa o termo especulador de forma incorreta. A palavra tem sua origem na raiz indo-germânica "Spec", que significa olhar. É dela que recebemos dezenas de outras palavras como

Especialista, aquele que olha com profundidade
Especial, aquilo que olhamos com carinho.
Espelho, olhar para si.
Respeito, olhar com orgulho.
Espetáculo, olhar algo deslumbrante.
Esperança, olhar o futuro positivamente
Espanto, olhar assustado

E, finalmente, especulador: aquele que olha na frente, aquele que enxerga aquilo que outros não vêem.

Portanto, etimologicamente, especulador é uma palavra positiva, sem a negatividade que hoje se lhe atribui. Toda sociedade precisa de especuladores, pessoas que enxergam na frente e mostram o caminho. Deveríamos venerar nossos especuladores, e não vilipendiá-los como fazemos costumeiramente.

Vocês que acessam O Brasil Que Dá Certo são provavelmente especuladores, pessoas que querem enxergar para frente, e não ficar remoendo o passado, achando que no passado é que iremos encontrar as soluções do presente.

Esta é a razão do grande fracasso dos intelectuais, dos filósofos, dos sociólogos e, principalmente, dos economistas neoclássicos, keynesianos e monetaristas em prever e evitar esta crise. A maioria está estudando o passado -- e não tentando decifrar o futuro.

Lamento dizer que, na história do mundo, os grandes especuladores de mercados, na versão negativa que se dá o termo, não têm sido os “Georges Soros” da vida, como se costuma espalhar por aí.

George Soros, considerado o maior especulador da década, percebeu que os economistas ingleses estavam mantendo a paridade da libra correlacionada com o marco alemão. Como George Soros sabia que a Inglaterra não é a Alemanha, vendeu libras e comprou marcos. Ele acabou mostrando que a Rainha da Inglaterra estava nua.

Ganhou fortunas com isso. Soros prestou um serviço ao povo da Inglaterra ao pôr fim àquela manipulação dos economistas ingleses. O grande especulador, na versão negativa que se dá o termo, normalmente é o poder público.

Por que então os especuladores, aqueles que olham o futuro, são tão odiados?

O problema é que especuladores ganham muito dinheiro, justamente porque ganham contra governos teimosos. Aí, recebem a ira dos burocratas, dos economistas e dos Ministros que deveriam ser demitidos pelos erros que fizeram, mas não o são.

E quem leva a culpa e a ira do governo são os especuladores que revelaram o erro público.

“Se estamos buscando um especulador para culpar pela situação do Brasil, ele é Fernando Henrique Cardoso”, dizia o economista Rudiger Dornbush, um dos poucos que tinha a coragem de dizer a verdade.

O governo Argentino manipulou a taxa de câmbio mantendo-a igual à dos Estados Unidos por dez anos. Acharam que eram países iguais, sujeitos às mesmas pressões cambiais, algo que todo mundo sabia ser uma mentira, com exceção dos economistas argentinos.

No Brasil, o governo manipulou por trinta anos os índices de correção monetária, manipulou preços através das Comissões Interministeriais de Preços e manipulou a taxa de câmbio até recentemente. Tudo isso deu no que deu.

A outra razão que gera ódio é que os especuladores acabam enxergando coisas no nariz de muitos economistas neoclássicos, jornalistas de economia e jornalistas em geral, que, aí, se sentem uns perfeitos idiotas por não terem percebido o que deveriam ter percebido.

Não tenho a menor dúvida de que, na caça aos culpados desta Crise de 2008, os inocentes a serem presos serão os especuladores, e não os membros do Banco Central americano, que tinham a obrigação de zelar pelo sistema financeiro, em razão de sua independência e de seus de poderes totais.

A minha única restrição é contra os especuladores que usam o dinheiro dos outros. É o caso dos hedge funds e dos bancos de investimento. Esta será a grande lição desta crise.

Nunca entregue seu dinheiro para um asset manager, muito menos um Maddof na vida. Especule sim, mas com o seu dinheiro, e não permita que especulem com o seu dinheiro. Mesmo prestando contas.

Especuladores que se restringem a arriscar seu próprio dinheiro quando erram, perdem dinheiro e voltam para casa quietinhos e não voltarão a fazer mal a ninguém. São rapidamente depurados. Prejudicam somente a si, pagam caro pelo erro cometido.

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