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terça-feira, 19 de maio de 2009

Sadia e Perdigão assinam acordo

Os presidentes-executivos e representantes dos acionistas da Sadia e da Perdigão assinaram na noite desta segunda-feira o contrato de fusão das duas empresas, criando a gigante da indústria alimentícia Brasil Foods (BRF). A nova empresa nasce com os apostos de décima maior empresa de alimentos das Américas, segunda maior indústria alimentícia do Brasil (atrás da JBS Friboi), maior produtora e exportadora mundial de carnes processadas e terceira maior exportadora brasileira (atrás de Petrobras e Vale).

Com 119 mil funcionários, 42 fábricas e mais de R$ 10 bilhões em exportações por ano, a gigante surge com um faturamento anual líquido de R$ 22 bilhões. A fusão foi concretizada depois de meses de negociações. A elaboração final do contrato, informa a reportagem, foi marcada por muitas idas e vindas entre advogados e executivos de bancos de investimentos envolvidos no acordo. Nesta terça, os presidentes dos conselhos da Sadia, Luiz Fernando Furlan, e da Perdigão, Nildemar Secches --que na segunda jantavam em um restaurante em São Paulo enquanto o contrato era assinado--, devem anunciar o negócio oficialmente e esclarecer dúvidas de analistas de mercado e jornalistas.

Também nesta terça, a fusão deve ser comunicada à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) --órgão fiscalizador do mercado acionário--, que deve analisar se a operação foi realizada de acordo com a regulamentação. O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), órgão de defesa da concorrência, também precisa aprovar o negócio. Até lá, a estrutura das companhias continua funcionando de maneira independente.

Fonte: Folha de SP

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Perdas da bolsa brasileira

Boa tarde,

Lula diz que crise não afetaria o Brasil, que será só uma morolinha, diz que Dilma é honesta, que não sabe da nada, que papai noel existe, que já viu guinomos . . .

Para quem ainda não sabe ou não leu algo a respeito e gostaria de saber o estrago que a crise já fez no Brasil, segue um reportagem sobre este assunto:

"Crise mundial gera perda de R$ 871 bilhões na Bolsa brasileira.

Entre o final de 2007 e o dia 26 de dezembro deste ano, a Bolsa brasileira perdeu R$ 871 bilhões em valor de mercado, segundo cálculo da consultoria Economática divulgado nesta segunda-feira. As 323 empresas de capital aberto valiam cerca de R$ 2,097 trilhões, se considerado o preço das ações em circulação em dezembro do ano passado. Com a crise mundial, essa cifra total caiu para R$ 1,225 trilhão.

A Petrobras foi responsável por boa parte dessa redução: o valor de mercado da gigante estatal reduziu R$ 209 bilhões entre dezembro de 2007 e o mesmo mês de 2008.

A perda representa 41,5% do valor de mercado da Bolsa brasileira ou, na comparação da Economática, corresponderia a duas empresas do porte da Petrobras, considerando seu "preço" no final de 2007. Ou ainda, mais de duas vezes todo o valor de mercado do setor bancário representado na Bovespa (27 instituições).

O setor mais "punido" foi o da construção: o valor de mercado das 29 empresas acompanhadas pela consultoria caiu 72,4% neste ano. Logo atrás, o segundo setor mais afetado foi o de papel e celulose, em que o valor de mercado das empresas encolheu 68,3%.

A maior perda nominal, no entanto, foi registrada para as empresas do setor de petróleo e gás. O valor de mercado reduziu R$ 210 bilhões entre 31 de dezembro de 2007 e 26 de dezembro de 2008. "

Fonte: Folha On Line.

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