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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Não há crise - Divertido

Bom dia,

Recebi esta imagem e achei no mínimo interessante, é claro que não podemos ver tudo ao pé da letra, existe crise e problemas sim, mas a mensagem abaixo tem seu fundo de verdade.



boa sorte

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

EUA prevê mais crise em 2009

O Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) afirmou que o cenário para a economia norte-americana neste ano se agravou ainda mais e que a política de juros próximos de 0% deverá ser mantida por um bom tempo.
Sem citar números, a instituição disse que diminuiu "expressivamente" suas previsões para a atividade econômica em 2009, mas que ainda espera recuperação moderada para 2010. Na sua previsão mais recente, divulgada no final de outubro (quando o cenário de crise aguda já estava configurado), o Fed afirmou que o PIB dos Estados Unidos deveria variar entre -0,2% e 1,1% neste ano.
Mesmo com a decisão em dezembro de cortar os juros para uma banda de 0% a 0,25% -o menor nível desde pelo menos 1954-, o BC norte-americano afirmou que "o cenário econômico permanecerá fraco por um bom período e que os riscos de baixa para a atividade econômica seriam substanciais".

Se as previsões para a economia são ruins, o cenário para o emprego é ainda pior. A taxa de desemprego, que em novembro atingiu o maior nível desde 1993 (6,7%), deverá continuar crescendo até 2010, superando até mesmo as previsões do Fed em outubro, quando estimava que chegaria no máximo a 7,3%. A última vez que o desemprego americano alcançou a casa dos 8% foi no início da década de 1980, em um dos seus piores ciclos de recessão.
Além do agravamento no desemprego, o Fed viu pioras em praticamente todos os setores da economia, como o recuo da produção industrial, a queda nos gastos das empresas e das famílias e a piora na confiança dos consumidores. A construção, epicentro da crise, deve se contrair ainda mais, segundo o banco central americano.
Sobre os juros, o BC disse, na ata da reunião de dezembro, que a política monetária deverá ser mantida por "algum tempo" e que, com a taxa próxima de 0%, deverá priorizar novas ferramentas para fornecer novos estímulos à economia, que parece rumar para a pior recessão em mais de 70 anos.

" Barack Obama, em pronunciamento após reunir-se com sua equipe econômica, adverte que o déficit fiscal dos Estados Unidos no ano corrente pode atingir patamares muito elevados, passando da marca de um trilhão de dólares. Segundo o presidente norte-americano eleito no ano passado, o país deve gastar dinheiro agora para impulsionar a economia e reativar o desenvolvimento do mercado interno através de medidas fiscais para que o orçamento seja sustentável a longo prazo. O déficit fiscal no fechamento do último ano fiscal dos Estados Unidos se encontrava em US$ 455 bilhões, número computado sem a inclusão do pacote de US$ 700 bilhões solicitado pela Casa Branca. "

Fontes: Jornal Folha de São Paulo / ADVFN

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Perdas da bolsa brasileira

Boa tarde,

Lula diz que crise não afetaria o Brasil, que será só uma morolinha, diz que Dilma é honesta, que não sabe da nada, que papai noel existe, que já viu guinomos . . .

Para quem ainda não sabe ou não leu algo a respeito e gostaria de saber o estrago que a crise já fez no Brasil, segue um reportagem sobre este assunto:

"Crise mundial gera perda de R$ 871 bilhões na Bolsa brasileira.

Entre o final de 2007 e o dia 26 de dezembro deste ano, a Bolsa brasileira perdeu R$ 871 bilhões em valor de mercado, segundo cálculo da consultoria Economática divulgado nesta segunda-feira. As 323 empresas de capital aberto valiam cerca de R$ 2,097 trilhões, se considerado o preço das ações em circulação em dezembro do ano passado. Com a crise mundial, essa cifra total caiu para R$ 1,225 trilhão.

A Petrobras foi responsável por boa parte dessa redução: o valor de mercado da gigante estatal reduziu R$ 209 bilhões entre dezembro de 2007 e o mesmo mês de 2008.

A perda representa 41,5% do valor de mercado da Bolsa brasileira ou, na comparação da Economática, corresponderia a duas empresas do porte da Petrobras, considerando seu "preço" no final de 2007. Ou ainda, mais de duas vezes todo o valor de mercado do setor bancário representado na Bovespa (27 instituições).

O setor mais "punido" foi o da construção: o valor de mercado das 29 empresas acompanhadas pela consultoria caiu 72,4% neste ano. Logo atrás, o segundo setor mais afetado foi o de papel e celulose, em que o valor de mercado das empresas encolheu 68,3%.

A maior perda nominal, no entanto, foi registrada para as empresas do setor de petróleo e gás. O valor de mercado reduziu R$ 210 bilhões entre 31 de dezembro de 2007 e 26 de dezembro de 2008. "

Fonte: Folha On Line.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

''A crise vai trazer de volta a inovação''

O iraniano Amir Kassaei, que comanda a área de criação da rede de agências DDB na Alemanha, tem um currículo de fazer inveja a qualquer publicitário: são mais de 1.200 prêmios acumulados, entre eles vários Leões no Festival de Cannes. Foi eleito este ano, pelo Big Won Report - uma espécie de ranking da publicidade global -, um dos três melhores diretores de criação do mundo. E é considerado, embora não toque no assunto, um dos principais candidatos ao cargo de diretor criativo mundial do grupo - posto que foi anteriormente ocupado pelo hoje presidente da DDB, Bob Scarpelli. Apesar de todo o sucesso, enfrenta agora o desafio de convencer clientes, com cada vez menos recursos para investir em propaganda, da importância da criatividade. "A crise é também uma grande oportunidade para nós, criadores, porque ela anunciará o fim do pensamento e da gestão dirigidos para o mercado." Entre as tarefas de Kassaei na DDB Alemanha está o treinamento de jovens talentos para o grupo. Uma dupla de brasileiros, Ricardo Wolff e Gabriel Mattar, está entre os profissionais que estão sendo treinados pelo iraniano. Nas palavras dos brasileiros, Kassaei é um profissional direto no trato e de poucas palavras. Mas sempre disposto a estimular a criatividade dos seus comandados. Kassaei deu a seguinte entrevista, por e-mail, ao Estado:

O mundo enfrenta hoje uma crise global de proporções nunca vistas. Como o setor de propaganda, em geral, e sua rede de agências, em particular, enfrenta o momento?
Acho que o principal em tempos de crise é ter a certeza de que os que tiverem coragem e vontade para se aferrar à sua estratégia e seu foco em qualidade e essência, e não no ativismo de curto prazo, serão bem-sucedidos. A crise também é uma grande oportunidade para nós, criadores, porque ela anunciará o fim do pensamento e da gestão dirigidos para o mercado. No futuro, longevidade, inovação e qualidade contarão novamente.

Para onde caminha o negócio da publicidade ? Não está tudo muito igual, repetitivo e pulverizado? Como chamar a atenção em meio a tanta oferta ?
Atualmente, somente a informação relevante funciona, e somente marcas e companhias que dão orientação serão bem-sucedidas. Isso porque as pessoas não querem que lhes digam o que elas devem comprar. Querem decidir por si mesmas o que é bom e o que é ruim. O talento que caracteriza a publicidade criativa é, e será, ver os problemas de comunicação do cliente de um ângulo diferente e encontrar uma solução surpreendente.

Há diferenças na forma de fazer propaganda na Alemanha, Estados Unidos, Brasil ou Irã, sua terra natal?
Não. Nós estamos vivendo num mundo globalizado. Isso significa que tanto a comunicação como a modalidade de sua concepção estão sempre se adequando. A fórmula de trabalho que funciona tão bem no grupo DDB, a ponto de lhe dar um lugar de destaque na competitiva estrutura do mercado publicitário, se deve ao fato de a DDB sempre colocar em questão nossa situação no setor e tentar desbravar novos terrenos. O importante no estilo da DDB é que nós não temos um e somos basicamente solucionadores de problemas.

As influências de sua formação cultural ajudaram a construir sua carreira?
Foi menos a história cultural, e mais uma boa dose de altos e baixos na vida, além do fato de que pratiquei todo tipo de atividade na indústria de publicidade (de desenhista principal a final, gerente de conta, planejador de mídia, diretor de arte, copywriter, etc).

Qual a dificuldade em lidar com clientes globais ? Há uma queixa de que eles resistem a idéias inovadoras. O sr. concorda com essa queixa?
É difícil desenvolver uma campanha global de uma marca, porque, no fim, sempre haverá uma conciliação. Mas, ao gerir uma marca e sua comunicação de maneira séria e inovadora, você pode definir um arcabouço e permitir que os países e regiões elaborem suas próprias interpretações desse arcabouço. Estamos trabalhando maravilhosamente dessa maneira com a Volkswagen há 50 anos em mais de 40 países.

Uma das tarefas que o sr. desenvolve na DDB Alemanha é treinar jovens talentos para a agência. Qual a importância desse papel?
A idéia básica foi de que jovens talentos normalmente precisam batalhar nas atividades cotidianas da agência durante anos e não tiram um tempo prolongado para ganhar a experiência necessária para criar pessoalmente grandes campanhas. Portanto, criamos um programa que capacita jovens talentos a desenvolver experiência e competência colaborando diretamente comigo, trabalhando para o grupo todo e para todos os clientes de 1 a 11 anos. Depois, eles são capazes de trabalhar como uma equipe criativa madura em nossa agência.

Quais são as características que, na sua interpretação, são imprescindíveis para um profissional dar certo no negócio da propaganda?
Um criador admirável é um fabuloso estrategista, gerente de conta e um "pau para toda obra" criativo. Ele precisa pensar em si como um consultor criativo trazendo força de vontade, insistência e paixão para acreditar numa idéia na qual ninguém mais está acreditando e vender e/ou realizar essa idéia, a despeito de toda resistência.

Quem é:
Amir Kassaei
É publicitário e passou por várias funções na carreira até atingir o posto de diretor criativo da rede de agências DDB na Alemanha. De acordo com o Big Won Report, está entre os três maiores diretores de criação do mundo. Conta em seu portfólio com mais de 1.200 prêmios, entre os quais vários Leões conquistados no Festival Internacional de Publicidade Cannes.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Corte de juros? Manutenção? Aumento?

Boa tarde,

Qualquer um que acompanhe o blog sabe que eu não sou nenhum fã do Lula, mas dando o braço a torcer, ele vem fazendo um bom trabalho pressionando o BC para redução da taxa de juros. Mostra uma preocupação com a crise, e com taxa de juros reduzida afeta "menos" as classes menos privilegiadas, que como ele (Lula) sempre disse, é sua maior preocupação.

"Pressionado de um lado pelo presidente Lula, empresários e sindicalistas por corte nos juros e, de outro, por sua própria convicção de que a crise global pode levar a inflação a fugir do seu controle em 2009, o Banco Central optou ontem por um meio-termo. Manteve inalterada a taxa Selic por mais seis semanas, mas indicou que pode começar a reduzi-la a partir do mês que vem, na primeira reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de 2009.
Assim, a última reunião do Copom de 2008 não mexeu nos juros básicos da economia, que continuam em 13,75% ao ano pelo menos até 21 de janeiro. Mas o comunicado divulgado após a reunião ressaltou que um corte na Selic chegou a ser discutido, embora tenha prevalecido a posição mais conservadora, por unanimidade.
"Tendo a maioria dos membros do comitê discutido a possibilidade de reduzir a taxa básica de juros já nesta reunião, em ambiente macroeconômico que continua cercado por grande incerteza, o Copom decidiu, por unanimidade, ainda manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, sem viés, neste momento", diz o texto.
Eram fortes as pressões do governo pelo corte na Selic, como vem fazendo a esmagadora maioria dos países diante da brusca queda na atividade econômica, e a manutenção da taxa foi longamente discutida. A reunião de ontem se estendeu por quatro horas, o dobro da duração média. Lula cobrava do BC uma redução nos juros ou, pelo menos, uma sinalização de que a taxa (a mais alta do mundo descontada a inflação) possa cair em breve. O conteúdo do comunicado foi a maneira de atender à reivindicação.
De imediato, uma redução de 0,25 ponto nos juros básicos teria pouco impacto real no custo dos empréstimos bancários no país, que já ultrapassa 40% ao ano, em média, segundo o próprio BC. A queda serviria para indicar que novos cortes podem ser promovidos, estimulando empresários a retomar seus investimentos e as pessoas a consumir: os dois principais motores do PIB em 2008.

Nas últimas semanas, Lula demonstrou insatisfação com o nível das taxas de juros no Brasil e pressionou o presidente do BC, Henrique Meirelles, a reduzir a Selic. Mesmo no mercado financeiro havia quem defendesse um afrouxamento da política monetária diante dos sinais de desaquecimento da economia, como a queda na produção industrial.
No mercado financeiro, estima-se que a economia deva crescer cerca de 2% no ano que vem, bem abaixo dos 4% perseguidos pelo governo.
Do lado da inflação, os favoráveis ao corte dos juros dizem que não há sinais de alta preocupante no nível de preços. No mês passado, por exemplo, o IPCA subiu 0,36%, uma desaceleração em relação ao 0,45% de outubro.
Apesar desses argumentos, o BC continua mostrando preocupação com o comportamento dos preços. Assim como na reunião anterior do Copom, no final de outubro, a instituição considera que o cenário atual é muito incerto e que ainda é cedo para projetar com segurança como a economia brasileira reagirá, em termos de crescimento e inflação, à crise.
Esse receio se soma ao risco apresentado pela alta do dólar ocorrida nas últimas semanas. Nos últimos 30 dias, a moeda dos EUA teve valorização de mais de 10% em relação ao real, o que, em tese, encarece produtos importados e pressiona a inflação.
Para 2009, cerca de 80 analistas do setor privado ouvidos pelo BC na última sexta-feira projetam uma inflação de 5,2%, distante dos 4,5% estabelecidos pelo centro da meta do governo (com tolerância de dois pontos). Confirmada a previsão, o resultado do ano que vem ficaria um pouco abaixo dos 6,2% esperados para 2008."

abraços e sorte...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Crise Mundial X Fome

Pessoal, recebi este texto interessantíssimo e gostaria de repassá-lo.

"Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado? É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.

Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá, sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extingüir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia."

Fonte: Neto, diretor de criação e sócio da Bullet.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A reação dos investidores - Fotos


É até engraçado, mas não é brincadeira.
Foi criado um blog, o "THE BROKERS WITH HANDS ON THEIR FACES BLOG", que mostra fotos de pessoas fazendo aquela cara perto dos índices na crise, a cada gráfico, queda é uma expressão diferente.

Acima está um exemplo, para ver todas no blog clique aqui!

A tradução do título do blog é algo como "Os Corretores com as mãos na cara", mas acredito que no "brasileiro" a tradução seria "Agora fudeu", com o perdão da palavra.

Espero não ver nenhum leitor do blog nesse tipo de foto, rs.

abraços e fiquem com Deus.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Para refletir - " A Crise "

A CRISE


Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia bons cachorros quentes.
Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes
pela estrada; oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava. As
vendas foram aumentando e, cada vez mais, ele comprava o melhor pão e
a melhor salsicha. Foi necessário também adquirir um fogão maior, para
atender à grande quantidade de fregueses. E o negócio prosperava. Seu
cachorro quente era o melhor de toda a região!

Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho. O menino foi
estudar Economia numa das melhores faculdades do país. Finalmente, o
filho já formado, voltou para casa e, notando que o pai continuava com
a vidinha de sempre, teve uma séria conversa com ele:

- Pai, então você não ouve rádio!? Você não vê televisão e não lê
jornais!? Há uma grande crise no mundo! A situação do nosso país é
crítica! Está tudo ruim! O Brasil vai quebrar!

Depois de ouvir as considerações do filho "estudado", o pai pensou:
"bem, se meu filho estudou Economia, lê jornais, vê televisão, então
só pode estar com a razão. "Com medo da crise, o pai procurou um
fornecedor de pão mais barato (e, é claro, pior) e começou a comprar
salsicha mais barata (que também era pior). Para economizar, parou de
fazer seus cartazes de propaganda na estrada. Abatido pela notícia da
crise, já não oferecia o seu produto em voz alta. Tomadas todas essas
"providências", as vendas começaram a cair... e foram caindo,
caindo... e chegaram a níveis insuportáveis. E o negócio de cachorro
quente do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho
estudar Economia, quebrou.

O pai, triste, então falou para o filho.

- Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise.

E comentou com os amigos, orgulhoso:

- Bendita a hora que eu fiz meu filho estudar Economia. Ele me avisou
da crise...


F I M

O texto original foi publicado em 24 de fevereiro de 1958 em um anúncio
da Quaker State Metais Co. Em novembro de 1990 foi divulgado pela
agência ELLCE, de São Paulo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Tudo sobre a Crise - Ótimo

Ola pessoal,

Para quem gostaria de saber mais detalhadamente sobre a crise, estou postando um link de uma matéria feita pela revista Época com 38 perguntas sobre a crise, as perguntas variam de "onde começou, se compara a crise de 1929, duração, demissões e até se alguém irá preso (adorei essa pergunta).
Como a matéria é muito extensa vou mostrar aqui as perguntas feitas e colocar o link para quem quiser ler. Vale a pena, é muito boa, a revista Época como sempre fazendo ótimo trabalho.

1. Como a crise começou?
2. Por que ela é tão grave?
3. Qual é o tamanho da crise?
4. Qual será seu custo?
5. Faz sentido comparar esta crise com a de 1929?
6. Quanto tempo ela vai durar?
7. Qual é o efeito da globalização?
8. Qual será o efeito no Brasil?
9. Haverá muito estrago?
10. Por que o Brasil está mais protegido hoje?
11. O que é preciso fazer para resolver a crise?
12. Qual é a lógica do plano de salvamento americano?
13. Ele vai acabar com a crise?
14. Por que houve tamanha resistência à aprovação do pacote?
15. O plano americano é igual ao Proer brasileiro?
16. Por que alguns bancos são socorridos e outros não?
17. Será que mais bancos ainda vão quebrar lá fora?
18. Quem ganhou e quem perdeu com a crise?
19. Por que os bancos emprestavam dinheiro a quem não podia pagar?
20. O mercado de capitais tinha se transformado em fonte de recursos para as empresas brasileiras. E agora?
21. As empresas vão manter seus projetos de investimento no Brasil?
22. As exportações serão prejudicadas?
23. Por que o dólar subiu tanto? É hora de comprar?
24. Qual será o impacto da crise na inflação?
25. As empresas vão demitir?
26. O que devo fazer com meus investimentos agora?
27. Quando a Bolsa voltará a subir?
28. Como ficam os juros?
29. O ouro não é uma boa opção nos momentos de crise?
30. Como ficam minhas dívidas?
31. Os bancos continuarão a financiar as compras de casas e carros?
32. Quem é o culpado pela crise?
33. Alguém vai para a cadeia?
34. A crise poderia ter sido evitada?
35. O sistema financeiro precisa ser mais regulado?
36. Quem vai pagar pelos prejuízos?
37. Essa crise pode mesmo significar o fim da hegemonia americana?
38. O que vai mudar no mundo depois da crise?

Bom, espero que leiam e aproveitem.
Abraços

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

E agora Bovespa?

Boa noite pessoal,

Bom, o que falar né? Comentários? Sugestões? Críticas?

A bovespa depois de um inicio de semana animado, refletindo o otimismo das bolsas americana e europeias, fechou hoje (15/10) em baixa de 11,39%.
Absurdo, tivemos o quarto Circuit Break* em menos de 15 dias, e a maior queda em dez anos, já temos perda acumulada é de 25,65% no mês.

Depois do pacote de ajuda aos bancos norte americanos, também vimos ajuda aos bancos da europa. O Brasil onde disseram que não seria atingido (não vou entrar em detalhes pois temos leitores irritados quando falamos do governo), também tivemos ajuda do Banco Central, compra de dólar pra segurar a moeda aqui e liberação de dinheiro.

Outro ponto é que agora, nos EUA, há dinheiro, mas não há confiança. Se os bancos não emprestarem o dinheiro, melhorar o financiamento, ou seja, não fizer este dinheiro circular, não vai adiantar nada, eu só espero que isso se resolva com o tempo (espero que pouco tempo).

Acentuando a tristeza de hoje estão as quedas das nossas vedetes, a Vale (VALE5, VALE3) e Petrobras (PETR3, PETR4). Nos papéis preferenciais cairam cerca de 15% e 12% (Vale e Petr respectivamente)
Para termos uma noção do que elas representam, as duas ações somam 28% do cálculo do índice Ibovespa.

Mas nem tudo é culpa da crise, parte da queda de hoje, foi a realização de lucros depois da disparada das ações no inicio da semana.
Outra questão é o preço dos Commodities (petróleo, minérios, matérias-primas em geral, etc), que vem caindo.

E o dólar? O dólar nem vou comentar tanto, vide o post anterior, rs.

Bom, é isso!
Abraços e Sorte.

Por Adriano Faria


*Circuit Break: Interrupção dos negócios da bolsa quando queda atinge 10%


Fonte: Informações diversas, revistas, jornal, internet.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Entrevista com o Dólar... Muito bom!!!

Bom dia pessoal,

Encontrei esta matéria muito bem feita e bem humorada, onde se pode entender um pouco a reação do dólar, seus altos e baixos e ele perante a crise norte americana!


"Não é justo." A entrevista mal começou e ele já está reclamando - deve ser um momento de baixa dele, o Dólar, o personagem mais importante desta semana neste e em qualquer país deste planeta (nos outros, sabe-se lá). E, afinal, alternar momentos de alta com momentos de baixa é com ele mesmo - se você acompanha o noticiário econômico, sabe do que eu estou falando. Afinal, quantas vezes meste ano a manchete do jornal que você assina dizia algo como "baixa do Dólar (...)" ou "alta do Dólar (...)", normalmente seguido por um enunciado tão catastrófico que parece ter sido retirado do último livro da "Bíblia", "Apocalipse".

Verdade seja dita: não é de hoje que o Dólar é alvo de uma enorme perseguição por parte da imprensa. Há centenas de vezes mais jornalistas preocupados com o desempenho diário do Dólar do que paparazzi atrás de atrizes ou cantoras que têm como hobby adotar órfãos de países pobres.

A vida do Dólar não é fácil. É muita pressão: Bancos Centrais do mundo inteiro aumentando e diminuindo juros, sem falar no conturbado relacionamento do Dólar com sua senhora, a Bolsa de Valores. Por isso, o Editor do UOL Tablóide, sempre democrático, resolveu dar voz a esse peculiar personagem, o que mais rende notícias por dia em qualquer jornal do mundo, mas que injustamente nunca foi parar na capa de uma "Caras" da vida, por exemplo.

Editor do UOL Tablóide - E aí?
Dólar - Indo, Editor. Essa vida não tá fácil.

Editor do UOL Tablóide - Tenho visto pelas colunas de fofoca, digo, pelos jornais econômicos. Afinal, por que tanto sobe e desce? Num momento, você está em alta, no outro, despenca de repente. Você não busca um pouco de estabilidade em sua vida?
Dólar - Busco, claro. Mas não é fácil. Meu humor flutua muito. O meu e o de Mercado, que trabalha comigo e que é, informalmente, meu chefe. É difícil ficar numa boa tendo que trabalhar com alguém tão complicado quanto ele. O Mercado parece que tem múltiplas personalidades, sei lá... É uma verdadeira Torre de Babel em uma pessoa só!

Editor do UOL Tablóide
- E essa instabilidade não te afeta o relacionamento com sua senhora, a dona Bolsa de Valores?
Dólar - Nosso relacionamento é estranho. Geralmente, quando estou em alta, animado, ela está em baixa, deprimida. E vice-versa. Entretanto, não conseguimos viver um sem o outro.

Editor do UOL Tablóide
- E o que você acha da completa ausência de privacidade na sua vida? Qualquer alteração no seu humor e bum, todos os jornais manchetam, todo mundo fica sabendo, os analistas comentam, dão pitaco.
Dólar - Não é justo. (Respira fundo, tentando se controlar, mas claramente está entrando em um momento de baixa.) Às vezes, desconfio que haja um pouco de xenofobia. Veja você: o Real é tão perseguido assim? Você não acha que vocês brasileiros se preocupam demais com o dinheiro alheio?

Editor do UOL Tablóide
- Para ser sincero, não sei se esse é um problema brasileiro. Afinal, o senhor é mais popular que o Brad Pitt e o Ronaldinho. Testei no Google: 28.800.000 citações para Brad Pitt; 24.000.000 citações para o Ronaldinho; 45.600.000 para dólar! O senhor é um fenômeno.
Dólar - Ora, ora... (Sorri orgulhoso e passa a mão no peito tentando se controlar, mas claramente está entrando em um momento de alta.) Assim o senhor me encabula!

Editor do UOL Tablóide - Uma última pergunta: por que o senhor não procura uma ajuda profissional para tentar conter essa instabilidade? Um psiquiatra, uns prozacs, um auxílio religioso?
Dólar - Já tentei de tudo, meu amigo, já tentei de tudo. Mas se você acha que o mundo dos artistas é volúvel, glamoroso e perigoso, é porque você não conhece o mundo do dinheiro...

Fonte: UOL

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A crise nos afeta? Lula diz que não!!!

Os primeiros sinais da atual crise financeira mundial surgiram em 2004, quando devido a alta dos juros nos Estados Unidos, houve um aumento da inadimplência no mercado imobiliário americano. Esta crise no mercado imobiliário está diretamente relacionada com a inadimplência em empréstimos do tipo subprime (crédito de risco hipotecário), que se alastrou para várias instituições financeiras que quebraram.

O resultado foi que, com a falência destas instituições, houve uma crise de confiança no mercado e os bancos congelaram os empréstimos para evitar calotes.

A crise no setor imobiliário norte-americano prosseguiu pelos anos seguintes com perdas significativas em título ligados a hipotecas. Mas o momento mais agudo ainda estaria por vir. No início de setembro, as empresas hipotecárias americanas Fannie Mae e Freddie Mac revelaram que poderiam quebrar e receberam uma ajuda financeira do Tesouro Americano, que procurava contornar a situação.

Em seguida, o banco Lehman Brothers, que não obteve a ajuda do governo norte-americano pediu concordata. A venda do Merrill Lynch ao Bank of America, a ajuda bilionária à seguradora AIG, e a venda do Wachovia ao Citigroup, completaram o quadro de agravamento da crise. Quedas expressivas no mercado financeiro mundial e no índica Dow-Jones revelaram a gravidade da situação do sistema financeiro.

O presidente George W. Bush reconheceu que sem uma ajuda do Tesouro Americano, seria impossível debelar os efeitos nocivos da crise. Mas a rejeição pelo Congresso norte-americano do pacote de US$ 700 bilhões parecia mostrar que a solução não iria ser tão simples. Mesmo com a aprovação da ajuda, após apelos do presidente Bush e dos candidatos à presidência dos Estados Unidos, as perdas nos mercados financeiros mundiais prosseguem. E o mundo se pergunta: aonde nos levará esta crise?

Esta crise nos afeta?

Apesar do presidente Lula dizer que os fundamentos da economia brasileira estão sólidos e que a crise norte-americana é um problema de George W. Bush, na verdade, a crise pode nos atingir.

"Bom, falar dessa maneira só poderia vir do Lula mesmo, e desde quando ele entende de economia, mercado de capitais? Sequer deve saber usar uma calculadore científica. Com certeza deve ter ouvido do ministro da fazenda dizer que o Brasil é sólido, não será afetado, etc; e pensou, vou repetir isso, achei legal, mas a verdade é que ele não deve entender absolutamente nada do que está acontecendo.
Me perdoem os Petistas, mas não irei falar bem de uma marionete ignorante pra agrader ninguém."


A dificuldade de se obter dinheiro, uma das marcas desta crise de confiança, pode fazer com que empresas e bancos não consigam captar recursos através de empréstimos no exterior. Com menos linha de crédito, algumas empresas podem diminuir a produção e novas contratações, o poderia diminuir o ritmo da economia e aumentar o desemprego.

Outro efeito pode ser uma diminuição dos empréstimos para pessoa física, o enfraquecimento das exportações e o aumento da inflação e a redução do poder de compra com a alta do dólar.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O básico da Crise - ENTENDA

Ola pessoal,

Venho procurando e tentando deixar aqui no blog notícias e informações sobre a crise, o mercado etc.
Esta matéria muito interessantes, fala o básico e suficiente para enterdermos a crise.

Segue:

1. O que aconteceu de tão extraordinário?

O episódio começou quando o Departamento do Tesouro nacionalizou Fannie Mae e Freddie Mac, no dia 7 de setembro. Seus ativos combinados são de mais de US$ 5 trilhões (em torno de R$ 9 trilhões). Essas firmas ajudam a garantir a maior parte das hipotecas nos EUA.

No dia 15 de setembro, o maior pedido de falência da história dos EUA foi feito pelo Lehman Brothers. O Lehman tinha mais de US$ 600 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) em ativos e 26 mil empregados.

No dia 16 de setembro, o Federal Reserve (banco central americano) fez um empréstimo ponte para a maior empresa seguradora do mundo, a AIG. A empresa será enxugada com a venda de ativos nos próximos dois anos. O Fed nunca havia afirmado sua autoridade para intervir nesta escala, desta forma ou em uma companhia tão distante de sua autoridade supervisora.

2. Por que essas coisas aconteceram?

O denominador comum foi a incapacidade das firmas de conseguir financiamento. As razões, contudo, diferiram caso a caso.

Fannie e Freddie tinham um papel único na economia. Eles ajudavam a garantir hipotecas e patrocinavam essas garantias emitindo sua própria dívida, que era tacitamente protegida pelo governo.

As garantias do governo permitiram ao Fannie e ao Freddie assumirem uma dívida muito maior do que uma empresa normal. A princípio, eles também deveriam reduzir o custo hipotecários dos proprietários, mas, em vez disso, parecem ter usado sua vantagem para extrair altos lucros e expulsar o setor privado do mercado de hipotecas "regulares".

No último ano, tornou-se claro que seu estreito capital não era suficiente para cobrir as perdas das hipotecas de risco. A enorme quantidade de dívida espalhada teria causado colapsos em toda parte, no caso de um calote; então, o Tesouro anunciou que ia explicitamente garantir a dívida.

Entretanto, uma vez que a dívida foi garantida, nenhum investidor teve a disposição de ajudar a tamponar as perdas. Assim, o Tesouro teve que assumir as empresas.

A falência do Lehman aconteceu quando não podia nem mais pegar emprestado. O Lehman estava rolando ao menos US$ 100 bilhões (em torno de R$ 180 bilhões) por mês para financiar seus investimentos em imóveis, bônus, ações e títulos financeiros.

Por meses, investidores temerosos estiveram convencidos que as perdas imobiliárias do Lehman eram maiores do que admitia. Quando emergiram mais notícias ruins do mercado imobiliário, inclusive as perdas no Freddie Mac e no Fannie Mae, essa opinião espalhou-se.

Os custos dos empréstimos do Lehman aumentaram, e suas ações caíram. Com a ameaça iminente de rebaixamento de sua classificação de crédito, restrições legais impediriam certas firmas de continuarem a emprestar para o Lehman.

A AIG. teve que levantar dinheiro porque tinha assinado contratos de seguro de US$ 57 bilhões (cerca de R$ 102 bilhões) cujos pagamentos dependiam das perdas nos investimentos relacionados às hipotecas de risco. Apesar de seus principais negócios e outras subsidiárias estarem bem, esses contratos, chamados de credit default swaps (CDS), provocavam uma hemorragia.

Ainda havia a possibilidade de maiores perdas, se o mercado imobiliário continuasse a se deteriorar. As agências de classificação de crédito rebaixaram a dívida da AIG e os contratos de seguros exigiam que a empresa demonstrasse que tinha garantias para cumpri-los.

O segundo problema que a AIG enfrentava era que, se não conseguisse apresentar garantias, considerar-se-ia que tinha dado calote nos CDS.

Dado o enorme tamanho dos contratos e o número de partes envolvidas, o Fed decidiu que um calote da AIG provocaria um caos no sistema financeiro e causaria falências contagiosas. O Fed, então, emprestou US$ 85 bilhões (em torno de R$ 150 bilhões) para a AIG .

3. Por que o Tesouro e o Fed deixaram o Lehman falir, mas resgataram o Bear Stearns, Fannie Mae, Freddie Mac e a AIG?

O Bear Stearns foi resgatado por duas razões. Primeiramente, porque o Fed - que não é regulador do Bear - tinha informações muito imperfeitas sobre o que estava acontecendo na empresa.

O segundo problema era que as partes envolvidas em muitas transações do Bear não estavam preparadas para a falência súbita do Bear. O Fed argumentou que o resgate era um evento raro, que aconteceria uma vez a cada geração.

Quando o Bear foi resgatado, o Fed criou uma nova via de empréstimos para financiar outros bancos de investimento. Essa via foi modificada no dia 14 de setembro, para que pudesse agüentar uma falência contando com as proteções do código de falência. Assim, o Lehman vendeu ativos operacionais separadamente de seus títulos tóxicos lastreados em hipotecas.

Se o governo tivesse resgatado o Lehman, estaria negando a alegação que o resgate do Bear era extraordinário; também estaria admitindo que nem a nova via que montou nem os outros passos que tomou para tornar os mercados mais robustos eram confiáveis.

4. Eu não trabalho no Lehman ou na AIG e não tenho muitas ações. Há motivos para eu me importar?

A preocupação das pessoas é com a incapacidade coletiva das principais instituições financeiras de obterem financiamento.

Quando seus próprios fundos secam, as financeiras restantes ficam muito mais cautelosas em oferecer crédito para empresas normais ou indivíduos. Então, mesmo para as pessoas cujas circunstâncias não mudaram muito, o custo do crédito vai subir e será muito mais difícil de obtê-lo.

Isso retardará o crescimento.

5. O que significa "prosseguir" para o Fed e para o Tesouro?

Uma leitura razoável dos planos de resgate sugere uma regra simples: se uma firma está em vias de colapso e seus laços com o sistema financeiro significariam uma cascata de caos, a firma será salva. A falência será permitida apenas se o fracasso puder ser contido.

6. O que significa "prosseguir" para os mercados?

Depois do Lehman, as principais firmas de serviços financeiros devem compreender que precisam administrar seus próprios riscos com mais cautela. Isso inclui tanto garantir fundos adequados quanto ter mais cuidado na escolha de parceiros de negócios de confiança.

7. Quando essa confusão vai terminar?


A incapacidade de assegurar fundos de curto prazo fundamentalmente nasce da falta de capital. As maiores instituições financeiras estão coletivamente sem dinheiro, e mais é necessário para evitar falências ou vendas.

Fonte: Douglas W. Diamond e Anil K. Kashyap - Stephen D. Levitt (Freakonomics.com)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

BCs anunciam medida contra crise financeira

Os seis principais bancos centrais do mundo anunciaram nesta quinta-feira uma ação coordenada para enfrentar a falta de liquidez nos mercados financeiros globais e tentar acabar com a crise que afeta a economia dos Estados Unidos e o resto do mundo.

"A medida foi tomada para frear as contínuas pressões sobre o dólar nos mercados", afirmaram os bancos. Fazem parte do acordo o BoJ (Banco Central do Japão), o Fed (EUA), o BCE (Banco Central Europeu), o BoE (Reino Unido), o SNB (Suíça) e o Banco do Canadá.

Entre as medidas do acordo, o Fed planeja autorizar mais US$ 180 bilhões; o BoE e o BCE devem oferecer, cada um, empréstimos de US$ 40 bilhões; e o BoJ deve lançar um plano de apoio às operações com dólar para proporcionar fundos aos participantes do mercado no Japão caso seja necessário.

"Os bancos centrais continuarão a trabalhar juntos para dar os passos certos e cortar as pressões crescentes", declarou o BCE.

A ação segue um dia de fortes quedas em todos os mercados, ainda com temor de restrição ao crédito que contaminou os mercados após a quebra do Lehman Brothers, a compra do Merrill Lynch e os problemas da AIG.

Hoje as Bolsas asiáticas operaram com perdas durante praticamente todo o dia. O anúncio não foi suficiente para reverter a tendência na Ásia. O Nikkei, índice dos negócios da Bolsa de Tóquio (Japão), fechou com a pior queda em três anos --2,2%, aos 11.489,30 pontos. Em Hong Kong, onde o índice Hang Seng chegou a cair 7,3%, o mercado fechou aos 0,03% negativos. Na China, Xangai fechou com recuo de 1,72%. Em Seul (Coréia do Sul), as perdas estavam perto dos 2,30%.

Ontem, as Bolsas americanas e européias fecharam em forte queda sem que a decisão do Fed acalmasse o mercado. No Brasil, a Bovespa desvalorizou.

Problemas

"Obviamente a medida não ataca a raiz dos problemas, mas ajuda a livrar de algumas das tensões imediatas que crescem no mercado financeiro", disse Ian Stannard, estrategista do banco BNP Paribas.

O anúncio do empréstimo de US$ 85 bilhões à seguradora AIG animou inicialmente os mercados, favorecendo as Bolsas asiáticas e ajudando na abertura das Bolsas européias. Em troca, o governo vai assumir o controle de quase 80% das ações da empresa e o gerenciamento dos negócios.

No entanto, o que prevaleceu foi o medo da próxima "bola da vez" --a incerteza sobre qual será a próxima instituição financeira a quebrar.

O Morgan Stanley, um dos dois bancos de investimentos independentes dos Estados Unidos que ainda sobrevivem à crise, negocia uma fusão com a Wachovia Corporation, segundo o jornal "The New York Times". Já a rede de informação financeira CNBC informou que o Morgan Stanley analisa uma possível venda ao banco chinês CITIC.

Já o Washington Mutual, um banco comercial, também está discutindo com vários instituições financeiras a sua venda, ainda segundo o jornal. Os dois bancos vêm sendo apontados nos últimos dias como os mais prováveis a caírem na atual crise.

Ontem, as ações o Morgan Stanley tiveram a maior queda da história da instituição, de 24,22% (a retração chega a 40% nos últimos três dias). Enquanto isso, os papéis do Washington Mutual já se desvalorizaram 85,23% neste ano (13,36% só ontem).

O pessimismo dos investidores se converteu em um movimento de venda das ações. "Será muito difícil haver uma recuperação daqui ao fim de semana. Há opções que vencem na sexta-feira e inúmeros títulos necessitam ser vendidos, mais do que comprados", disse ontem Mace Blicksilver, da Marblehead Asset Management.

"O temor com o crédito alcançou o clímax. É presunção acreditar que isso acabaria em um dia", afirmou Harushige Kobayashi, do Securities Japan. "O mercado ignora os fundamentos e deixa 95% ser guiado por fatores psicológicos."

Quebra e ajuda

Na segunda-feira, com a quebra do Lehman Brothers, as Bolsas fecharam com as maiores quedas em pontos desde os ataques contra o World Trade Center em Nova York em 11 de setembro de 2001.

Em seguida, o banco entrou com o pedido de proteção sob a legislação de falências e concordatas no Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York.

Com a situação crítica do Lehman, outras instituições financeiras correram para salvar outro banco tradicional de Wall Street, o Merrill Lynch: o Bank of America comprou o Merrill por cerca de US$ 50 bilhões, consolidando ainda mais sua posição de gigante reforçada já por uma série de compras anteriores que incluem o banco hipotecário Countrywide Financial.

No dia seguinte, a AIG conseguiu uma injeção de US$ 85 bilhões do governo a fim de aumentar sua liquidez.

Fonte: Folha OnLine

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

1929 e 2008 "Semelhanças sobre a crise financeira"

Olá,

Esta matéria é de abril/maio de 2008 falando sobre a crise de 28 e a que estamos passando atualmente. É interessante e no mínimo cultural para entendermos de um assunto que estudamos na escola.

Segue matéria:

Entre 1929 e 2008, semelhanças e diferenças

Analistas divergem se crise financeira nos EUA é comparável à quebra da bolsa que precedeu Grande Depressão

Com os desdobramentos da crise financeira americana cada vez mais evidentes nos dados de produção e emprego dos Estados Unidos, virou lugar-comum entre analistas comparar a turbulência atual com a forte queda da bolsa de valores em 1929, que precedeu a Grande Depressão dos anos 1930. Até mesmo o Fundo Monetário Internacional (FMI), em documento reservado obtido por agências de notícias na semana passada, fez essa comparação, argumentando que esta é a maior crise econômica dos EUA desde 1929.

Mas este paralelo está longe de ser unanimidade. Enquanto alguns economistas enxergam semelhanças entre as turbulências atuais e as de 1929, outros vêem crises de origem e natureza completamente distintas. Sequer é consenso que a crise atual seja, como alega o FMI, a maior já enfrentada pelos EUA desde os anos 30 ¿ no pós II-Guerra Mundial e nos anos 70 a economia americana enfrentou severas recessões.

Os analistas concordam, porém, que a crise atual está muito longe de adquirir a magnitude da Grande Depressão. Depois de quedas recordes na Bolsa de Nova York em 1929, cerca de dez mil bancos quebraram na década de 30. A depressão econômica levou um quarto dos americanos ao desemprego e teve efeitos no mundo inteiro.

A linha mestra é parecida

Para Aloisio Araújo, da Fundação Getulio Vargas (FGV) e do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), há semelhanças entre 1929 e hoje. E esta é, sim, a maior crise desde a década de 1930. Mas Araujo não vê riscos de que os EUA sofram um efeito tão devastador em sua economia quanto o da Grande Depressão.

É possível traçar semelhanças entre a crise atual e a de 1929?

ALOISIO ARAÚJO: À primeira vista, são crises muito diferentes. Em 1929, houve corrida bancária clássica, com quebradeira de bancos. Hoje, o ambiente financeiro é muito mais complexo. E os bancos acabaram assumindo certa responsabilidade pelos instrumentos financeiros que criaram (reconhecendo nos balanços os prejuízos com hipotecas de alto risco). A regulação evoluiu, não teve ninguém correndo para pegar dinheiro na boca do caixa.

Mas o Bear Stearns quase quebrou e sofreu uma corrida de credores.

ARAÚJO: O Bear Stearns é um banco de investimentos. Talvez tenha havido uma corrida de grandes credores. Mas não se vê fila de pequenos clientes na porta dos bancos como em 1929. Hoje, nos EUA, todos têm seguro de depósito, algo que foi criado justamente após a crise de 1929. É um mecanismo semelhante com o que temos aqui no Brasil no Fundo Garantidor de Crédito no Brasil (FGC, que cobre até R$60 mil em depósitos à vista e poupança dos correntistas caso o banco quebre).

Os efeitos na economia da crise atual são parecidos com o que houve em 1929?

ARAÚJO: A linha mestra de contração de crédito, que leva a uma contração econômica, é parecida. Mas, se é verdade que esta é a maior crise desde 1929, sua magnitude não se compara com à da Grande Depressão. Seu efeito certamente não será tão devastador.

Em 1929, antes da crise nas bolsas, já havia sinais de desaquecimento econômico. Agora, a crise parece ter se iniciado no sistema financeiro. Isso é uma diferença?

ARAÚJO: Não dá para dizer se em 1929 foi uma crise de economia real ou financeira. As coisas ocorreram de forma concomitante. E, claramente, a corrida bancária agravou a situação econômica. Da mesma forma, alguns elementos da recessão americana de hoje não estão necessariamente associados à crise bancária. Os EUA vinham crescendo há muitos anos, era natural, pelos ciclos econômicos, algum freio. Havia ainda um processo de ganhos de produtividade, com os saltos tecnológicos, que pode ter chegado ao fim. E há desequilíbrios nos EUA, como o das contas externas.

Por que o senhor acredita, então, que a crise atual será mais suave?

ARAÚJO: As respostas à crise hoje são mais rápidas e na direção correta. As diferenças são maiores do que as semelhanças. Aprendeu-se muito com 1929, quando a primeira resposta foi no sentido errado, de restringir o mercado de crédito, porque não se compreendia seus efeitos multiplicadores na economia. Na crise atual, os bancos centrais agiram de maneira enérgica e rapidamente. Uma crítica que pode ser feita é que as autoridades não anteciparam os riscos dos novos instrumentos financeiros. Atuaram a posteriori, como uma lanterna na popa.

'Não há paralelo possível'
Corpo a Corpo - Reinaldo Gonçalves

Da Redação

Para Reinaldo Gonçalves, professor da UFRJ, a crise atual é de natureza completamente diversa da Grande Depressão. Ele avalia que esta sequer é a maior crise desde 1929, já que os EUA enfrentaram uma profunda recessão no pós-II Guerra Mundial e uma grave crise com o choques de petróleo da décadas de 1970.

O GLOBO: É possível traçar semelhanças entre a crise atual e a de 1929?

Reinaldo Gonçalves: São situações completamente diferentes, não há paralelo possível, nem de natureza nem de amplitude das crises. O que em 1929 foi conseqüência, hoje é causa. Naquela época, antes da queda nas bolsas, em meados dos anos 1920, já se anunciava uma crise na economia real. Havia um excesso de capacidade de produção, que nos anos de 1928 e 1929 provocou uma retração dos investimentos privados, levando o país à recessão. A queda nas bolsas veio depois e se caracterizou por uma crise bursátil, de mercado de capitais. E não uma crise financeira como se vê hoje.

Qual é a natureza da crise atual, então?

Gonçalves: Hoje há uma crise no sistema financeiro, que teve origem no setor imobiliário. Essa crise está levando a problemas no lado real da economia, porque os consumidores estão contraindo seus gastos. Mas, tão logo haja uma regularização do lado financeiro, o lado real da economia melhora. As crises mais profundas do capitalismo não têm origem no lado financeiro, e sim na economia real. O que importa é produção, renda e emprego.

As respostas à crise atual, então, são diferentes às políticas adotadas em 1929?

Gonçalves: Certamente. Em 1929, o governo a princípio se manteve apático, não houve políticas pró-ativas. E o New Deal (política do presidente Franklin Delano Roosevelt de fazer obras públicas para gerar empregos) apenas suavizou a crise. Ao contrário do que os keynesianos (defensores das idéias do economista britânico John Maynard Keynes que, em 1936, com base na experiências das políticas de Roosevelt, defendeu os gastos públicos como incentivo à economia) gostam de dizer, não foi o New Deal que tirou os EUA da crise. E sim os esforços pela entrada dos EUA na II Guerra Mundial. A economia americana ficou dez anos no buraco.

E hoje, qual será a saída para a crise?

GONÇALVES: A crise atual tem origem na desregulamentação excessiva do sistema financeiro. Em 1929, não havia isso. Pelo contrário, o Fed (Federal Reserve, banco central americano) havia sido criado em 1913. As medidas adotadas hoje, como a redução de juros, a injeção de crédito e o corte de impostos, são importantes, mas a crise atual só será solucionada com a re-regulamentação do mercado financeiro, política que foi anunciada apenas este mês (no pacote do secretário do Tesouro, Henry Paulson). Se a Guerra do Iraque tivesse começado agora, em vez de em 2003, com seus US$ 500 bilhões em gastos militares, haveria um estímulo econômico adicional.

O senhor acredita que a crise atual é a maior que os EUA já enfrentaram desde 1929? GONÇALVES: De forma alguma. Os EUA enfrentaram grave recessão no pós-II Guerra Mundial. Depois houve a crise dos anos 1970, com o primeiro choque do petróleo. Foram crises muito mais intensas.

As Imagens das Crises
Famílias desempregadas

Da Redação

Crise de 1929: A crise não distinguiu a elite dos mais pobres. O desemprego atingiu quase um quarto dos americanos, levando famílias inteiras, incluindo crianças (foto menor) a buscar trabalho. Mais de mil bancos fecharam em 1930 e houve forte desvalorização de preços de bens de consumo. Cenas como a venda de carros a US$ 100 (foto maior) eram comuns

Operadores, a nova cara da turbulência

Crise das Hipotecas: Com origem no setor imobiliário, um dos primeiros efeitos da crise foram os arrestos de imóveis de mutuários inadimplentes (ao lado em baixo). Logo a turbulência afetou o setor de crédito, e bancos registraram perdas bilionárias, levando operadores da Bolsa ao desespero, a nova cara da crise

Fonte: JORNAL O GLOBO

Dados externos e quebra de Bancos

Pessoal, fiquem de olho

O subprime continua o vilão e mais bancos quebraram nos EUA.

Os prejuízos do mercado subprime (hipotecas de alto risco) voltaram a assombrar o mercado financeiro na semana passada, com a quebra de dois bancos americanos - já foram 10 este ano - e reavivaram o mau humor dos investidores. Por isso, a expectativa é que o mercado interno passe a semana guiado pelas notícias vindas do ambiente internacional e pelas cotações das commodities.
Entre os destaques está a divulgação do Livre Bege pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Trata-se de um sumário com as condições recentes da economia dos Estados Unidos, que servirá de base para a decisão de política monetária na reunião do dia 16. Além do documento, a divulgação de outros indicadores de atividade econômica definirão o humor dos investidores na semana.

Décimo banco quebra nos EUA

As autoridades americanas fecharam o Integrity Bank, um banco regional da Geórgia, o 10º estabelecimento bancário dos Estados Unidos a falir desde o início do ano, informou nesta sexta-feira a Agência Federal de Garantias e Depósitos Bancários (FDIC, sigla em inglês).

Integrity Bank representa US$ 1,1 bilhão em ativos e US$ 974 milhões em depósitos, destaca o comunicado da FDIC.

O organismo informou que garantiu os depósitos no banco, que serão honrados pelo Regions Bank, uma instituição do Alabama.

Todos os correntistas do Integrity Bank se transformarão, automaticamente, em clientes do Regions Bank.

As cinco sucursais do Banco falido reabrirão suas portas no início da próxima semana, sob o nome de Regions Bank.

O número de bancos falidos, incluindo o californiano Indymac, em julho, multiplicou nos últimos 18 meses, refletindo a gravidade da crise financeira nos Estados Unidos.

A FDIC disse que espera outras quebras de bancos regionais.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Medo de recessão

Medo de recessão domina investidor

O temor de uma forte desaceleração da economia global, que há algum tempo assombra os mercados financeiros, ganhou novo impulso na semana passada. Indicadores da zona do euro e do Japão mostraram que a segunda e terceira maiores economias do mundo, respectivamente, podem estar em recessão.
O Produto Interno Bruto (PIB) da Itália, por exemplo, retraiu 0,3% no segundo trimestre. Em um relatório, o governo japonês afirmou que, pela primeira vez em quase cinco anos, a atividade pode se retrair.

Em um ambiente já difícil por causa da crise nos Estados Unidos, os preços de diversos ativos, sobretudo commodities metálicas, não resistiram. O petróleo, por exemplo, encerrou a sexta-feira na menor cotação desde maio, a US$ 115.
Esse cenário também provocou expressiva valorização do dólar ante o euro e outras moedas.
Nesta semana, os investidores continuarão atentos aos dados que refletem a temperatura da atividade e o nível de inflação nas principais economias.
Nos EUA, o destaque da agenda é o Índice de Preços ao Consumidor de julho, que sai quinta-feira. A previsão é de uma alta de 0,4%.


Fiquem de olho...

abraços, boa sorte e ótima semana

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