segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A crise nos afeta? Lula diz que não!!!

Os primeiros sinais da atual crise financeira mundial surgiram em 2004, quando devido a alta dos juros nos Estados Unidos, houve um aumento da inadimplência no mercado imobiliário americano. Esta crise no mercado imobiliário está diretamente relacionada com a inadimplência em empréstimos do tipo subprime (crédito de risco hipotecário), que se alastrou para várias instituições financeiras que quebraram.

O resultado foi que, com a falência destas instituições, houve uma crise de confiança no mercado e os bancos congelaram os empréstimos para evitar calotes.

A crise no setor imobiliário norte-americano prosseguiu pelos anos seguintes com perdas significativas em título ligados a hipotecas. Mas o momento mais agudo ainda estaria por vir. No início de setembro, as empresas hipotecárias americanas Fannie Mae e Freddie Mac revelaram que poderiam quebrar e receberam uma ajuda financeira do Tesouro Americano, que procurava contornar a situação.

Em seguida, o banco Lehman Brothers, que não obteve a ajuda do governo norte-americano pediu concordata. A venda do Merrill Lynch ao Bank of America, a ajuda bilionária à seguradora AIG, e a venda do Wachovia ao Citigroup, completaram o quadro de agravamento da crise. Quedas expressivas no mercado financeiro mundial e no índica Dow-Jones revelaram a gravidade da situação do sistema financeiro.

O presidente George W. Bush reconheceu que sem uma ajuda do Tesouro Americano, seria impossível debelar os efeitos nocivos da crise. Mas a rejeição pelo Congresso norte-americano do pacote de US$ 700 bilhões parecia mostrar que a solução não iria ser tão simples. Mesmo com a aprovação da ajuda, após apelos do presidente Bush e dos candidatos à presidência dos Estados Unidos, as perdas nos mercados financeiros mundiais prosseguem. E o mundo se pergunta: aonde nos levará esta crise?

Esta crise nos afeta?

Apesar do presidente Lula dizer que os fundamentos da economia brasileira estão sólidos e que a crise norte-americana é um problema de George W. Bush, na verdade, a crise pode nos atingir.

"Bom, falar dessa maneira só poderia vir do Lula mesmo, e desde quando ele entende de economia, mercado de capitais? Sequer deve saber usar uma calculadore científica. Com certeza deve ter ouvido do ministro da fazenda dizer que o Brasil é sólido, não será afetado, etc; e pensou, vou repetir isso, achei legal, mas a verdade é que ele não deve entender absolutamente nada do que está acontecendo.
Me perdoem os Petistas, mas não irei falar bem de uma marionete ignorante pra agrader ninguém."


A dificuldade de se obter dinheiro, uma das marcas desta crise de confiança, pode fazer com que empresas e bancos não consigam captar recursos através de empréstimos no exterior. Com menos linha de crédito, algumas empresas podem diminuir a produção e novas contratações, o poderia diminuir o ritmo da economia e aumentar o desemprego.

Outro efeito pode ser uma diminuição dos empréstimos para pessoa física, o enfraquecimento das exportações e o aumento da inflação e a redução do poder de compra com a alta do dólar.

Warren Buffett e o período de crise

As frases mais célebres de Warren Buffett assumem simplicidade tamanha que parecem até triviais; são óbvias demais para um investidor com o mínimo de experiência. Mas não adianta criticar. É só o oráculo de Omaha abrir a boca que todos os olhos do mercado se arregalam. Melhor dizendo, todo mundo quer ouvir o que o mega-investidor tem a dizer.

Para provar, basta avaliar os dados iniciais de sua mais nova biografia autorizada. Escrita por Alice Schroeder e intitulada "The Snowball: Warren Buffett and the Business of life" - A bola de neve: Warren Buffett e o negócio da vida, na tradução livre -, a história do bilionário norte-americano chegou ao topo das vendas nos Estados Unidos em poucos dias após sua publicação. Somente o período que sua autora passou com o oráculo lhe rendeu uma maratona de entrevistas às redes de televisão norte-americanas e publicidade extra para seu lançamento.

Exatamente este jeito simples de Buffett que o torna tão interessante para os mercados. Sua história de inegável sucesso o torna gabaritado como ninguém para comentar o desenrolar das Bolsas de Valores, especialmente os períodos de crise. Isso porque grande parte de sua fortuna, estimada em torno de US$ 50 bilhões, se deve exatamente à sua capacidade incomparável de administrar um momento turbulento do mercado.

Para enfrentar a crise
E com uma crise que encontra precedentes históricos no famoso crash de 1929, Buffett voltou às compras. Se a escrita novamente se realizar, seus aportes no banco Goldman Sachs e na gigante industrial General Electric devem render uns bilhõezinhos extras a sua fortuna.

Mas qual o segredo de Buffett na crise? Na verdade são três. Buffett adota três lemas como fundamentais para enfrentar o período de turbulências. Novas frases para uma lista de pensamentos simples, mas memoráveis.

Três mandamentos
Segundo a autora da biografia, a primeira lição trata recurso associado a comportamento: "Cash combined with courage in a crisis is priceless" - dinheiro combinado com coragem, na crise, não tem preço. São os dois fatores essenciais para começar a traçar sua estratégia frente à crise.

Em seguida, Buffett afirma para o investidor: "Dont invest in things you don't understand" - não invista em coisas que você não entende. Este pensamento remete ao boom das tecnológicas no início da década de 1990. Sem saber a natureza das atividades daquelas empresas, o mega-investidor preferiu fica de fora.

Para finalizar, algo mais filosófico: "Don't try to catch a falling knife until you have a handle on the risk" - não tente segurar uma faca em queda, a menos que saiba do risco.

Com coragem o suficiente, dinheiro para investir e sabendo aonde vai se meter, um mínimo de cautela não faz mal a ninguém.

Fonte: Infomoney por Roberto Altenhofen Pires Pereira

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Petrobras lidera indicações para outubro

"Blue chips" como Petrobras e Vale continuam entre as principais recomendações para a Carteira Valor. A estatal do petróleo lidera, com seis indicações no mês. A explicação está no fato de essas empresas terem apanhado bastante com a saída dos estrangeiros, tornando-se verdadeiras pechinchas. E como estão entre as mais líquidas da bolsa, são as primeiras a se beneficiar com uma recuperação do mercado.
Projeções da corretora Concórdia indicam um preço/lucro (P/L, que dá uma idéia do tempo de retorno) para o papel preferencial (PN, sem voto) da Petrobras de 7,8 em 2009. No caso da Vale PNA, que recebeu duas indicações, o P/L projetado é de 6. Múltiplos bastante atraentes, levando em conta um P/L médio nos últimos dez anos de 10,5 para a Petrobras e de 8,8 para Vale, destaca o chefe de análise da Concórdia, Eduardo Kondo.
"Petrobras e Vale são grandes companhias, com resultados consistentes, e mesmo com uma desaceleração mundial, o lucro delas não será reduzido drasticamente", destaca Kondo. Até porque são empresas líderes e, de certa forma, monopolistas, avalia. Para 2009, o analista trabalha com alta dos lucros de 30% para a Petrobras e de quase 47% para a Vale. Kondo lembra ainda que as companhias anunciaram investimentos significativos até 2012. "Na pior das hipóteses, não há investimentos, mas a demanda atual tem condição de absorver a produção."

O estrategista de pessoa física da Itaú Corretora Fábio Anderaos de Araújo ressalta que o momento é bastante propício para a Petrobras, já que os preços de petróleo estão oscilando menos e seu resultado deverá ser beneficiado pela alta de combustíveis no terceiro trimestre. O risco, no entanto, é o governo decidir pela criação de uma nova estatal para a exploração dos campos do pré-sal, ressalta a analista da SLW Kelly Trentin.
Na avaliação de Araújo, do Itaú, a Vale deve sofrer com notícias ruins. A tentativa de negociar um aumento adicional de preços do minério com os chineses no olho do furacão foi um erro estratégico, diz. Além disso, a queda nos preços do níquel prejudica a empresa.
Entre as ações de siderurgia indicadas em outubro, CSN foi substituída por Gerdau, com duas indicações. Usiminas permaneceu, com duas recomendações. As siderúrgicas, em geral, são beneficiadas pelo mercado interno ainda aquecido. A saída da CSN está muito ligada ao temor de que ela tenha tido perdas significativas com contratos de derivativos. "Tiramos da nossa carteira empresas (como Aracruz e CSN) que podem ter perdido dinheiro em operações irresponsáveis", diz o analista da Link Investimentos, Celso Boin.

IPO Visanet - Últimas notícias

VisaNet afirma que não suspendeu sua oferta inicial de ações em análise na CVM

Negando as informações circulantes no mercado pela manhã, a VisaNet afirmou nesta quarta-feira (1) que não suspendeu seu pedido de análise de oferta inicial de ações na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

"A administração da Companhia Brasileira de Meios de Pagamentos (VisaNet Brasil) informa que continua trabalhando no processo de oferta pública normalmente", disse a empresa à InfoMoney.

De acordo com a legislação da CVM, a VisaNet está em período de silêncio e não pode prestar maiores informações sobre o assunto, como ocorre com as companhias em período de análise de oferta.

Entrada de pedido de análise da VisaNet

A VisaNet entrou com o pedido de análise de oferta secundária de ações na CVM no final de agosto deste ano. Desde o IPO (Initial Public Offering) da Redecard (RDCD3), sua maior concorrente, o mercado esperava pelo pedido de abertura de capital da empresa.

Caso a operação seja aprovada pela autarquia, a oferta consistirá na distribuição secundária de ações ordinárias, sendo o coordenador líder da oferta o Banco Bradesco de Investimentos. A entrada com o pedido de análise de oferta na CVM é a primeira etapa para que uma empresa distribua suas ações na Bolsa.

Perspectivas do mercado
A exemplo do que ocorreu no IPO da Redecard, que captou R$ 4,6 bilhões, os analistas esperam que a emissão de ações da VisaNet tenha uma captação relevante, mesmo com as atuais turbulências nos mercados globais causadas pelos desdobramentos da crise norte-americana do subprime.

Caso a oferta se realize, a previsão é de que ela possa ficar entre as cinco maiores da história do mercado de capitais brasileiro. A operação da Visa International na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) surpreendeu os investidores em março deste ano.

Na época, mesmo frente a um cenário turbulento por conta da crescente preocupação de recessão na maior economia do mundo, volatilidade nas bolsas e graves problemas em instituições financeiras, a rede de cartões de crédito captou US$ 17,9 bilhões.

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