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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

"Saiba Mais" - Termos usados na Crise Financeira

Ola pessoal,

Como alguns já sabem e acompanham, temos aqui no blog a seção "Saiba Mais" que visa auxiliar o investidor, estudante, curioso etc, a entender mais sobre o Mercado Financeiro e de Capitais. São termos, jargões, informações sobre corretoras e outros.

Uma matéria interessante feita pelo portal G1, listou alguns termos que estão aparecendo nas notícias sobre a crise, muitas definições vocês ja viram aqui no blog, algumas ainda não, então vamos aproveitar e atualizar!

Alavancagem
Uso de recursos ou ativos de terceiros para aplicação no mercado financeiro. Em uma operação com alavancagem, o fundo ou banco investe usando recursos "emprestados", superiores ao seu próprio patrimônio. A alavancagem é calculada dividindo-se a dívida pelo patrimônio.

Ativos
Bens, direitos, créditos e valores pertencentes a uma empresa ou pessoa.

Bailout
Socorro financeiro, em geral dado por governos, a empresas em dificuldades. Significa, em tradução literal, "fiança" (e pronuncia-se "beilaut").

Banco comercial
Instituição financeira que recebe depósitos à vista em conta bancária e oferece financiamento a pessoas físicas e empresas.

Banco de investimento
Banco voltado para a administração de recursos de terceiros. É especializado em operações de participação acionária e financiamentos para empresas. Também administra carteiras e fundos de investimentos, assessora negócios e realiza lançamentos de ações de empresas.

Bolha
Uma bolha é uma alta exagerada na cotação de um ativo ou produto, sem fundamentos para isso. Em geral, é provocada pela especulação do mercado e pode "estourar" a qualquer momento, derrubando os preços. No caso atual, a bolha imobiliária foi provocada pela expansão desenfreada do crédito.

Capítulo 11
Artigo da Lei de Falências americana que permite a uma empresa com dificuldades financeiras pedir concordata e continuar funcionando normalmente, dando-lhe um tempo para chegar a um acordo com seus credores. A proteção do Capítulo 11 pode ser requerida seja pela empresa em dificuldades, seja por um de seus credores. Este procedimento significa uma vontade de reestruturação da companhia, sob o controle de um tribunal.

Circuit breaker
É um mecanismo de controle da variação dos índices das bolsas. Quando as cotações superam limites estabelecidos de alta ou de baixa, as negociações são interrompidas, para evitar movimentos muito bruscos. Na Bovespa, o "circuit breaker" (pronuncia-se "circuit breiquer") é disparado quando a baixa do Ibovespa atinge os 10%. Os negócios são então paralisados por trinta minutos e retomados em seguida. Depois da retomada do pregão, se a queda persistir, os negócios são novamente interrompidos quando a baixa chega a 15%. Desta vez, a paralisação é de uma hora.

Derivativo
Ativo cujo valor e características de negociação derivam de outro ativo que serve de referência. Bancos e financiadoras criaram derivativos "empacotando" os créditos que tinham a receber dos tomadores dos empréstimos imobiliários, que foram revendidos a investidores em todo o mundo.

FDIC
A Federal Deposit Insurance Corporation é a agência federal dos Estados Unidos que garante os depósitos bancários, supervisiona instituições financeiras e ajuda bancos em processo de falência. A instituição garante depósitos de até US$ 100 mil feitos em bancos do país. O governo norte-americano agora quer aumentar o valor dessa garantia.

Fed
O Federal Reserve System é o banco central dos Estados Unidos. É responsável por formular e executar a política monetária do país e por regulamentar o funcionamento dos bancos. É o Fed que determina a taxa básica de juros da economia dos EUA.

Foreclosure
É a execução da hipoteca, que ocorre quando o cliente não paga o empréstimo tomado para compra do imóvel. A propriedade é retomada pelo banco e o mutuário é despejado. (A pronúncia é "fórcloujur")

Hedge fund
Apesar do nome (hedge, em inglês, significa salvaguarda e pronuncia-se "rédige"), são fundos de investimento operados com agressividade, de alto risco. Nos Estados Unidos, os hedge funds não têm qualquer limitação na seleção dos ativos.

Hipoteca
Empréstimo feito dando o imóvel como garantia. A propriedade só é transferida ao tomador do empréstimo quando ele é quitado.

Injeção de recursos
Empréstimos de curto prazo colocados à disposição dos bancos pelos bancos centrais. O objetivo é dar condições para que as instituições cumpram com suas obrigações financeiras.

Liquidez
É a capacidade de converter um investimento em dinheiro. Quando mais fácil for a "troca", mais líquido é o investimento.

Mutuário
É o tomador do empréstimo.

Recessão
É a redução da atividade econômica de um país. Os economistas consideram uma economia em recessão quando há queda do Produto Interno Bruto (PIB) por dois trimestres consecutivos.

Securitização

É uma operação de crédito da qual títulos fazem parte da garantia de pagamento. Nesse tipo de operação, empréstimos e outros ativos são convertidos em títulos que podem ser vendidos a investidores. Isto é, o investidor compra um título garantido pelo recebimento da dívida do tomador de empréstimo.

Subprime
Em bom português, "de segunda". Enquanto as hipotecas prime foram concedidas aos bons pagadores, as subprime foram parar nas mãos de clientes de alto risco – aqueles com grandes chances de não efetuar os pagamentos e que nos Estados Unidos ficaram conhecidos como "ninja" (sigla em inglês para "sem renda, sem trabalho, sem bens").

Títulos podres
Títulos não pagos pelos tomadores dos empréstimos. Estão na base da crise atual: 4 milhões de americanos que haviam financiado seus imóveis deram 'calote' na dívida; quem tinha esses créditos ficou com o prejuízo, que se espalhou pelos mercados.

Venda a descoberto
É uma espécie de "aluguel" de ações. Quando apostam na queda de uma ação, os investidores podem alugar o papel de um outro aplicador e vendê-lo no mercado, com a expectativa de poder recomprá-lo no futuro a um preço menor, devolvendo a ação alugada e embolsando a diferença.

Fonte: Portal G1

sábado, 4 de abril de 2009

Bovespa - Fechamento da semana

Bom dia,

A bovespa ainda animada com os resultados do G20 fechou a semana com alta de 6%.

"Ainda repercutindo positivamente a reunião do G20 (grupo de países desenvolvidos e em desenvolvimento), na qual líderes anunciaram a liberação de mais de US$ 1 trilhão em dinheiro novo para empréstimos a nações em dificuldades.

Com a alta de 1,5% nesta sexta-feira, o índice Ibovespa, referência para o mercado brasileiro, terminou a semana aos 44.390 pontos. O volume negociado também está em expansão, superando R$ 4,9 bilhões no pregão. A alta em relação ao fechamento da semana passada (41.907 pontos) foi de 5,92%.

EUA:
lém dos resultados do G20, os investidores também repercutiram dados do Departamento de Trabalho dos EUA, que mostrou que a perda de empregos em março foi menor do que a esperada. No mês passado foram perdidos 663 mil postos de trabalho, contra a estimativa de corte de 688 mil vagas. Já a taxa de desemprego subiu de 8,1% para 8,5%, conforme o esperado.
Também divulgada nesta sexta, uma queda no setor de serviços. De acordo com o Institute for Supply Management, empresa privada de pesquisas, o índice não industrial ficou em 40,8 ajustado pelas varizações sazonais, 0,8 pontos abaixo dos 41,6 registrados em fevereiro."

Fonte: Internet / G1

quinta-feira, 2 de abril de 2009

EUA melhoram, o mercado agradece

Cansado de olhar o lado negativo do cenário externo - crise, debilidade dos bancos americanos e as montadoras à beira de um colapso -, os investidores resolveram dar um pouco mais de atenção aos indicadores da economia americana que, mesmo à conta-gotas, revelam uma certa recuperação. Ontem foi um desses dias. O indicador que mede a atividade manufatureira dos EUA subiu de 35,8 em fevereiro para 36,3 no mês passado, sendo que o consenso do mercado era de um aumento para 36. Apesar da melhora, vale lembrar que qualquer número abaixo de 50 significa retração da atividade. Já as vendas pendentes de casas subiu 2,1% em fevereiro, passando de 80,4 em janeiro para 82,1 no mês seguinte. Além disso, os gastos com construção caíram 0,9% em fevereiro, menor do que a queda de 1,5% que os analistas projetavam.
Esses números um pouco melhores foram suficientes para dar um tom mais otimista ao mercado. O Índice Bovespa, que começou o dia bem jururu, caindo quase 1,5%, começou a subir assim que os indicadores foram sendo divulgados, fechando em alta de 2,57%, aos 41.976 pontos. Dentro desse recente movimento de recuperação da bolsa, a volta dos investidores estrangeiros merece destaque.

Para se ter ideia, só em março, até o dia 27, o saldo líquido (diferença entre compras e vendas) de estrangeiros estava positivo em R$ 2,1 bilhões. Esse é o melhor fluxo desde abril do ano passado, quando as compras superaram as vendas em R$ 6 bilhões. Não é coincidência que foi exatamente em abril que o Brasil foi promovido pela primeira agência de classificação de risco ao seleto grupo de países considerados grau de investimento. No ano, o saldo acumulado já é positivo em R$ 2 bilhões. A volta do investidor estrangeiro é sempre positiva, mas a atual é melhor ainda já que boa parte dela é formada por aplicadores de mais longo prazo, como os fundos de ações.

Efeito Tostines
A crise financeira traz as mais diversas consequências ao mercado. Uma delas é a concentração de uma bolsa, no caso a Bovespa, já altamente concentrada em meia dúzia de papéis. Quanto maior a aversão ao risco dos investidores, mais eles preferem as ações mais líquidas que conseguem vender com facilidade, ao menor sinal de deterioração do quadro. É praticamente um "efeito Tostines": as ações são procuradas porque têm liquidez e elas têm liquidez porque são procuradas. A primeira prévia da próxima carteira teórica do Ibovespa, que irá valer entre maio até o fim de agosto, mostra essa predileção. O peso das ações preferenciais (PN, sem voto) tanto da Petrobras quanto da Vale, as duas vedetes da bolsa, aumentaram seus pesos dentro do índice. A participação da Petrobras subiu de 16,7% para 17% e a da Vale, de 11,9% para 12,2%. Juntas, as ações PN e as ordinárias (ON, com voto) das duas empresas representam 40% do índice, uma concentração e tanto. Ontem, as ON da Redecard caíram 8,5%. O mercado reagiu mal à notícia de que um estudo feito pelo Banco Central revela abuso de poder por parte das administradoras de cartões de crédito.

Fonte: Valor Econômico

Bovespa em alta - Acompanhem

Boa noite,

Depois de mais um dia em alta a bovespa fechou em alta de 4,19% aos 43.736 pontos. Tivemos o melhor mês desde março de 2008 e inicamos o 2º trimestre muito bem, tudo isso tendo em vista a melhora dos EUA.

Abaixo uma pequena matéria sobre o ibov.

A Bovespa teve dois comportamentos, ontem. Abriu em queda, diante dos dados ruins sobre o mercado privado de trabalho norte-americano e também pressionado pela fraca produção industrial no Brasil em fevereiro. Contudo, o Ibovespa passou a subir após os índices acionários norte-americanos virarem para o terreno positivo. Nos EUA, o índice de atividade industrial ISM e outros indicadores melhores do que as previsões levaram os investidores a reverem a posição vendida do início do dia. No Brasil, a primeira prévia da nova composição do Ibovespa válida para o período de maio a agosto foi apontada ainda como razão para os ganhos, principalmente das ações da Petrobrás e Vale, que ganharam maior peso no índice. O Ibovespa iniciou o 2º trimestre em alta de 2,57%, aos 41.976,33 pontos. O resultado elevou o ganho este ano até ontem para 11,79%. Os juros de curto prazo subiram, enquanto os contratos longos reduziram a queda no fim da sessão pressionados por ajustes de posições uma vez que os dados ruins da indústria local já eram esperados. A taxa de janeiro de 2010 avançou para 9,70%. O dólar recuou 1,60%, a R$ 2,281 no balcão, em meio ao fluxo cambial positivo e a queda externa da moeda.

Abraços e sorte!!!

Fonte: Internet / Matéria do Jornal O Estado de São Paulo

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Obama sanciona pacote de US$ 787 bilhões

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sancionou ontem o pacote de estímulo econômico de US$ 787 bilhões que prevê gastos com infraestrutura e renúncias fiscais para frear a recessão que assola o país e estimular a criação de empregos.
Em discurso durante a cerimônia de assinatura da lei em Denver (Colorado), Obama disse que o programa é o primeiro passo de um plano amplo de recuperação da economia do país. "Não quero dizer que o dia de hoje marca o fim dos nossos problemas econômicos, ou que é tudo o que temos a fazer para a economia se recuperar. Mas hoje, sim, marca o início do fim, o início do que necessitamos fazer para criar postos de trabalho para os americanos ameaçados pelas demissões."
A expectativa é que, a partir do plano, sejam criados cerca de 3,5 milhões de empregos. O programa, segundo o presidente americano, lança as bases para a "verdadeira e duradoura mudança para as gerações que virão". Amanhã, Obama anuncia no Arizona novas medidas para reduzir o número de casas retomadas dos moradores por causa de dívidas hipotecárias.
O pacote que não recebeu nenhum apoio republicano na Câmara dos Representantes e apenas três votos da oposição moderada no Senado inclui US$ 507 bilhões em programas de aumento de gastos do governo e US$ 282 bilhões em incentivos fiscais. Os termos finais do acordo foram aprovados na semana passada pelo Congresso. Na versão final, o pacote ficou bem mais magro do que a proposta inicial do Senado, que previa US$ 838 bilhões, e a da Câmara, de US$ 819 bilhões.

Fonte: O Estado de São Paulo

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Obama reacende esperança

Mais de uma semana após sua posse, o novo presidente dos EUA, Barack Obama, continua mostrando que não foram em vão as esperanças que pessoas do mundo inteiro depositaram em seu mandato. Ontem, a expectativa de que um novo pacote de resgate ao sistema bancário esteja prestes a sair do forno animou muito os mercados. O Índice Bovespa chegou a subir mais de 4% e fechou em alta de 3,95%, aos 40.227 pontos. É a primeira vez desde o dia 9 que o índice fecha acima dos 40 mil pontos.
Mesmo ainda sendo muito cedo para cantar vitória, a sensação que se tem é de que o mercado caminha vagarosamente para uma recuperação. O pano de fundo é a idéia de que o novo governo americano está com todo gás possível para debelar a profunda crise em que o mundo se encontra. Os primeiros sinais também são de que as medidas da nova equipe parecem bem mais coerentes do que as do governo de George Bush. "Os ativos já colocaram nos preços a desaceleração global; a partir de agora, há muito mais chances de refletirem toda a 'mão na massa' que o presidente Obama está mostrando", diz o economista-chefe da corretora Ágora, Álvaro Bandeira.
Ele faz a ressalva, no entanto, de que esta ainda não é uma flagrante tendência de alta, já que a economia continua bastante fragilizada. "O mais provável é que a bolsa fique estagnada, com um leve tom de recuperação." Dessa forma, os preços irão aos poucos galgando níveis mais altos, mas sem nenhuma mudança drástica, até porque não há clima para isso.
"O mercado está dando sinais de que pode estar voltando para um cenário de mais racionalidade, em que há uma separação entre as ações boas e as más", diz o sócio da Leblon Equities Pedro Rudge. Desde que a crise se agravou, em meados do segundo semestre de 2008, todos os ativos foram postos num mesmo saco, não importando seus fundamentos específicos.

Uma nova explicação para a Petrobras
As ações da Petrobras continuam firmes, à despeito de todos os comentários negativos sobre seu enorme plano de investimentos para os próximos anos. Ontem, as ordinárias (ON, com voto) subiram 7,40%. Em meio a tantas dúvidas, surge nova explicação para o fato de as ações não caírem. O plano de investimento ambicioso seria uma forma de o governo, por meio da companhia, sinalizar neste momento delicado que confia na rápida recuperação da economia. Após cumprir a missão de acalmar o psicológico dos investidores, a direção da companhia teria plena autonomia para colocar em prática apenas o que julga importante dentro do megaplano. "O mercado entendeu a estratégia e se acalmou", diz um analista.
As ações de construtoras lideraram as altas de ontem do Ibovespa. As ON da Gafisa subiram 13,51% e as ON da Cyrela, 10,78%. O banco Goldman Sachs divulgou relatório com perspectivas otimistas para o setor no Brasil.

Fonte: Jornal Valor Econômico

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

EUA prevê mais crise em 2009

O Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) afirmou que o cenário para a economia norte-americana neste ano se agravou ainda mais e que a política de juros próximos de 0% deverá ser mantida por um bom tempo.
Sem citar números, a instituição disse que diminuiu "expressivamente" suas previsões para a atividade econômica em 2009, mas que ainda espera recuperação moderada para 2010. Na sua previsão mais recente, divulgada no final de outubro (quando o cenário de crise aguda já estava configurado), o Fed afirmou que o PIB dos Estados Unidos deveria variar entre -0,2% e 1,1% neste ano.
Mesmo com a decisão em dezembro de cortar os juros para uma banda de 0% a 0,25% -o menor nível desde pelo menos 1954-, o BC norte-americano afirmou que "o cenário econômico permanecerá fraco por um bom período e que os riscos de baixa para a atividade econômica seriam substanciais".

Se as previsões para a economia são ruins, o cenário para o emprego é ainda pior. A taxa de desemprego, que em novembro atingiu o maior nível desde 1993 (6,7%), deverá continuar crescendo até 2010, superando até mesmo as previsões do Fed em outubro, quando estimava que chegaria no máximo a 7,3%. A última vez que o desemprego americano alcançou a casa dos 8% foi no início da década de 1980, em um dos seus piores ciclos de recessão.
Além do agravamento no desemprego, o Fed viu pioras em praticamente todos os setores da economia, como o recuo da produção industrial, a queda nos gastos das empresas e das famílias e a piora na confiança dos consumidores. A construção, epicentro da crise, deve se contrair ainda mais, segundo o banco central americano.
Sobre os juros, o BC disse, na ata da reunião de dezembro, que a política monetária deverá ser mantida por "algum tempo" e que, com a taxa próxima de 0%, deverá priorizar novas ferramentas para fornecer novos estímulos à economia, que parece rumar para a pior recessão em mais de 70 anos.

" Barack Obama, em pronunciamento após reunir-se com sua equipe econômica, adverte que o déficit fiscal dos Estados Unidos no ano corrente pode atingir patamares muito elevados, passando da marca de um trilhão de dólares. Segundo o presidente norte-americano eleito no ano passado, o país deve gastar dinheiro agora para impulsionar a economia e reativar o desenvolvimento do mercado interno através de medidas fiscais para que o orçamento seja sustentável a longo prazo. O déficit fiscal no fechamento do último ano fiscal dos Estados Unidos se encontrava em US$ 455 bilhões, número computado sem a inclusão do pacote de US$ 700 bilhões solicitado pela Casa Branca. "

Fontes: Jornal Folha de São Paulo / ADVFN

terça-feira, 18 de novembro de 2008

EUA em recessão

Ola pessoal,

Como alguns já devem ter visto, a Europa do nosso querido "euro" entra em recessão, o Japão esta semana também anuncia a recessão no país.

Muitos dizem que os EUA estão a beira de entrar na onda, mas pra alguns analistas eles já estão em recessão. Segue uma pequena matéria sobre o assunto:

"Os Estados Unidos já estão em recessão, e ela não deve ser de curto prazo, segundo pesquisa com economistas do setor privado. De acordo com o levantamento do Nabe (Associação Nacional de Economia de Negócios, na sigla em inglês), 96% dos entrevistados afirmam que a maior economia mundial já está em recessão.

Metade dos economistas diz que a recessão começou no último trimestre do ano passado ou nos primeiros três meses deste ano. E aproximadamente 75% dos entrevistados afirmam que ela vai continuar além do primeiro trimestre do ano que vem -quando prevêem que o PIB dos Estados Unidos se expandirá em 0,9%.
Para o período de outubro a dezembro deste ano, eles dizem que a economia americana deverá se contrair em 2,6%, o que configuraria a definição mais usual de recessão (dois trimestres consecutivos de contração), já que entre junho e setembro a queda foi de 0,3% na taxa anualizada."

Para quem tem dúvida sobre o que é recessão, estou colocando uma definição:

Recessão é um período em que ocorre um grande declínio na taxa de crescimento econômico de uma determinada região ou país. Resulta na diminuição da produção e do trabalho, dos salários e dos benefícios das empresas. Do ponto de vista dos empresários, recessão significa restringir as importações, produzir menos e aumentar a capacidade ociosa. Para o consumidor, significa restrição de crédito, juros altos e desestímulo para compras. Para o trabalhador, baixos salários e desemprego.

Tecnicamente, para que a economia de um país entre em recessão, são necessários dois trimestres consecutivos de queda no PIB. Se o PIB crescer pouco, pode-se falar até de estagnação econômica, mas não de recessão.

A recessão é menos severa que a depressão, porém é formada por uma redução expressiva das atividades comerciais e industriais.

Bom, a notícia não é boa mas vale a informação.

abraços,

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Notícias Bovespa

Boa noite pessoal,

Como podem ver, a bolsa de São Paulo vem oscilando e muitas vezes fechando em queda, mesmo com as apresentações positivas das empresas, com os pacotes de ajudas dos diversos países.
Eu pessoalmente sinto é desconfiança do investidor, ele compra, a bolsa sobe e logo com medo de um queda daquelas ele realiza o lucro, ainda que pouco; o que o acontece ??? A bolsa cai, daí o investidor diz: "Nossa, ta vendo! Eu sabia que iria cair".
Bom, é claro que há muito mais coisas do que este "amador" comentário meu. Mas medo, especulação, desconfiança vem sendo um vilão nessa crise.

Depois de operar o dia em queda a bolsa fechou em alta. Os commodities, os pacotes de ajuda, as apresentações que lucros da Petrobrás, investimento dos EUA e da CEF aqui no Brasil, tudo isso ajudou.

Segue algumas notícias atuais:

"Os investidores foram às compras, principalmente dos papéis ligados às commodities, ainda por causa do pacote bilionário anunciado pelo governo chinês.

O Citigroup divulgou nesta terça-feira medidas para ajudar os mutuários americanos endividados em cerca de US$ 20 bilhões com a compra da casa própria. O objetivo é estimulá-los a manter em dia o pagamento de suas hipotecas, evitando o despejo. Cerca de 500 mil clientes serão beneficiados.

O Banco Mundial disse que sua filial de empréstimos aos Estados, o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), quase triplicará sua capacidade de empréstimos a países em desenvolvimento, destinando até US$ 100 bilhões em três anos.

A Alcoa, gigante americana do alumínio, anunciou que terá um novo corte na produção, de mais de 350 mil toneladas. No mês passado, a maior produtora da China, a Aluminium Corp of China (Chalco), já havia anunciado redução de 720 mil toneladas na produção.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, condicionou a ajuda ao setor automobilístico se o Partido Democrata aprovar o Tratado de Livre Comércio (TLC) com a Colômbia, informa nesta terça-feira o jornal "The New York Times"."

Petrobrás é só lucros (hein?!)

A Petrobras anunciou nesta terça-feira que obteve lucro líquido de R$ 10,852 bilhões no terceiro trimestre de 2008, alta de 96% sobre o mesmo período do ano passado. Trata-se do novo recorde para um lucro trimestral da estatal.

"Esse resultado é conseqüência, principalmente, do aumento da produção, da elevação dos preços médios de realização dos derivados no mercado interno e das exportações e do ganho cambial decorrente da depreciação do real sobre os ativos líquidos expostos à variação cambial no valor de R$ 3,478 bilhões", informou a empresa.

No acumulado do ano, o lucro também bateu recorde ao atingir R$ 26,56 bilhões, com alta de 61% sobre o mesmo período de 2007.

"O resultado foi fruto da maior produção, volume de vendas. Os preços ajudaram e houve auxílio do câmbio, que impactou positivamente o resultado", disse o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa.

Caixa Econômica Federal

A Caixa Econômica Federal ampliou o limite de financiamento para compra de material de construção de R$ 7.000 para R$ 25 mil. Segundo informou a instituição nesta segunda-feira, o empréstimo tem juros de 6% a 8,16% ao ano, de acordo com a faixa de renda --com limite em R$ 1.900.

A linha de crédito chamada de Construcard FGTS prevê prazo do financiamento em até 40 meses. A contratação é simplificada, diretamente nas agências da Caixa, e permite incluir até 15% do valor do material para custos de mão-de-obra.

Para renda acima de R$ 1.900, há a opção da linha de crédito Construcard Caixa/SBPE, com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo. O limite mínimo de empréstimos nesse caso é de R$ 1.000 e valor máximo conforme a capacidade de pagamento aprovada para o tomador.

Em qualquer dos casos, a Caixa exige que a documentação do imóvel esteja em ordem e que o tomador do empréstimo não comprometa mais de 30% da renda mensal. Tanto o Construcard FGTS quanto o Construcard Caixa/SBPE são aceitos em mais de 40 mil lojas credenciadas no país.

Fontes: Uol Economia, internet

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A reação dos investidores - Fotos


É até engraçado, mas não é brincadeira.
Foi criado um blog, o "THE BROKERS WITH HANDS ON THEIR FACES BLOG", que mostra fotos de pessoas fazendo aquela cara perto dos índices na crise, a cada gráfico, queda é uma expressão diferente.

Acima está um exemplo, para ver todas no blog clique aqui!

A tradução do título do blog é algo como "Os Corretores com as mãos na cara", mas acredito que no "brasileiro" a tradução seria "Agora fudeu", com o perdão da palavra.

Espero não ver nenhum leitor do blog nesse tipo de foto, rs.

abraços e fiquem com Deus.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Entrevista com o Dólar... Muito bom!!!

Bom dia pessoal,

Encontrei esta matéria muito bem feita e bem humorada, onde se pode entender um pouco a reação do dólar, seus altos e baixos e ele perante a crise norte americana!


"Não é justo." A entrevista mal começou e ele já está reclamando - deve ser um momento de baixa dele, o Dólar, o personagem mais importante desta semana neste e em qualquer país deste planeta (nos outros, sabe-se lá). E, afinal, alternar momentos de alta com momentos de baixa é com ele mesmo - se você acompanha o noticiário econômico, sabe do que eu estou falando. Afinal, quantas vezes meste ano a manchete do jornal que você assina dizia algo como "baixa do Dólar (...)" ou "alta do Dólar (...)", normalmente seguido por um enunciado tão catastrófico que parece ter sido retirado do último livro da "Bíblia", "Apocalipse".

Verdade seja dita: não é de hoje que o Dólar é alvo de uma enorme perseguição por parte da imprensa. Há centenas de vezes mais jornalistas preocupados com o desempenho diário do Dólar do que paparazzi atrás de atrizes ou cantoras que têm como hobby adotar órfãos de países pobres.

A vida do Dólar não é fácil. É muita pressão: Bancos Centrais do mundo inteiro aumentando e diminuindo juros, sem falar no conturbado relacionamento do Dólar com sua senhora, a Bolsa de Valores. Por isso, o Editor do UOL Tablóide, sempre democrático, resolveu dar voz a esse peculiar personagem, o que mais rende notícias por dia em qualquer jornal do mundo, mas que injustamente nunca foi parar na capa de uma "Caras" da vida, por exemplo.

Editor do UOL Tablóide - E aí?
Dólar - Indo, Editor. Essa vida não tá fácil.

Editor do UOL Tablóide - Tenho visto pelas colunas de fofoca, digo, pelos jornais econômicos. Afinal, por que tanto sobe e desce? Num momento, você está em alta, no outro, despenca de repente. Você não busca um pouco de estabilidade em sua vida?
Dólar - Busco, claro. Mas não é fácil. Meu humor flutua muito. O meu e o de Mercado, que trabalha comigo e que é, informalmente, meu chefe. É difícil ficar numa boa tendo que trabalhar com alguém tão complicado quanto ele. O Mercado parece que tem múltiplas personalidades, sei lá... É uma verdadeira Torre de Babel em uma pessoa só!

Editor do UOL Tablóide
- E essa instabilidade não te afeta o relacionamento com sua senhora, a dona Bolsa de Valores?
Dólar - Nosso relacionamento é estranho. Geralmente, quando estou em alta, animado, ela está em baixa, deprimida. E vice-versa. Entretanto, não conseguimos viver um sem o outro.

Editor do UOL Tablóide
- E o que você acha da completa ausência de privacidade na sua vida? Qualquer alteração no seu humor e bum, todos os jornais manchetam, todo mundo fica sabendo, os analistas comentam, dão pitaco.
Dólar - Não é justo. (Respira fundo, tentando se controlar, mas claramente está entrando em um momento de baixa.) Às vezes, desconfio que haja um pouco de xenofobia. Veja você: o Real é tão perseguido assim? Você não acha que vocês brasileiros se preocupam demais com o dinheiro alheio?

Editor do UOL Tablóide
- Para ser sincero, não sei se esse é um problema brasileiro. Afinal, o senhor é mais popular que o Brad Pitt e o Ronaldinho. Testei no Google: 28.800.000 citações para Brad Pitt; 24.000.000 citações para o Ronaldinho; 45.600.000 para dólar! O senhor é um fenômeno.
Dólar - Ora, ora... (Sorri orgulhoso e passa a mão no peito tentando se controlar, mas claramente está entrando em um momento de alta.) Assim o senhor me encabula!

Editor do UOL Tablóide - Uma última pergunta: por que o senhor não procura uma ajuda profissional para tentar conter essa instabilidade? Um psiquiatra, uns prozacs, um auxílio religioso?
Dólar - Já tentei de tudo, meu amigo, já tentei de tudo. Mas se você acha que o mundo dos artistas é volúvel, glamoroso e perigoso, é porque você não conhece o mundo do dinheiro...

Fonte: UOL

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Para descontrair!

Boa tarde pessoal,

Como todo mundo o brasileiro sempre consegue tirar sarro e fazer piada de tudo.
Desta vez foi com a crise norte americana, onde até as cédulas de dólar estão assutadas.





Espero que em breve esta nota esteja sorrindo :)

abraços...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A crise nos afeta? Lula diz que não!!!

Os primeiros sinais da atual crise financeira mundial surgiram em 2004, quando devido a alta dos juros nos Estados Unidos, houve um aumento da inadimplência no mercado imobiliário americano. Esta crise no mercado imobiliário está diretamente relacionada com a inadimplência em empréstimos do tipo subprime (crédito de risco hipotecário), que se alastrou para várias instituições financeiras que quebraram.

O resultado foi que, com a falência destas instituições, houve uma crise de confiança no mercado e os bancos congelaram os empréstimos para evitar calotes.

A crise no setor imobiliário norte-americano prosseguiu pelos anos seguintes com perdas significativas em título ligados a hipotecas. Mas o momento mais agudo ainda estaria por vir. No início de setembro, as empresas hipotecárias americanas Fannie Mae e Freddie Mac revelaram que poderiam quebrar e receberam uma ajuda financeira do Tesouro Americano, que procurava contornar a situação.

Em seguida, o banco Lehman Brothers, que não obteve a ajuda do governo norte-americano pediu concordata. A venda do Merrill Lynch ao Bank of America, a ajuda bilionária à seguradora AIG, e a venda do Wachovia ao Citigroup, completaram o quadro de agravamento da crise. Quedas expressivas no mercado financeiro mundial e no índica Dow-Jones revelaram a gravidade da situação do sistema financeiro.

O presidente George W. Bush reconheceu que sem uma ajuda do Tesouro Americano, seria impossível debelar os efeitos nocivos da crise. Mas a rejeição pelo Congresso norte-americano do pacote de US$ 700 bilhões parecia mostrar que a solução não iria ser tão simples. Mesmo com a aprovação da ajuda, após apelos do presidente Bush e dos candidatos à presidência dos Estados Unidos, as perdas nos mercados financeiros mundiais prosseguem. E o mundo se pergunta: aonde nos levará esta crise?

Esta crise nos afeta?

Apesar do presidente Lula dizer que os fundamentos da economia brasileira estão sólidos e que a crise norte-americana é um problema de George W. Bush, na verdade, a crise pode nos atingir.

"Bom, falar dessa maneira só poderia vir do Lula mesmo, e desde quando ele entende de economia, mercado de capitais? Sequer deve saber usar uma calculadore científica. Com certeza deve ter ouvido do ministro da fazenda dizer que o Brasil é sólido, não será afetado, etc; e pensou, vou repetir isso, achei legal, mas a verdade é que ele não deve entender absolutamente nada do que está acontecendo.
Me perdoem os Petistas, mas não irei falar bem de uma marionete ignorante pra agrader ninguém."


A dificuldade de se obter dinheiro, uma das marcas desta crise de confiança, pode fazer com que empresas e bancos não consigam captar recursos através de empréstimos no exterior. Com menos linha de crédito, algumas empresas podem diminuir a produção e novas contratações, o poderia diminuir o ritmo da economia e aumentar o desemprego.

Outro efeito pode ser uma diminuição dos empréstimos para pessoa física, o enfraquecimento das exportações e o aumento da inflação e a redução do poder de compra com a alta do dólar.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Desespero na Bolsa

Bom dia pessoal,

Como muito ja devem ter visto, ontem, dia 29/09/2008 a bovespa teve um dia de desespero refletindo a crise financeira nos Estados Unidos e na Europa.

Depois de ultrapassar os 10% de queda houve um "Circuit Break" - mecanismo acionado automaticamente quando o índice ultrapassa os 10 por cento de queda, o que não acontecia desde 14 de janeiro de 1999.

Depois de ter chegado perdo dos 14% de queda, o Ibovespa reduziu as perdas para fechar com desvalorização de 9,36 por cento, aos 46.028 pontos.

O motivo

A rejeição de congressistas (uma espécie de Câmara dos Deputados aqui no Brasil), ao pacote do governo dos Estados Unidos para tentar evitar uma quebradeira de bancos do país ao mesmo tempo surpreendeu e coroou um dia recheado de notícias assustadoras do setor financeiro global.

Com a maior queda em pontos diária da história, o índice Dow Jones despencou 6,98 por cento. O Nasdaq foi ainda mais longe, derretendo 9,14 por cento.

Bom, agora é esperar para ver o que acontece e fiquem de olho!!!

abraços e sorte,

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O básico da Crise - ENTENDA

Ola pessoal,

Venho procurando e tentando deixar aqui no blog notícias e informações sobre a crise, o mercado etc.
Esta matéria muito interessantes, fala o básico e suficiente para enterdermos a crise.

Segue:

1. O que aconteceu de tão extraordinário?

O episódio começou quando o Departamento do Tesouro nacionalizou Fannie Mae e Freddie Mac, no dia 7 de setembro. Seus ativos combinados são de mais de US$ 5 trilhões (em torno de R$ 9 trilhões). Essas firmas ajudam a garantir a maior parte das hipotecas nos EUA.

No dia 15 de setembro, o maior pedido de falência da história dos EUA foi feito pelo Lehman Brothers. O Lehman tinha mais de US$ 600 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) em ativos e 26 mil empregados.

No dia 16 de setembro, o Federal Reserve (banco central americano) fez um empréstimo ponte para a maior empresa seguradora do mundo, a AIG. A empresa será enxugada com a venda de ativos nos próximos dois anos. O Fed nunca havia afirmado sua autoridade para intervir nesta escala, desta forma ou em uma companhia tão distante de sua autoridade supervisora.

2. Por que essas coisas aconteceram?

O denominador comum foi a incapacidade das firmas de conseguir financiamento. As razões, contudo, diferiram caso a caso.

Fannie e Freddie tinham um papel único na economia. Eles ajudavam a garantir hipotecas e patrocinavam essas garantias emitindo sua própria dívida, que era tacitamente protegida pelo governo.

As garantias do governo permitiram ao Fannie e ao Freddie assumirem uma dívida muito maior do que uma empresa normal. A princípio, eles também deveriam reduzir o custo hipotecários dos proprietários, mas, em vez disso, parecem ter usado sua vantagem para extrair altos lucros e expulsar o setor privado do mercado de hipotecas "regulares".

No último ano, tornou-se claro que seu estreito capital não era suficiente para cobrir as perdas das hipotecas de risco. A enorme quantidade de dívida espalhada teria causado colapsos em toda parte, no caso de um calote; então, o Tesouro anunciou que ia explicitamente garantir a dívida.

Entretanto, uma vez que a dívida foi garantida, nenhum investidor teve a disposição de ajudar a tamponar as perdas. Assim, o Tesouro teve que assumir as empresas.

A falência do Lehman aconteceu quando não podia nem mais pegar emprestado. O Lehman estava rolando ao menos US$ 100 bilhões (em torno de R$ 180 bilhões) por mês para financiar seus investimentos em imóveis, bônus, ações e títulos financeiros.

Por meses, investidores temerosos estiveram convencidos que as perdas imobiliárias do Lehman eram maiores do que admitia. Quando emergiram mais notícias ruins do mercado imobiliário, inclusive as perdas no Freddie Mac e no Fannie Mae, essa opinião espalhou-se.

Os custos dos empréstimos do Lehman aumentaram, e suas ações caíram. Com a ameaça iminente de rebaixamento de sua classificação de crédito, restrições legais impediriam certas firmas de continuarem a emprestar para o Lehman.

A AIG. teve que levantar dinheiro porque tinha assinado contratos de seguro de US$ 57 bilhões (cerca de R$ 102 bilhões) cujos pagamentos dependiam das perdas nos investimentos relacionados às hipotecas de risco. Apesar de seus principais negócios e outras subsidiárias estarem bem, esses contratos, chamados de credit default swaps (CDS), provocavam uma hemorragia.

Ainda havia a possibilidade de maiores perdas, se o mercado imobiliário continuasse a se deteriorar. As agências de classificação de crédito rebaixaram a dívida da AIG e os contratos de seguros exigiam que a empresa demonstrasse que tinha garantias para cumpri-los.

O segundo problema que a AIG enfrentava era que, se não conseguisse apresentar garantias, considerar-se-ia que tinha dado calote nos CDS.

Dado o enorme tamanho dos contratos e o número de partes envolvidas, o Fed decidiu que um calote da AIG provocaria um caos no sistema financeiro e causaria falências contagiosas. O Fed, então, emprestou US$ 85 bilhões (em torno de R$ 150 bilhões) para a AIG .

3. Por que o Tesouro e o Fed deixaram o Lehman falir, mas resgataram o Bear Stearns, Fannie Mae, Freddie Mac e a AIG?

O Bear Stearns foi resgatado por duas razões. Primeiramente, porque o Fed - que não é regulador do Bear - tinha informações muito imperfeitas sobre o que estava acontecendo na empresa.

O segundo problema era que as partes envolvidas em muitas transações do Bear não estavam preparadas para a falência súbita do Bear. O Fed argumentou que o resgate era um evento raro, que aconteceria uma vez a cada geração.

Quando o Bear foi resgatado, o Fed criou uma nova via de empréstimos para financiar outros bancos de investimento. Essa via foi modificada no dia 14 de setembro, para que pudesse agüentar uma falência contando com as proteções do código de falência. Assim, o Lehman vendeu ativos operacionais separadamente de seus títulos tóxicos lastreados em hipotecas.

Se o governo tivesse resgatado o Lehman, estaria negando a alegação que o resgate do Bear era extraordinário; também estaria admitindo que nem a nova via que montou nem os outros passos que tomou para tornar os mercados mais robustos eram confiáveis.

4. Eu não trabalho no Lehman ou na AIG e não tenho muitas ações. Há motivos para eu me importar?

A preocupação das pessoas é com a incapacidade coletiva das principais instituições financeiras de obterem financiamento.

Quando seus próprios fundos secam, as financeiras restantes ficam muito mais cautelosas em oferecer crédito para empresas normais ou indivíduos. Então, mesmo para as pessoas cujas circunstâncias não mudaram muito, o custo do crédito vai subir e será muito mais difícil de obtê-lo.

Isso retardará o crescimento.

5. O que significa "prosseguir" para o Fed e para o Tesouro?

Uma leitura razoável dos planos de resgate sugere uma regra simples: se uma firma está em vias de colapso e seus laços com o sistema financeiro significariam uma cascata de caos, a firma será salva. A falência será permitida apenas se o fracasso puder ser contido.

6. O que significa "prosseguir" para os mercados?

Depois do Lehman, as principais firmas de serviços financeiros devem compreender que precisam administrar seus próprios riscos com mais cautela. Isso inclui tanto garantir fundos adequados quanto ter mais cuidado na escolha de parceiros de negócios de confiança.

7. Quando essa confusão vai terminar?


A incapacidade de assegurar fundos de curto prazo fundamentalmente nasce da falta de capital. As maiores instituições financeiras estão coletivamente sem dinheiro, e mais é necessário para evitar falências ou vendas.

Fonte: Douglas W. Diamond e Anil K. Kashyap - Stephen D. Levitt (Freakonomics.com)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Alertas para impactos no BC dos EUA

Os resultados financeiros do próprio Federal Reserve (Fed, o banco central americano) começam a preocupar. Para evitar que mais bancos quebrem, o Fed anunciou uma série de medidas que vão facilitar os empréstimos para instituições com problemas, exigindo menos garantias. "Muita gente está preocupada com o balanço do Fed, que está ficando cheio de ativos podres", diz Benn Steil, diretor do Centro de Economia Internacional do Council of Foreign Relations.
O BC americano passará a aceitar ações como garantias dos bancos que precisam de empréstimos. "Vai na contramão do Banco Central Europeu (BCE), que está restringindo os ativos que aceita como colaterais."
Apesar de ter-se recusado a injetar dinheiro no Lehman Brothers, o Fed está ampliando a sua atuação para garantir a saúde dos bancos. "O Fed está expandindo o papel de credor de última instância, situação semelhante à vivida por bancos centrais da Ásia e da América Latina nos anos 90", disse Steil
Segundo ele, na época, as pessoas se refugiavam em dólares porque temiam uma situação inflacionária de bancos centrais sobrecarregados com a tarefa de garantir instituições financeiras. "O Fed está assumindo muitas dívidas e pode acabar na mesma situação", diz. "A instituição precisa ser mais cuidadosa com as garantias, se não perde confiança e as pessoas vão comprar euros ou ouro."

Para Vitória Saddi, economista-chefe para América Latina do RGE Monitor, a "flexibilização de regras" generalizada do Fed está afetando a confiabilidade da instituição. "É muito pior do que fazer um Proer, como nós fizemos, para socorrer os bancos; essa flexibilização de regras desmoraliza o sistema financeiro", diz a economista. "Só falta flexibilizar as regras contábeis."
Em seu artigo mais recente, Kenneth Rogoff, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), também demonstrou preocupação com o aumento dos empréstimos dos bancos centrais. "O Fed, o BCE e o Banco da Inglaterra, coletivamente, fizeram empréstimos de curto prazo de centenas de bilhões de dólares para bancos", disse Rogoff.
Segundo ele, "se os bancos centrais tiverem de encarar grandes perdas em seus balanços, não será necessariamente o fim do mundo, mas a história sugere que consertar o balanço de um banco central nunca é um processo agradável". "Diante de perdas, um BC pode sair do buraco ou através de inflação ou da recapitalização, pelos contribuintes, duas soluções extremamente traumáticas."

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Bovespa seguirá "sofrendo"

Bovespa seguirá "sofrendo", diz analista

O economista Ramón Aracena, especialista em Brasil no IIF (Instituto de Finanças Internacionais, que reúne uma rede de 375 instituições financeiras no mundo), afirma que a Bolsa brasileira continuará "sofrendo", no médio prazo, as conseqüências do desaquecimento nos Estados Unidos, que deve se prolongar durante o próximo ano.
"Nunca acreditei na tese do descolamento. O fato é que algumas economias emergentes, como a brasileira, estão mais resistentes a choques externos. O que acontece é que quando a Bolsa de Nova York apresenta um desempenho negativo, como tem ocorrido, há contágio em todos os outros mercados emergentes. Todos acabam se molhando nessa chuva."
Aracena diz que, embora o Brasil apresente "bons fundamentos, grandes reservas internacionais e credibilidade", o país "não está imune".

"Note que, no início do ano, bem em meio à crise de crédito nos Estados Unidos, a Bolsa brasileira estava subindo. Mas, neste momento, há um temor maior de que haja um esfriamento econômico em nível mundial, e isso está afetando a performance de todas as Bolsas. Enquanto a economia mundial estiver diante dessa perspectiva, as Bolsas vão sofrer", disse.
"No fundo, o problema é que os investidores estrangeiros estão nervosos com a queda dos preços das commodities. Como a Bolsa brasileira é muito dependente deles [43% do Ibovespa está atrelado ao setor de commodities], o mercado está sofrendo. O estresse atual na Bolsa não é problema apenas do Brasil. Está acontecendo em quase todos os mercados mundiais, emergentes ou não. O contágio é geral."
Aracena afirma que o IIF deve divulgar nas próximas semanas uma revisão, para baixo, das perspectivas de crescimento da economia brasileira, especialmente em decorrência do "contágio" vindo dos EUA.
"Para os EUA, 2009 será um ano complicado. O principal é solucionar os problemas atuais no sistema de crédito. Mas o fato é que ninguém sabe ao certo o que deve acontecer no país ou nas outras economias industrializadas", afirma Aracena.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Dados externos e quebra de Bancos

Pessoal, fiquem de olho

O subprime continua o vilão e mais bancos quebraram nos EUA.

Os prejuízos do mercado subprime (hipotecas de alto risco) voltaram a assombrar o mercado financeiro na semana passada, com a quebra de dois bancos americanos - já foram 10 este ano - e reavivaram o mau humor dos investidores. Por isso, a expectativa é que o mercado interno passe a semana guiado pelas notícias vindas do ambiente internacional e pelas cotações das commodities.
Entre os destaques está a divulgação do Livre Bege pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Trata-se de um sumário com as condições recentes da economia dos Estados Unidos, que servirá de base para a decisão de política monetária na reunião do dia 16. Além do documento, a divulgação de outros indicadores de atividade econômica definirão o humor dos investidores na semana.

Décimo banco quebra nos EUA

As autoridades americanas fecharam o Integrity Bank, um banco regional da Geórgia, o 10º estabelecimento bancário dos Estados Unidos a falir desde o início do ano, informou nesta sexta-feira a Agência Federal de Garantias e Depósitos Bancários (FDIC, sigla em inglês).

Integrity Bank representa US$ 1,1 bilhão em ativos e US$ 974 milhões em depósitos, destaca o comunicado da FDIC.

O organismo informou que garantiu os depósitos no banco, que serão honrados pelo Regions Bank, uma instituição do Alabama.

Todos os correntistas do Integrity Bank se transformarão, automaticamente, em clientes do Regions Bank.

As cinco sucursais do Banco falido reabrirão suas portas no início da próxima semana, sob o nome de Regions Bank.

O número de bancos falidos, incluindo o californiano Indymac, em julho, multiplicou nos últimos 18 meses, refletindo a gravidade da crise financeira nos Estados Unidos.

A FDIC disse que espera outras quebras de bancos regionais.

Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina

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