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domingo, 13 de dezembro de 2009

Saiba mais - Mentiras sobre a Bolsa de Valores

Abaixo 5 coisas simples que impediam de investir na bolsa de valores, acompanhem:

1. Não tenho dinheiro suficiente: esperar juntar uma certa quantidade de dinheiro antes de começar vai atrasá-lo. Você pode começar a investir com qualquer valor.

2. A bolsa de valores é muito complicada: ainda que você não queira ser um especialista no assunto, as corretoras têm interesse em orientá-lo no investimento que melhor se adequa a seu perfil.

3. A bolsa de valores é um jogo de azar: se você não sabe o que está fazendo, até atravessar a rua é arriscado. A bolsa têm seus riscos, mas se você souber onde está se metendo e tiver uma certa prudência, as chances de ter lucros maiores do que na renda fixa são bem grandes.

4. O preço das ações é imprevisível: isso não é verdade. Embora não haja um sistema com cem por cento de certeza sobre o movimento dos preços das ações, existem métodos que podem prever as altas e as baixas dos papéis com precisão suficiente para tornar seu investimento mais seguro.

5. É difícil começar a investir na bolsa: começar qualquer coisa é difícil. É a lei da inércia. Mas começar a investir na bolsa, em si, é fácil. Mais fácil até do que abrir uma conta corrente comum em um banco.

Abraços e Sorte

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Certificado digital de ações

A bolsa de valores lança facilidades para o acionista, o certificado digital de ações. Acompanhe:

A partir de hoje (30/01/2009) está mais fácil para o acionista provar a posição no capital de uma companhia na hora de exercer o direito de voto nas assembléias. A BM&FBovespa anunciou ontem o início do funcionamento de um sistema eletrônico para se obter o certificado de propriedade de ações. É esse documento que garante o direito de participação nas reuniões e também define com qual quantidade de papéis o investidor votará.
Até então, o investidor precisava ir até o custodiante de suas ações pedir tal documento. A instituição, por sua vez, solicitava para a bolsa essa informação, pois é na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) que os dados ficam armazenados. O processo exigia, além de deslocamento, uma espera que podia superar 15 dias na temporada anual de assembléia - época em que o serviço é muito demandado.
A iniciativa da BM&FBovespa foi motivada por solicitação feita pela Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec) , no ano passado, após avaliar a temporada de assembléias gerais de 2008 e verificar espaço para melhorias. Agora, basta que o acionista ou fundo solicite o documento ao custodiante, que pode responder quase imediatamente com uma versão eletrônica do certificado.

Amarilis Sardenberg, diretora executiva das clearings depositárias e de risco da BM&FBovespa, diz que a medida é apenas um primeiro passo. A idéia agora é formar um grupo de trabalho para discutir outras melhorias para facilitar a participação em assembléias.
Na avaliação de Luiz Fernando Figueiredo, presidente da Amec, ao facilitar a atuação será possível elevar a presença dos minoritários nas reuniões e, com isso, ampliar a atividade deles nas companhias.
De acordo com Edson Garcia, superintendente da Amec, o objetivo é que no futuro, com a contínua evolução tecnológica, o investidor não precise levar o certificado à reunião. A própria companhia poderá acessar o sistema e verificar a posição de papéis desse acionista.

Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Jogo simula compra e venda de ações na bolsa

Ola pessoal,

Um jogo criativo, educativo e muito interessante!

Um terremoto de intensidade máxima atinge Nova York e derruba as bolsas em Wall Street e ao redor do mundo. As empresas de telefonia fixa obtêm reajustes de 5% nas mensalidades básicas residenciais. Índios sabotam linha de trem que passa por reserva de mineradora brasileira. As petrolíferas recuam com a queda do barril do petróleo. Os bancos perdem depósitos e fecham as portas por conta de uma greve. Bolsas americanas despencam por novos problemas no setor imobiliário e arrastam os demais mercados.
Com tais cenários em perspectiva é o analista de sistemas Rafael Ballico, de 25 anos, quem leva a melhor nessa seqüência de pregões. Ele embolsa R$ 1,33 mil, depois de ter aplicado R$ 500,00. A estratégia foi concentrar os investimentos em empresas de telefonia, um setor mais defensivo, evitando assim os atropelos do ambiente externo.
Embora as notícias que motivaram os vaivéns dos negócios tenham alguma semelhança com o que os investidores têm observado no mercado, o lucro de Ballico é fictício e foi obtido no "Jogo da Bol$a", um brinquedo de gente grande que simula um pregão real e que será apresentado na Expo Money do Rio a partir de hoje (26/11/2008). Criado pelo catarinense Elvis Cristiano Tolotti, é com a interferência de cartas-cenários para o mercado todo ou para quatro setores da economia - telefonia, mineração, petrolífero e bancário - que os preços oscilam para cima ou para baixo.
Logo na estréia, Ballico conseguiu um retorno de 160% para a sua carteira. Bem mais do que os amigos Renato Schiavinato Lopez, de 29 anos, Luciano Carlos Silva e Diego de la Valle, ambos com 26 anos. Profissionais da área de Tecnologia da Informação foi no tabuleiro tradicional - e não nos elaborados jogos eletrônicos ou nos pregões virtuais na internet, como seria de se esperar - que eles descobriram como se divertir com o sobe-e-desce das ações, em partidas regadas a cervejas e piadinhas de toda a sorte. "Aqui, a gente interage um com o outro e costuma ganhar mais dinheiro do que perder, o que não tem ocorrido de forma muito freqüente na vida real", lamenta Lopez.

Como aplicador, ele conta que conseguiu bons lucros quando começou a investir na bolsa em meados de 2007. Neste ano, porém, o seu patrimônio em renda variável já foi reduzido à metade, em operações de compra e venda mais ou menos rápidas, com giro em até 15 dias. Nas partidas, Lopez diz ter um perfil mais agressivo do que na Bovespa, pois procura ficar 100% comprado em ações. "Eu me exponho mais ao risco no jogo do que na hora de investir, até porque não tenho que me preocupar tanto com os prejuízos."
Como o mais velho da turma, Lopez acaba assumindo o papel de diretor de pregão. Depois que as ações de um certo setor da banca acabam, os jogadores podem negociar papéis entre si, mas ele estabelece que as ordens de compra ou venda podem ser executadas numa faixa de duas cotações para cima ou para baixo do valor corrente no mercado, o que equivale a oscilações de 20%. Pelas regras, quando uma ação vai a zero, ela fica numa espécie de "circuit breaker", parada, e só volta a ser negociada quando um determinado cenário ditar a valorização. Ao atingir os R$ 200,00, as ações automaticamente passam por um "split" (desdobramento), voltam a valer R$ 100,00, e os jogadores recebem uma nova ação daquele setor para cada uma que têm em carteira.
"Com o jogo, você começa a se familiarizar com os termos técnicos e entende como funciona a dinâmica do mercado", diz Luciano Silva, que tem tido mais sorte nas partidas do que nos investimentos. Ele entrou na bolsa bem na época em que o Brasil ganhou o "investment grade", o selo de investimento não-especulativo atribuído pelas agências de classificação de risco de crédito, e, desde então, só viu o seu investimento encolher. "Eu até imaginava que poderia haver uma pequena queda, mas não uma crise como esta, que tem sido comparada com o 'crash' de 29."

Além de combinar o lado lúdico inerente aos tabuleiros com o caráter educativo, a intenção do criador do Jogo da Bol$sa foi oferecer aos participantes uma espécie de treino psicológico. "As partidas servem para os investidores se auto-conhecerem, pois é comum ver durante o jogo comportamentos muito parecidos com os que os investidores adotam quando estão de fato aplicando na bolsa", diz Tolotti. Ironia do destino, ele conta que nunca venceu uma partida, pois as ações queimam na sua mão feito batata quente. A qualquer valorização ele vende os papéis e quando caem deixa os prejuízos se estenderem indefinidamente.
O economista Aquiles Mosca, autor de "Finanças Comportamentais - Gerencie as suas emoções e alcance sucesso nos Investimentos", título recém adicionado à coleção Expo Money, afirma que é de se esperar que os investidores repliquem no jogo as atitudes que tomam na vida real. "Fatores emocionais e comportamentais fazem com que as decisões (de investimentos) se distanciem do que recomenda a economia financeira tradicional", diz. Ele exemplifica que o ser humano tende a agir em conformidade com o seu grupo, o que desencadeia os chamados "movimentos de manada". Isso explica por que o Ibovespa subiu por cinco anos consecutivos e também a saída desenfreada atual, um sintoma de pânico que fez com que várias ações brasileiras passassem a ser negociadas abaixo do valor patrimonial. "O que está por trás disso é a prova social: se há muita gente fazendo tal coisa, você infere que há uma boa razão para isso", diz o economista.
No tabuleiro, os jogadores contam que conseguem ter um pouco mais de controle e até tentam lançar mão de iniciativas que seriam somente possíveis aos grandes aplicadores, os agentes conhecidos como "tubarões" (que movimentam grandes volumes e conseguem exercer influência sobre os preços), segundo o jargão do mercado. Concentrado no setor bancário, Silva lança, por exemplo, uma ordem de compra acima do valor atual no mercado. A estratégia não cola. Se fosse bem-sucedido, uma única aquisição valorizaria a maior parte do seu portfólio.

As partidas podem ser realizadas com dois a seis jogadores e o tempo é estabelecido pelos participantes: pode durar 20 cartas ou 30 minutos, por exemplo. No início, cada um recebe R$ 500,00 e pode ou não já comprar ações da banca, que inicialmente cumpre o papel de uma corretora numa oferta pública. O Jogo da Bol$a vem acompanhado de um glossário, que explica os termos técnicos mais usados. Nas diversas rodadas, também é possível ao participante se valer do aluguel de ações e ganhar dinheiro mesmo com o mercado em baixa. As cartas-cenários ainda incluem a análise técnica, trazendo padrões gráficos que sinalizam uma tendência para os ativos.

Pessoal, ainda não encontrei o site do jogo ou algum demo para download, até porque o jogo será apresentado oficialmente hoje na Expo Money do Rio.
Assim que tiver mais informações posto aqui.

Abraços e Sorte!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Gráficos apontam recuperação

O desempenho do mercado ontem reavivou na mente dos investidores o dia 16 de agosto do ano passado, quando o pânico dominou os negócios e o Índice Bovespa chegou a cair mais de 8%. A queda de ontem foi bem mais modesta, mas o sentimento de irracionalidade, com todo mundo querendo vender ações o quanto antes, sem saber ao certo o motivo, foi exatamente o mesmo de um ano atrás. A aversão ao risco vem crescendo de forma consistente e a cada dia surge um fato novo que leva o investidor a concluir que o melhor nesse momento é ficar quietinho na renda fixa mais conservadora possível. Ontem, foi principalmente o medo de uma quebra do banco Lehman Brothers que deflagrou o forte movimento de venda das ações. O Ibovespa fechou em queda de 4,50%, aos 48.435 pontos. A lembrança do dia 16 de agosto de 2007 não é à toa, já que a pontuação de ontem é a menor desde então, quando o indicador fechou aos 48.015 pontos.
Dentro da análise fundamentalista, o principal temor é que a desaceleração mundial seja maior do que se esperava, ou se tinha esperança, até algumas semanas atrás. A queda das commodities contribui para esse desconforto, especialmente no que diz respeito aos países emergentes, seus grandes produtores.

Analistas vêem limite de queda em 48 mil pontos

Se serve de alento para os que se encontram em pleno desespero, a análise gráfica, aquela que projeta os movimentos futuros do mercado com base no comportamento passado dos gráficos, mostra que a bolsa está à beira de um período de recuperação dos preços, mesmo que de curto prazo. Ufa, que alívio! Independentemente da metodologia, todos os analistas gráficos ouvidos pelo Valor apontam os atuais 48 mil pontos do Ibovespa como um importantíssimo ponto de suporte. Em outras palavras, isso significa que, analisando os históricos, percebe-se que o índice luta bravamente para não cair abaixo desse nível e ter uma recuperação.
"Esses 48 mil pontos são um enorme teste de fogo para o Ibovespa e, como acredito que ele (o índice) conseguirá passar bem por essa prova, este é um excelente momento para comprar ações", diz a analista gráfica do banco Santander, Sílvia Afonso. Apesar do tom otimista, ela alerta que dificilmente o Ibovespa irá experimentar o doce gosto de novos recordes históricos ainda este ano, já que as condições não são favoráveis. Mesmo não acreditando na hipótese mais sombria, no caso de o Ibovespa cair abaixo dos 48 mil pontos, o seu próximo suporte será na casa dos 45 mil pontos, que foi a última mínima, em julho do ano passado, lembra Sílvia.

Se são grandes as chances de a hemorragia estancar, até aonde pode ir essa tão sonhada recuperação? Graficamente, o próximo nível de resistência - teto que as ações têm dificuldade de ultrapassar - é em 52.400 pontos e, em seguida, em 54 mil pontos, aponta o analista gráfico da Itaú Corretora, Márcio Lacerda. Se o Ibovespa tiver forças suficientes para passar esses dois pontos, o índice irá buscar os 66 mil pontos e depois os 74 mil, próximo de seu último recorde histórico, o que Lacerda acredita que possa ocorrer no longo prazo. "Assim como a queda vem há meses, a alta também deve se desenrolar por um bom tempo, portanto, é preciso ter paciência", alerta.
Um outro dado importante que também aponta para uma breve recuperação é o chamado Índice de Força Relativa (IFR), que mostra que o mercado está excessivamente sobrevendido, ou seja, os investidores já venderam tudo o que tinham e o que não tinham também. "O IFR está em 20, que é o nível máximo de sobrevenda, e que não ocorre há muito tempo", completa Lacerda.
Os gráficos também mostram que muitas ações na Bovespa atingiram pisos importantes, o que é meio caminho para esboçarem algum tipo de reação. É o caso das preferenciais (PN, sem direito a voto) da Petrobras, que podem agora buscar os R$ 35 (ontem fecharam em R$ 28,35) nas próximas semanas, estima o grafista da Ativa Corretora, Eduardo Collor. "É nas horas de pânico, como a atual, que surgem as boas oportunidades, o investidor só precisa manter a calma para enxergá-las", diz ele.
Algumas outras metodologias de análise passam longe do otimismo dos grafistas. É o caso da análise quantitativa, que usa sofisticados cálculos matemáticos. Pela projeções do analista quantitativo do Santander Nilton Cardoso, os números apontam que o Ibovespa pode chegar a 34 mil pontos. "Mas os cálculos não consideram o fluxo de investidores, que pode perfeitamente mudar tal cenário", alerta ele.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Notícia da Vale vira presente de grego

A Vale, segunda empresa mais importante dentro da Bovespa, esteve envolvida ontem num grande presente de grego que o mercado recebeu. As ações preferenciais (PN, sem direito a voto) série A da mineradora chegaram a subir 4,77%, mas caíram até 2,14% e fecharam em baixa de 0,65%. O Índice Bovespa seguiu a mesma toada: subiu 1,5%, caiu 2,72% e encerrou o pregão em baixa de 1,61% aos 53.527 pontos.
Logo de manhã, os investidores foram agraciados com a notícia de que a Vale estaria negociando um aumento de 20% no preço do minério de ferro vendido para as siderúrgicas chinesas. O rumor veio a calhar, já que no dia anterior os temores de desvalorização das commodities havia aumentado depois de a ArcelorMittal decidir cortar os preços do aço vendido para a África do Sul. Os investidores, que passaram as últimas semanas quietos, sem fazer grandes movimentos, se encheram de coragem e voltaram ao mercado, comprando principalmente as ações da Vale e de outras empresas de commodities, que andavam relegadas a segundo plano. A segurança do mercado fazia sentido, já que seria impossível acreditar num processo de queda das matérias-primas enquanto uma das maiores mineradoras do mundo percebe que ainda há demanda suficiente para mais aumentos.

No entanto, a alegria durou pouco. A mineradora se apressou em desmentir a notícia. Só que no mesmo comunicado a companhia disse que "mantém permanente diálogo com seus clientes, buscando a negociação, em termos mutuamente satisfatórios, de condições comerciais, envolvendo entre outros fatores qualidade, volume e prazos de fornecimento." Para os analistas, essa foi uma estratégia de "morde e assopra" em que, ao mesmo tempo que desmente, a empresa deixa aberta a possibilidade de divulgar boas notícias a qualquer momento, sem ser acusada de que não avisou nada.
Mesmo com a dúvida no ar, os investidores preferiram ler o comunicado ao pé da letra. E as ações que eles compraram na parte da manhã, foram vendidas poucas horas depois. A alta volatilidade dos papéis da Vale e das demais empresas de commodities assustou o mercado. Os investidores que resistiram bravamente à queda das matérias-primas nas últimas semanas e permaneceram com as ações em carteira, se renderam ao movimento da manada e venderam os papéis, acentuando a queda de ontem da bolsa. As PNA da Vale negociaram R$ 937,3 milhões, na frente até das PN da Petrobras, com R$ 637,7 milhões.
Esse tipo de reajuste no meio do ano parece estranho, já que tradicionalmente as negociações de preços do minério de ferro ocorrem apenas uma vez, no início de cada ano. "Este ano, no entanto, tem sido bastante atípico, as mineradoras australianas, por exemplo, cavaram reajustes maiores em vez de seguir o primeiro aumento proposto pela Vale, como sempre ocorreu", diz o analista da SLW Corretora Pedro Galdi.

Agora é a vez do campo
A bolsa divulgou ontem às corretoras o lançamento do programa "BM&FBovespa vai ao campo", no dia 12, em Campo Mourão, cidade paranaense com destaque na produção de soja e milho por cooperativas, segundo apurou o repórter Danilo Fariello. No comunicado, a bolsa afirma que o programa terá palestras e postos de atendimento que contarão com a presença do BovMóvel, um furgão estilizado da bolsa. A divulgação inclui folhetos e propaganda em mídias locais. Depois de Campo Mourão, será a vez de Maringá, no mesmo Estado. A iniciativa de ir ao campo fazer contato com o produtor agropecuário já é conseqüência da união de iniciativas das duas bolsas (Bovespa e BM&F). O programa "Bovespa vai até você", lançado em 2002, foi o principal projeto para atrair pessoas físicas. Já pelo lado da BM&F, a idéia é mostrar ao produtor rural alternativas com contratos futuros para que ele possa obter condições financeiras melhores ao vender sua produção.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Guia com perfil de empresas da bolsa

Pessoal,

Este guia é muito bom para quem procura saber mais sobre as empresas presentes na bolsa, além de uma fonte de aprendizado.

"A IMF Editora lança hoje a 14ª edição do Guia IMF de Companhias Abertas, com o perfil detalhado de 70 empresas negociadas na bolsa, além de breves informações de 420 companhias abertas. O lançamento será hoje no 20º Congresso da Apimec.

Logo no início, o guia traz informações básicas sobre o mercado acionário - tipos de ações, mercados à vista e de derivativos, lotes padrão e fracionário, riscos etc. Nessa parte, pode-se também entender melhor o papel das entidades de classe e dos reguladores de mercado.

A segunda parte inclui, por ordem alfabética, informações resumidas sobre todas as empresas de capital aberto negociadas em bolsa. Pode-se saber qual a atividade da companhia, quem é seu principal acionista, o total de ações em circulação, quem é o diretor de Relações com Investidores e como fazer para entrar em contato com ele.

Na terceira parte, o investidor encontra um perfil detalhado das empresas que compõem o principal indicador do mercado acionário, o Índice Bovespa.

O guia conta com patrocínio do Valor e apoio de entidades de mercado como a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado (Apimec), Bovespa, Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri) e Instituto Nacional dos Investidores (INI).

O livro custa R$ 40,00 e o investidor pode adquiri-lo no site www.imf.com.br."

abraços e sorte...

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Medo de recessão

Medo de recessão domina investidor

O temor de uma forte desaceleração da economia global, que há algum tempo assombra os mercados financeiros, ganhou novo impulso na semana passada. Indicadores da zona do euro e do Japão mostraram que a segunda e terceira maiores economias do mundo, respectivamente, podem estar em recessão.
O Produto Interno Bruto (PIB) da Itália, por exemplo, retraiu 0,3% no segundo trimestre. Em um relatório, o governo japonês afirmou que, pela primeira vez em quase cinco anos, a atividade pode se retrair.

Em um ambiente já difícil por causa da crise nos Estados Unidos, os preços de diversos ativos, sobretudo commodities metálicas, não resistiram. O petróleo, por exemplo, encerrou a sexta-feira na menor cotação desde maio, a US$ 115.
Esse cenário também provocou expressiva valorização do dólar ante o euro e outras moedas.
Nesta semana, os investidores continuarão atentos aos dados que refletem a temperatura da atividade e o nível de inflação nas principais economias.
Nos EUA, o destaque da agenda é o Índice de Preços ao Consumidor de julho, que sai quinta-feira. A previsão é de uma alta de 0,4%.


Fiquem de olho...

abraços, boa sorte e ótima semana

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

A bolsa virou mico? Revista Exame sobre a bovespa

Ola pessoal,

Este é um artigo da revista exame sobre a bovespa. É um pouco longo mais vale muito a pena ser lido.

Mais de 12 trilhões de dólares evaporaram dos mercados de capitais em todo o mundo nos últimos 12 meses.
Na Bovespa, a tensão não pára de subir.
A bolsa virou mico?
Não. Mas parece ser o fim da exuberância irracional — e isso é bom...


Evelson de Freitas
Por Eduardo Salgado e Giuliana Napolitano.


Grandes ganhos e enormes perdas fazem parte da natureza do mercado financeiro
e — mais especificamente — das bolsas de valores.
Sempre foi assim. E provavelmente sempre será, ainda que a maioria dos
mortais não possa prevê-los com precisão.

No início do século 18, o físico Isaac Newton, um dos maiores gênios matemáticos que a humanidade já produziu, foi uma das vítimas da quebra de expectativas que o mercado, ciclo após ciclo, gera.
Newton foi um dos investidores da South Sea Company, empresa britânica que prometia grandes lucros com a exploração comercial dos mares do Atlântico Sul.
Parecia perfeito, num momento em que o comércio internacional ganhava força.
Mas os planos não se concretizaram, o negócio tornou-se inviável, os investidores correram para vender suas participações e a South Sea quebrou.
O acontecimento é descrito hoje como uma das primeiras bolhas financeiras da história.
Newton foi engolido por ela e definiu sua frustração com a imprevisibilidade do mercado da seguinte forma: “Posso calcular o movimento das estrelas, mas não a loucura dos homens”.

Desde então, o capitalismo produziu, em intervalos irregulares, uma série de bolhas:
o crash de 1929,a crise imobiliária japonesa nos anos 80, a exuberância irracional da internet na década de 90 e — a última delas — o chamado subprime americano, uma seqüência de perdas que começou com empréstimos imobiliários sem garantias e se espalhou por todo o sistema financeiro dos Estados Unidos.
A crise do subprime completa agora um ano sem que se possa prever até quando “a loucura dos homens” vai gerar estragos e qual a dimensão exata deles.
Estamos atravessando um período de expiação, e é nas bolsas de todo o mundo que suas conseqüências se manifestam mais rapidamente.

Nos últimos 12 meses, 12 trilhões de dólares evaporaram dos mercados de capitais ao redor do mundo.
Assustados e ansiosos para cobrir prejuízos em outros negócios, grandes investidores deixam os pregões, vendendo suas ações e derrubando as cotações.
Isso inclui a Bovespa, a incensada bolsa brasileira.

Durante todo este ano de turbulência internacional, a Bovespa comportou-se exemplarmente.
Foi um dos poucos pregões do mundo a acumular uma alta — 10% em 12 meses.
Mas seria ingenuidade achar que os investidores brasileiros — abençoados por um período de expansão na economia interna e com a valorização do preço das commodities agrícolas e minerais — passariam incólumes aos sucessivos maus resultados das instituições financeiras americanas, à ameaça de aumento da inflação e à desaceleração do crescimento mundial.

Desde o início do mês de junho, o Índice Bovespa, que mede o desempenho das ações mais negociadas, caiu 18% — foi o período mais longo de quedas desde 2002.
No acumulado de 2008, até o fechamento desta edição, as perdas eram de 6,6%.

Novas ofertas de ações tornaram-se raras — foram três desde o começo deste ano.
E cerca de 70% das empresas que abriram o capital nos últimos quatro anos valem hoje menos do que valiam na época de seus IPOs.

Bem-vindo à vida como ela realmente é.
A exuberância demonstrada pela bolsa brasileira nos últimos anos pode ter feito crer aos 2,5 milhões de investidores do país — entre aqueles que investem diretamente e os que aplicam por meio de fundos — que a trajetória do mercado aponta sempre para cima.
Mas essa não é a ordem natural das coisas.
“Os altos e baixos do mercado são comuns, mas muitos investidores pareciam ter se esquecido desse detalhe”, diz o americano Jim Rogers, ex-sócio do investidor húngaro George Soros e dono da empresa de investimentos Rogers Holdings.
“Agora estamos em pleno momento de depuração.” E isso não é necessariamente ruim.

O principal alimento da turbulência recente na bolsa brasileira é o histórico
de más notícias vindas dos Estados Unidos.
“Cresce a percepção de que não haverá uma solução rápida e fácil para essa situação”, diz o americano Robert “Bear” Arnott, sócio da consultoria financeira Research Affiliates.

Dias atrás, o IndyMac, banco com nome de lanchonete e uma carteira carregada de hipotecas podres, quebrou na Califórnia.
As próximas semanas e meses prometem surtos de grandes emoções.
O governo americano quer colocar em prática o plano de salvamento das companhias Fannie Mae e Freddie Mac, que correm o risco de quebrar. Juntas, elas respondem por quase metade dos 12 trilhões de dólares de hipotecas nos Estados Unidos.
É improvável que a falência se concretize, mas a má situação dessas companhias é mais uma demonstração de fragilidade na maior economia do mundo, responsável por cerca de 30% do consumo do planeta.
E isso já é suficiente para despertar — como diria Newton — o medo e a loucura dos homens.
“Fannie e Freddie são parte do problema, mas, mesmo depois que se encontre
uma solução para essas empresas, muito mais sangue será derramado”, diz
Kenneth Rogoff, professor de economia da Universidade Harvard e ex-economista-
chefe do FMI.
Em setembro, três grandes bancos de investimento publicarão seus resultados
trimestrais — entre eles o Lehman Brothers, um dos que estão em situação mais
vulnerável.
Ao longo desse caminho, as bolsas devem continuar reagindo aos anúncios do desempenho da economia americana e às oscilações na cotação do petróleo.

É nesses momentos que o investidor se torna mais seletivo, premia as ações
de empresas consideradas sólidas e foge do risco.
Muito da performance razoável da Bovespa ante outros pregões do mundo
aconteceu por causa da atração que papéis de empresas como Vale e Petrobras
exercem.
Juntas, as ações das duas companhias representam 30% de todo o volume
transacionado na Bovespa.
Quando os preços dessas ações sobem puxados pelo boom das commodities — como
tem sido o caso nos últimos tempos devido à crescente demanda de China e
Índia —, o Índice Bovespa acompanha o movimento.
A cada anúncio de descoberta de petróleo da Petrobras, aumenta o apetite dos
investidores pelos papéis da estatal.
Além disso, a pulverização no número de investidores ajudou.
Hoje, cerca de 500 000 brasileiros aplicam diretamente na bolsa.
“Existe uma forte correlação entre o aumento da riqueza de um país e a
entrada de investidores locais na bolsa de valores”, diz Jim O’Neill, chefe
do departamento de pesquisas econômicas do banco Goldman Sachs e autor do
termo Bric, que designa o grupo de países formado por Brasil, Rússia, Índia
e China.
E, mais do que uma mudança quantitativa, houve um avanço em termos de
qualidade.
Uma parcela considerável desses investidores tem seguido o célebre conselho
de John Templeton, um dos maiores financistas americanos: o melhor momento
para investir em ações é quando “o pessimismo está no auge”.
Nos últimos seis meses, investidores estrangeiros em fuga tiraram 6,7 bilhões

de reais em ações da Bovespa, enquanto aplicadores brasileiros colocaram os
mesmos 6,7 bilhões na bolsa, ajudando, assim, a diminuir o impacto da queda.

Essa tendência se manterá? É difícil dizer.

Mercados de ações funcionam, basicamente, movidos por expectativas e, nesse ponto, mesmo com a desaceleração da economia americana e global, as projeções para o Brasil são positivas.
Economistas do FMI que acabaram de atualizar suas previsões estimam que o
Brasil crescerá 4,9% neste ano e 4% no ano que vem.
Apesar da perspectiva de queda no ritmo da expansão, a economia brasileira,
segundo o FMI, deve ficar acima da média mundial.
Se essas previsões se materializarem, o país completará seis anos de
crescimento superior a 3%.
“Mesmo com o aumento da inflação e dos juros, a economia brasileira segue
robusta”, diz Zeina Latif, economista-chefe do banco Real.
Caso se confirme esse ambiente de crescimento econômico puxado por um mercado
interno aquecido e pela produção de commodities, aumenta a chance das
companhias de entregar os resultados prometidos aos investidores.

É graças a essa expectativa que a maioria dos analistas ainda acredita que a
bolsa brasileira sairá dos atuais 60 000 pontos para fechar o ano com 80 000.

Mesmo em meio à crise — e com o segmento de IPOs e ofertas de ações praticamente parado —, as empresas brasileiras vêm conseguindo se financiar lançando mão de outros mecanismos do mercado de capitais.
As emissões de títulos de dívida somaram 17 bilhões de reais no primeiro
semestre deste ano, quase 30% mais que no mesmo período de 2007, por exemplo.
“Isso não ocorria no passado, quando os mercados costumavam ficar fechados
para companhias sediadas no Brasil”, diz o advogado José Eduardo Carneiro
Queiroz, sócio responsável por mercado de capitais do escritório Mattos Filho, de São Paulo.
Há quem aposte que, além de sustentar a expansão das empresas para fazer
frente à demanda crescente do mercado interno, esses recursos poderão ser
utilizados para promover uma nova onda de internacionalização — dessa vez,
tendo os Estados Unidos como alvo preferencial.
“É um momento único: as empresas americanas estão baratas em razão da
crise e da desvalorização do dólar, e as companhias brasileiras estão sólidas”,
diz Charlie Welsh, fundador da Mergermarket, empresa inglesa especializada em
estudos sobre fusões e aquisições.
Para ele, um exemplo desse movimento foi a compra da cervejaria Anheuser-
Busch pela belgo-brasileira InBev.

Apesar do otimismo, é possível que esse prognóstico positivo sobre o futuro
da economia e da bolsa brasileira sofra alterações.
Quedas bruscas no preço das commodities e uma drástica piora do quadro
econômico nos Estados Unidos são os principais temores.

Nos próximos meses, a economia americana viverá em meio a duas pressões
conflitantes.

“Por um lado, é preciso conter o crescimento para controlar a alta dos
preços, mas o desaquecimento não pode ser forte demais ou haverá recessão
mais adiante”, diz Vincent Reinhart, ex-diretor do Federal Reserve e atual
membro do American Enterprise Institute, de Washington.
Logo nos primeiros meses da crise, uma facção dos economistas achava que a
melhor imagem para descrever o futuro da economia americana seria uma linha
em V (ou seja, a atividade cairia rapidamente e teria uma recuperação
igualmente veloz).
Hoje, com o aperto do crédito, os especialistas se dividem entre os que acham
que a atividade fará um traçado em U (queda, estabilidade em patamares baixos
e aumento firme da atividade) e os que apostam num W (períodos de oscilações
bruscas e radicais).
Ninguém consegue dizer com segurança se já se chegou ao fundo do poço, e
não está descartado o cenário de estagflação, a conjunção perversa de
estagnação econômica com inflação, cenário que se concretizou pela última vez na
década de 70.
“A história é pontuada por momentos de expansão interrompidos por
períodos de rupturas”, diz Nouriel Roubini, professor de economia da Universidade de Nova York que foi assessor da Presidência durante o governo de Bill Clinton.
Quando cada um deles vai começar e terminar é algo que nem mesmo os grandes
gênios foram capazes, até agora, de prever.

Fonte: Revista Exame

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