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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Obama sanciona pacote de US$ 787 bilhões

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sancionou ontem o pacote de estímulo econômico de US$ 787 bilhões que prevê gastos com infraestrutura e renúncias fiscais para frear a recessão que assola o país e estimular a criação de empregos.
Em discurso durante a cerimônia de assinatura da lei em Denver (Colorado), Obama disse que o programa é o primeiro passo de um plano amplo de recuperação da economia do país. "Não quero dizer que o dia de hoje marca o fim dos nossos problemas econômicos, ou que é tudo o que temos a fazer para a economia se recuperar. Mas hoje, sim, marca o início do fim, o início do que necessitamos fazer para criar postos de trabalho para os americanos ameaçados pelas demissões."
A expectativa é que, a partir do plano, sejam criados cerca de 3,5 milhões de empregos. O programa, segundo o presidente americano, lança as bases para a "verdadeira e duradoura mudança para as gerações que virão". Amanhã, Obama anuncia no Arizona novas medidas para reduzir o número de casas retomadas dos moradores por causa de dívidas hipotecárias.
O pacote que não recebeu nenhum apoio republicano na Câmara dos Representantes e apenas três votos da oposição moderada no Senado inclui US$ 507 bilhões em programas de aumento de gastos do governo e US$ 282 bilhões em incentivos fiscais. Os termos finais do acordo foram aprovados na semana passada pelo Congresso. Na versão final, o pacote ficou bem mais magro do que a proposta inicial do Senado, que previa US$ 838 bilhões, e a da Câmara, de US$ 819 bilhões.

Fonte: O Estado de São Paulo

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Obama reacende esperança

Mais de uma semana após sua posse, o novo presidente dos EUA, Barack Obama, continua mostrando que não foram em vão as esperanças que pessoas do mundo inteiro depositaram em seu mandato. Ontem, a expectativa de que um novo pacote de resgate ao sistema bancário esteja prestes a sair do forno animou muito os mercados. O Índice Bovespa chegou a subir mais de 4% e fechou em alta de 3,95%, aos 40.227 pontos. É a primeira vez desde o dia 9 que o índice fecha acima dos 40 mil pontos.
Mesmo ainda sendo muito cedo para cantar vitória, a sensação que se tem é de que o mercado caminha vagarosamente para uma recuperação. O pano de fundo é a idéia de que o novo governo americano está com todo gás possível para debelar a profunda crise em que o mundo se encontra. Os primeiros sinais também são de que as medidas da nova equipe parecem bem mais coerentes do que as do governo de George Bush. "Os ativos já colocaram nos preços a desaceleração global; a partir de agora, há muito mais chances de refletirem toda a 'mão na massa' que o presidente Obama está mostrando", diz o economista-chefe da corretora Ágora, Álvaro Bandeira.
Ele faz a ressalva, no entanto, de que esta ainda não é uma flagrante tendência de alta, já que a economia continua bastante fragilizada. "O mais provável é que a bolsa fique estagnada, com um leve tom de recuperação." Dessa forma, os preços irão aos poucos galgando níveis mais altos, mas sem nenhuma mudança drástica, até porque não há clima para isso.
"O mercado está dando sinais de que pode estar voltando para um cenário de mais racionalidade, em que há uma separação entre as ações boas e as más", diz o sócio da Leblon Equities Pedro Rudge. Desde que a crise se agravou, em meados do segundo semestre de 2008, todos os ativos foram postos num mesmo saco, não importando seus fundamentos específicos.

Uma nova explicação para a Petrobras
As ações da Petrobras continuam firmes, à despeito de todos os comentários negativos sobre seu enorme plano de investimentos para os próximos anos. Ontem, as ordinárias (ON, com voto) subiram 7,40%. Em meio a tantas dúvidas, surge nova explicação para o fato de as ações não caírem. O plano de investimento ambicioso seria uma forma de o governo, por meio da companhia, sinalizar neste momento delicado que confia na rápida recuperação da economia. Após cumprir a missão de acalmar o psicológico dos investidores, a direção da companhia teria plena autonomia para colocar em prática apenas o que julga importante dentro do megaplano. "O mercado entendeu a estratégia e se acalmou", diz um analista.
As ações de construtoras lideraram as altas de ontem do Ibovespa. As ON da Gafisa subiram 13,51% e as ON da Cyrela, 10,78%. O banco Goldman Sachs divulgou relatório com perspectivas otimistas para o setor no Brasil.

Fonte: Jornal Valor Econômico

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

EUA prevê mais crise em 2009

O Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) afirmou que o cenário para a economia norte-americana neste ano se agravou ainda mais e que a política de juros próximos de 0% deverá ser mantida por um bom tempo.
Sem citar números, a instituição disse que diminuiu "expressivamente" suas previsões para a atividade econômica em 2009, mas que ainda espera recuperação moderada para 2010. Na sua previsão mais recente, divulgada no final de outubro (quando o cenário de crise aguda já estava configurado), o Fed afirmou que o PIB dos Estados Unidos deveria variar entre -0,2% e 1,1% neste ano.
Mesmo com a decisão em dezembro de cortar os juros para uma banda de 0% a 0,25% -o menor nível desde pelo menos 1954-, o BC norte-americano afirmou que "o cenário econômico permanecerá fraco por um bom período e que os riscos de baixa para a atividade econômica seriam substanciais".

Se as previsões para a economia são ruins, o cenário para o emprego é ainda pior. A taxa de desemprego, que em novembro atingiu o maior nível desde 1993 (6,7%), deverá continuar crescendo até 2010, superando até mesmo as previsões do Fed em outubro, quando estimava que chegaria no máximo a 7,3%. A última vez que o desemprego americano alcançou a casa dos 8% foi no início da década de 1980, em um dos seus piores ciclos de recessão.
Além do agravamento no desemprego, o Fed viu pioras em praticamente todos os setores da economia, como o recuo da produção industrial, a queda nos gastos das empresas e das famílias e a piora na confiança dos consumidores. A construção, epicentro da crise, deve se contrair ainda mais, segundo o banco central americano.
Sobre os juros, o BC disse, na ata da reunião de dezembro, que a política monetária deverá ser mantida por "algum tempo" e que, com a taxa próxima de 0%, deverá priorizar novas ferramentas para fornecer novos estímulos à economia, que parece rumar para a pior recessão em mais de 70 anos.

" Barack Obama, em pronunciamento após reunir-se com sua equipe econômica, adverte que o déficit fiscal dos Estados Unidos no ano corrente pode atingir patamares muito elevados, passando da marca de um trilhão de dólares. Segundo o presidente norte-americano eleito no ano passado, o país deve gastar dinheiro agora para impulsionar a economia e reativar o desenvolvimento do mercado interno através de medidas fiscais para que o orçamento seja sustentável a longo prazo. O déficit fiscal no fechamento do último ano fiscal dos Estados Unidos se encontrava em US$ 455 bilhões, número computado sem a inclusão do pacote de US$ 700 bilhões solicitado pela Casa Branca. "

Fontes: Jornal Folha de São Paulo / ADVFN

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