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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

"Saiba Mais" - Termos usados na Crise Financeira

Ola pessoal,

Como alguns já sabem e acompanham, temos aqui no blog a seção "Saiba Mais" que visa auxiliar o investidor, estudante, curioso etc, a entender mais sobre o Mercado Financeiro e de Capitais. São termos, jargões, informações sobre corretoras e outros.

Uma matéria interessante feita pelo portal G1, listou alguns termos que estão aparecendo nas notícias sobre a crise, muitas definições vocês ja viram aqui no blog, algumas ainda não, então vamos aproveitar e atualizar!

Alavancagem
Uso de recursos ou ativos de terceiros para aplicação no mercado financeiro. Em uma operação com alavancagem, o fundo ou banco investe usando recursos "emprestados", superiores ao seu próprio patrimônio. A alavancagem é calculada dividindo-se a dívida pelo patrimônio.

Ativos
Bens, direitos, créditos e valores pertencentes a uma empresa ou pessoa.

Bailout
Socorro financeiro, em geral dado por governos, a empresas em dificuldades. Significa, em tradução literal, "fiança" (e pronuncia-se "beilaut").

Banco comercial
Instituição financeira que recebe depósitos à vista em conta bancária e oferece financiamento a pessoas físicas e empresas.

Banco de investimento
Banco voltado para a administração de recursos de terceiros. É especializado em operações de participação acionária e financiamentos para empresas. Também administra carteiras e fundos de investimentos, assessora negócios e realiza lançamentos de ações de empresas.

Bolha
Uma bolha é uma alta exagerada na cotação de um ativo ou produto, sem fundamentos para isso. Em geral, é provocada pela especulação do mercado e pode "estourar" a qualquer momento, derrubando os preços. No caso atual, a bolha imobiliária foi provocada pela expansão desenfreada do crédito.

Capítulo 11
Artigo da Lei de Falências americana que permite a uma empresa com dificuldades financeiras pedir concordata e continuar funcionando normalmente, dando-lhe um tempo para chegar a um acordo com seus credores. A proteção do Capítulo 11 pode ser requerida seja pela empresa em dificuldades, seja por um de seus credores. Este procedimento significa uma vontade de reestruturação da companhia, sob o controle de um tribunal.

Circuit breaker
É um mecanismo de controle da variação dos índices das bolsas. Quando as cotações superam limites estabelecidos de alta ou de baixa, as negociações são interrompidas, para evitar movimentos muito bruscos. Na Bovespa, o "circuit breaker" (pronuncia-se "circuit breiquer") é disparado quando a baixa do Ibovespa atinge os 10%. Os negócios são então paralisados por trinta minutos e retomados em seguida. Depois da retomada do pregão, se a queda persistir, os negócios são novamente interrompidos quando a baixa chega a 15%. Desta vez, a paralisação é de uma hora.

Derivativo
Ativo cujo valor e características de negociação derivam de outro ativo que serve de referência. Bancos e financiadoras criaram derivativos "empacotando" os créditos que tinham a receber dos tomadores dos empréstimos imobiliários, que foram revendidos a investidores em todo o mundo.

FDIC
A Federal Deposit Insurance Corporation é a agência federal dos Estados Unidos que garante os depósitos bancários, supervisiona instituições financeiras e ajuda bancos em processo de falência. A instituição garante depósitos de até US$ 100 mil feitos em bancos do país. O governo norte-americano agora quer aumentar o valor dessa garantia.

Fed
O Federal Reserve System é o banco central dos Estados Unidos. É responsável por formular e executar a política monetária do país e por regulamentar o funcionamento dos bancos. É o Fed que determina a taxa básica de juros da economia dos EUA.

Foreclosure
É a execução da hipoteca, que ocorre quando o cliente não paga o empréstimo tomado para compra do imóvel. A propriedade é retomada pelo banco e o mutuário é despejado. (A pronúncia é "fórcloujur")

Hedge fund
Apesar do nome (hedge, em inglês, significa salvaguarda e pronuncia-se "rédige"), são fundos de investimento operados com agressividade, de alto risco. Nos Estados Unidos, os hedge funds não têm qualquer limitação na seleção dos ativos.

Hipoteca
Empréstimo feito dando o imóvel como garantia. A propriedade só é transferida ao tomador do empréstimo quando ele é quitado.

Injeção de recursos
Empréstimos de curto prazo colocados à disposição dos bancos pelos bancos centrais. O objetivo é dar condições para que as instituições cumpram com suas obrigações financeiras.

Liquidez
É a capacidade de converter um investimento em dinheiro. Quando mais fácil for a "troca", mais líquido é o investimento.

Mutuário
É o tomador do empréstimo.

Recessão
É a redução da atividade econômica de um país. Os economistas consideram uma economia em recessão quando há queda do Produto Interno Bruto (PIB) por dois trimestres consecutivos.

Securitização

É uma operação de crédito da qual títulos fazem parte da garantia de pagamento. Nesse tipo de operação, empréstimos e outros ativos são convertidos em títulos que podem ser vendidos a investidores. Isto é, o investidor compra um título garantido pelo recebimento da dívida do tomador de empréstimo.

Subprime
Em bom português, "de segunda". Enquanto as hipotecas prime foram concedidas aos bons pagadores, as subprime foram parar nas mãos de clientes de alto risco – aqueles com grandes chances de não efetuar os pagamentos e que nos Estados Unidos ficaram conhecidos como "ninja" (sigla em inglês para "sem renda, sem trabalho, sem bens").

Títulos podres
Títulos não pagos pelos tomadores dos empréstimos. Estão na base da crise atual: 4 milhões de americanos que haviam financiado seus imóveis deram 'calote' na dívida; quem tinha esses créditos ficou com o prejuízo, que se espalhou pelos mercados.

Venda a descoberto
É uma espécie de "aluguel" de ações. Quando apostam na queda de uma ação, os investidores podem alugar o papel de um outro aplicador e vendê-lo no mercado, com a expectativa de poder recomprá-lo no futuro a um preço menor, devolvendo a ação alugada e embolsando a diferença.

Fonte: Portal G1

domingo, 6 de setembro de 2009

Saiba Mais - Sobre Ações

COMO ESCOLHER AS AÇÕES
Comprar na baixa e vender na alta. Todos buscam seguir essa máxima de mercado, mas não é tão simples assim: o momento exato de comprar e de vender é difícil de ser descoberto até mesmo pelos especialistas. Diversos fatores devem ser considerados para a escolha da ação e do momento exato de comprar ou vender.

SUA PERSPECTIVA
O primeiro ponto que se deve levar em conta é o objetivo do investimento - a compra de uma casa, aposentadoria, casamento, troca de carro. Conforme a orientação, você ora se preocupará mais com prazo, ora com liquidez; poderá arriscar mais, visando maior retorno, ou ser mais conservador, mesmo com menor retorno. Por outro lado, se seu objetivo é uma rentabilidade periódica, uma boa alternativa são ações como asdos bancos Itaú e Bradesco, que habitualmente pagam dividendos.

LIQUIDEZ À BRASILEIRA
No Brasil temos poucas ações com muita liquidez. São aproximadamente 50 que compõem o índice Bovespa. Esteja atento, pois baixa liquidez significa maior risco.

EXPECTATIVA
Quem compra uma ação compra expectativa, não um desempenho passado. Ganha-se ou perde-se com o desempenho futuro da ação. O queocorreu com ela em seu histórico pode não voltar a se repetir.

FORMAS DE ANÁLISE
Existem duas formas distintas de análise do potencial das ações, chamadas de escolas dos fundamentalistas e dos grafistas.

Fundamentalistas- Os analistas fundamentalistas procuram os fundamentos do valor dos títulos. Esse valor depende das futuras condições macroeconômicas, setoriais e da própria empresa. São tais condições que devem ser previstas pelo analista para a correta avaliação do título.
Grafistas - Pela análise de gráficos do desempenho anterior das ações, os grafistas avaliam qual sua expectativa futura e determinam assim se é hora de vender ou comprar. Os seguidores da análise gráfica acreditam que o futuro é, em parte, uma repetição do passado.

INVESTIR EM AÇÕES
Investir diretamente nas ações ou procurar um fundo de ações? O investimento direto depende de conhecimento, disponibilidade de tempo para acompanhá-lo e grau de riqueza.

GROWTH x VALUE
Você pode escolher entre dois perfis de ações. As chamadas de "crescimento" (growth) ou de "valor" (value). Há muito debate sobre quaisdão melhor resultado. As de "valor" têm valor baixo e devem crescer. Já as de "crescimento" têm tido aumento constante de receitas elucros e devem manter esse desempenho.

CUSTOS
Há custos nas transações com ações:

Corretagem. Taxa cobrada pelas corretoras para realizar a compra ou venda de ações. Seu valor é livre. Segundo dados da Bovespa, o máximo gira em torno de 4%, mas na internet tem sido bem menor.

Custódia. Serviço de guarda de títulos e do exercício de direitos, tais como dividendos, bonificações, subscrições etc. A taxa de custódia é estabelecida pelo Agente de Custódia. O valor médio cobrado é de R$ 10 por mês, independentemente do volume financeiro.

Outros emolumentos. Valores cobrados pela Bovespa para a realização de negócios em seu ambiente. No mercado à vista de ações, a taxa é de 0,035% do volume financeiro.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

BCs anunciam medida contra crise financeira

Os seis principais bancos centrais do mundo anunciaram nesta quinta-feira uma ação coordenada para enfrentar a falta de liquidez nos mercados financeiros globais e tentar acabar com a crise que afeta a economia dos Estados Unidos e o resto do mundo.

"A medida foi tomada para frear as contínuas pressões sobre o dólar nos mercados", afirmaram os bancos. Fazem parte do acordo o BoJ (Banco Central do Japão), o Fed (EUA), o BCE (Banco Central Europeu), o BoE (Reino Unido), o SNB (Suíça) e o Banco do Canadá.

Entre as medidas do acordo, o Fed planeja autorizar mais US$ 180 bilhões; o BoE e o BCE devem oferecer, cada um, empréstimos de US$ 40 bilhões; e o BoJ deve lançar um plano de apoio às operações com dólar para proporcionar fundos aos participantes do mercado no Japão caso seja necessário.

"Os bancos centrais continuarão a trabalhar juntos para dar os passos certos e cortar as pressões crescentes", declarou o BCE.

A ação segue um dia de fortes quedas em todos os mercados, ainda com temor de restrição ao crédito que contaminou os mercados após a quebra do Lehman Brothers, a compra do Merrill Lynch e os problemas da AIG.

Hoje as Bolsas asiáticas operaram com perdas durante praticamente todo o dia. O anúncio não foi suficiente para reverter a tendência na Ásia. O Nikkei, índice dos negócios da Bolsa de Tóquio (Japão), fechou com a pior queda em três anos --2,2%, aos 11.489,30 pontos. Em Hong Kong, onde o índice Hang Seng chegou a cair 7,3%, o mercado fechou aos 0,03% negativos. Na China, Xangai fechou com recuo de 1,72%. Em Seul (Coréia do Sul), as perdas estavam perto dos 2,30%.

Ontem, as Bolsas americanas e européias fecharam em forte queda sem que a decisão do Fed acalmasse o mercado. No Brasil, a Bovespa desvalorizou.

Problemas

"Obviamente a medida não ataca a raiz dos problemas, mas ajuda a livrar de algumas das tensões imediatas que crescem no mercado financeiro", disse Ian Stannard, estrategista do banco BNP Paribas.

O anúncio do empréstimo de US$ 85 bilhões à seguradora AIG animou inicialmente os mercados, favorecendo as Bolsas asiáticas e ajudando na abertura das Bolsas européias. Em troca, o governo vai assumir o controle de quase 80% das ações da empresa e o gerenciamento dos negócios.

No entanto, o que prevaleceu foi o medo da próxima "bola da vez" --a incerteza sobre qual será a próxima instituição financeira a quebrar.

O Morgan Stanley, um dos dois bancos de investimentos independentes dos Estados Unidos que ainda sobrevivem à crise, negocia uma fusão com a Wachovia Corporation, segundo o jornal "The New York Times". Já a rede de informação financeira CNBC informou que o Morgan Stanley analisa uma possível venda ao banco chinês CITIC.

Já o Washington Mutual, um banco comercial, também está discutindo com vários instituições financeiras a sua venda, ainda segundo o jornal. Os dois bancos vêm sendo apontados nos últimos dias como os mais prováveis a caírem na atual crise.

Ontem, as ações o Morgan Stanley tiveram a maior queda da história da instituição, de 24,22% (a retração chega a 40% nos últimos três dias). Enquanto isso, os papéis do Washington Mutual já se desvalorizaram 85,23% neste ano (13,36% só ontem).

O pessimismo dos investidores se converteu em um movimento de venda das ações. "Será muito difícil haver uma recuperação daqui ao fim de semana. Há opções que vencem na sexta-feira e inúmeros títulos necessitam ser vendidos, mais do que comprados", disse ontem Mace Blicksilver, da Marblehead Asset Management.

"O temor com o crédito alcançou o clímax. É presunção acreditar que isso acabaria em um dia", afirmou Harushige Kobayashi, do Securities Japan. "O mercado ignora os fundamentos e deixa 95% ser guiado por fatores psicológicos."

Quebra e ajuda

Na segunda-feira, com a quebra do Lehman Brothers, as Bolsas fecharam com as maiores quedas em pontos desde os ataques contra o World Trade Center em Nova York em 11 de setembro de 2001.

Em seguida, o banco entrou com o pedido de proteção sob a legislação de falências e concordatas no Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York.

Com a situação crítica do Lehman, outras instituições financeiras correram para salvar outro banco tradicional de Wall Street, o Merrill Lynch: o Bank of America comprou o Merrill por cerca de US$ 50 bilhões, consolidando ainda mais sua posição de gigante reforçada já por uma série de compras anteriores que incluem o banco hipotecário Countrywide Financial.

No dia seguinte, a AIG conseguiu uma injeção de US$ 85 bilhões do governo a fim de aumentar sua liquidez.

Fonte: Folha OnLine

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